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A moda na indústria 4.0

Com a ascensão da economia digital e da indústria 4.0, as novas tecnologias tornaram-se centrais para o desenvolvimento do negócio. Uma área onde o ERP Dynamics NAV Fashion, implementado pela myPartner, pode dar uma ajuda, como mostrou o workshop Fit for Fashion III, que contou com o testemunho da Ezpeleta.

«O ERP não aumenta a faturação, mas sem o ERP pode não haver capacidade para gerir um crescimento rápido», revelou Miguel Ardao, diretor-geral da Ezpeleta, durante a sua intervenção no workshop Fit for Fashion III, promovido pela myPartner, na passada quarta-feira, dia 19 de abril. A empresa, que produz uma variada gama de produtos, desde guarda-chuvas a guarda-sóis, passando por mesas e cadeiras, utilizando materiais como metais, plásticos e têxteis, registou um crescimento de 30% do volume de negócios, para um valor acima dos 20 milhões de euros, entre 2008 e 2017, altura em que iniciou a implementação do ERP.

Com quatro unidades de produção e distribuição na Europa – duas em Portugal e duas em Espanha – e uma no México (só dedicada à distribuição) e uma força de trabalho de 150 pessoas, a empresa, fundada em 1935, está presente em 20 mercados, com Espanha, Portugal e França a liderar. O leque de clientes é igualmente vasto, desde o El Corte Inglés à Leroy Merlin, do grupo Sonae ao grupo Pestana, assim como o Grupo Nestlé e Heineken, o que gera a necessidade de acompanhar, de forma próxima todos os recursos e encomendas. «Precisávamos de um ERP», afirmou Miguel Ardao. «Até 2008 tínhamos três programas à medida, com três bases de dados e três servidores, desconectados, direcionados para contabilidade, armazém e faturação», explicou. Após conseguir a aprovação da administração, a Ezpeleta implementou o ERP Dynamics NAV da Microsoft. Depois de uma má experiência com o parceiro de implementação, a empresa está agora satisfeita com os resultados obtidos com a implementação realizada pela myPartner e com a eficiência que ganhou com o software. «O mais importante é o parceiro. Os programas são no geral bons, mas é preciso ter o mecânico certo. Não adianta ter um grande avião se o mecânico não faz os ajustes certos», sublinhou o diretor-geral da Ezpeleta.

A empresa está agora a avançar com um novo projeto de ERP, com a adição de novas valências. «Agora temos um projeto novo para o NAV 2017, vamos começar a usar mais funcionalidades, incluindo o Power BI, implementar um novo módulo de CRM, com os vendedores a poderem usar tablets para fazer as encomendas, e vamos abrir uma loja B2C que vai estar parcialmente integrada com o sistema», apontou Miguel Ardao, deixou, contudo, um conselho aos presentes: «quanto mais simples for a implementação inicial, melhor vai correr. O melhor é começar por aquilo que tem a certeza que vai usar».

O Microsoft Dynamics NAV Fashion

As diferentes funcionalidades do Microsoft Dynamics NAV Fashion foram apresentadas por José Miguel Azevedo, gestor de produto ERP da myPartner. O software abrange todas as áreas do negócio da moda, da gestão financeira ao desenvolvimento de produto, vendas, logística, compras e gestão da produção. Além disso, sendo um produto Microsoft, «a integração com as ferramentas do Office está garantida», afirmou José Miguel Azevedo.

Para além de ser configurável de acordo com as necessidades de cada empresa, o Dynamics NAV Fashion pode ainda ser acedido no telemóvel e em tablets, com a utilização nestes últimos a ser mais completa. «Fruto desta indústria 4.0, a própria Microsoft lançou há alguns anos o Power BI que tem ativo um conector com o NAV», possibilitando «a realização de análises mais complexas», referiu, o que permite, nomeadamente, a transformação dos dados em infografias.

O software Dynamics NAV Fashion tem sido adotado por diversas empresas na área da moda, com a myPartner a ter atualmente uma carteira de clientes que inclui a Impetus, que segundo o gestor de produto da myPartner, «foi o nosso primeiro cliente», a Adidas, a Fepsa, a Colunex, a Ezpeleta, a Olmac, a Satinskin e a Tiffosi.

O workshop, que teve lugar no Citeve, contou ainda com a presença de Pedro Sousa, coordenador da área de consultoria e sistemas de incentivos do gabinete GTI, que revelou alguns dos apoios do Portugal 2020 para a implementação de Tecnologias da Informação, como o programa Qualificação das PME, cujo concurso abriu a 10 de abril, e o Vale Indústria 4.0, com abertura prevista para maio, «que contempla um conjunto de intervenções no âmbito das tecnologias de informação, nomeadamente as que sejam ligadas ao comércio eletrónico e toda a panóplia de serviços que aí podem ser equacionados, seja em termos de CRM, seja em termos de implementação de marketplaces, seja a otimização de motores de busca – tudo o que esteja relacionado com o marketing eletrónico», explicou Pedro Sousa. Este incentivo abrange ainda «a componente mais destinada à informatização do próprio processo, nomeadamente a parte dos produtos, a ligação das apps para a manufatura, o manufacturing as a servisse – o que diz respeito à gestão do processo produtivo – e a aquisição de consultoria técnica neste domínio das tecnologias de informação», concluiu Pedro Sousa.