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  1. Milla Jovovich promove joalharia portuguesa
  2. Nike fica abaixo das expectativas
  3. Marcas holandesas acusadas de explorar trabalhadores
  4. Converse lança coleção Essentials
  5. Dsquared2 junta homem e mulher na passerelle
  6. Vestuário alimenta e-commerce no Reino Unido

1Milla Jovovich promove joalharia portuguesa

A modelo e atriz Milla Jovovich é a protagonista da campanha internacional de promoção a joalharia portuguesa, que a AORP – Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal irá apresentar hoje, 29 de setembro, às 14h30, no salão PortoJóia, na Exponor. «A joalharia portuguesa está a atravessar um momento-chave de afirmação internacional. Depois de vários anos dedicadas ao mercado interno, as marcas portuguesas apostam agora na sua expansão internacional, promovendo o saber-fazer português. Este é o momento de ouro da joalharia portuguesa», afirma, em comunicado, Ana Freitas, presidente da AORP. O principal objetivo da campanha é, como tal, «incentivar e apoiar a internacionalização da joalharia portuguesa».

2Nike fica abaixo das expectativas

As encomendas futuras da Nike Inc ficaram abaixo das estimativas dos analistas pela terceira vez consecutiva, numa altura em que a maior produtora de calçado do mundo está a braços com o aumento da concorrência por parte de uma renascida Adidas na América do Norte e pela debilidade na sua divisão de basquetebol. A Nike e a sua marca Jordan ainda dominam uma grande parte do mercado de calçado dos EUA, mas as rivais Adidas e Under Armour estão a retirar parte do mercado da empresa, que tem uma posição de dominância há várias décadas. A Nike tem vindo a perder terreno para a Under Armour na categoria de basquetebol desde que esta última patrocina o jogador Stephen Curry, dos Golden Gate Warriors, desde 2013, enquanto a Adidas tem conseguido protagonismo com os seus ténis de moda promovidos por celebridades como Kanye West. Em junho, a Adidas expandiu a sua parceria com Kanye West, que saiu da Nike para a produtora alemã em 2013. Em resposta, a Nike tem oferecido versões com preços mais baixos das linhas de ténis de basquetebol LeBron James e Kevin Durant, mas isso está a afetar as margens. As margens brutas desceram 2%, para 45,5% no primeiro trimestre, em parte devido a um maior mix de vendas de produtos em promoção. Os inventários subiram 11%, para 4,9 mil milhões de dólares (4,37 mil milhões de euros), nos três meses terminados a 31 de agosto. A empresa antecipa que as encomendas mundiais para entrega a partir de setembro até janeiro de 2017, aquilo a que a empresa chama “encomendas futuras”, aumentem 7% a câmbios constantes. A previsão é a mais baixa em cinco trimestres. Em média, os analistas esperavam que as encomendas futuras subissem 8%, de acordo com o Consensus Metrix. O lucro da Nike aumentou 5,9%, para 1,25 mil milhões de dólares, ou 0,73 cêntimos por ação, no primeiro trimestre terminado a 31 de agosto. Em média, os analistas antecipavam um lucro de 0,56 dólares por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. O volume de negócios cresceu 7,7%, para 9,06 mil milhões de dólares, ultrapassando a estimativa média dos analistas de 8,87 mil milhões de dólares.

3Marcas holandesas acusadas de explorar trabalhadores

Os retalhistas holandeses estão a pagar “salários de miséria” nas fábricas de um dos principais centros de produção mundial de vestuário no sul da Índia, forçando muitos trabalhadores a contraírem dívidas. A afirmação é do estudo “Doing Dutch”, realizado por quatro organizações não-governamentais (Clean Clothes Campaign, India Committee of the Netherlands, Asia Floor Wage Alliance e Cividep India), que inquiriram trabalhadores em 10 unidades de produção de vestuário em Bangalore e arredores, que concluiu que cada um leva para casa, em média, 90 euros e que 70% está endividado. As fábricas, alegadamente, fornecem marcas holandesas que «reconheceram a importância dos salários de sobrevivência». Essas marcas incluem a Coolcat, G-Star, The Sting, MEXX Europe, McGregor Fashions, Scotch & Soda, Suitsupply, WE Fashion e C&A. «Os trabalhadores não podem suportar devidamente as suas famílias com este salário», aponta o estudo. «Alimentação e alojamento, normalmente uma casa com uma divisão sem água corrente e com uma casa de banho partilhada no exterior, são as principais despesas. Quase toda a gente gostaria de comprar bens alimentares mais saudáveis e variados, mas não consegue fazê-lo por causa dos salários baixos», acrescenta. Em resposta ao estudo, as empresas afirmaram estar a tomar medidas para ultrapassar as dificuldades em relação aos salários, pagamento de horas extraordinárias, horário de trabalho, creche e alojamento para os trabalhadores. A indústria têxtil e de vestuário indiana, que na maioria funciona de forma informal e com pouca legislação, está avaliada em 40 mil milhões de dólares (35,7 mil milhões de euros) e emprega cerca de 45 milhões de pessoas. O estudo indica que há cerca de 300 mil trabalhadores na zona de Bangalore e que 80% dos trabalhadores nas 1.200 fábricas são mulheres. «Estas mulheres trabalham muito por quase nada», afirma Tara Scally, porta-voz da Clean Clothes Campaign. A Organização Internacional do Trabalho define um salário de sobrevivência como «um direito humano básico». No ano passado, a campanha Asia Floor Wage apresentou como um salário de sobrevivência decente na Índia o valor de 18.727 rupias (cerca de 251 euros) por mês. «Esperamos que as empresas de vestuário criem um plano concreto para o salário de sobrevivência de todos os trabalhadores e ter a certeza que os preços de compra permitem que os fornecedores paguem um salário de sobrevivência», sublinha, em comunicado, Gerrad Oonk, diretor do India Committee of the Netherlands.

4Converse lança coleção Essentials

A empresa americana de calçado Converse está a lançar uma linha de vestuário básico, batizada “Converse Essentials”, numa tentativa de reforçar a sua posição no mercado. Focada em silhuetas minimalistas, a coleção-cápsula consiste em pilares como t-shirts, sweatshirts, camisolas com capuz, calças e mochilas. A Converse Essentials for Men, lançada em simultâneo, deverá espelhar a oferta para senhora, com seis itens essenciais em cinco cores – com uma colaboração unissexo batizada “Converse x Fragments” com o designer de streetwear Hiroshi Fujiwara, numa edição limitada para o lançamento. A coleção Essential estará disponível nas lojas Converse nos EUA e em retalhistas selecionados, assim como com vendas online no website converse.com.

5Dsquared2 junta homem e mulher na passerelle

A partir de 2017, a Dsquared2 vai juntar as coleções de homem e senhora em dois desfiles anuais, que terão lugar no calendário da Semana de Moda Masculina de Milão em janeiro e junho. «Gostaríamos de dar mais tempo à coleção de senhora nas lojas. Ao mostrarmos a coleção mais cedo, fazemos com que chegue mais cedo», afirma ao Business of Fashion, Dan Caten, cofundador e codesigner da marca sediada em Milão, juntamente com o irmão Dean. Sobre a decisão de combinar as coleções de homem e senhora, Dan Caten acrescenta que «estamos a tentar manter uma tónica irmão e irmã – fotografamos em conjunto enquanto campanha, por isso torna mais fácil manter o tema em conjunto e mantém a coleção coesa».

6Vestuário alimenta e-commerce no Reino Unido

A procura por vestuário e calçado será a força motora por detrás de um crescimento de 42% no retalho online no Reino Unido até 2021, prevê a Retail & Markets. De acordo com o estudo “E-Retail in the UK 2016”, a procura online de vestuário e calçado vai crescer 71,9% de 2016 a 2021, impulsionado pelo investimento em curso em novidade e marketing personalizado. Contudo, a taxa de crescimento online vai continuar a cair, à medida que o número de novos retalhistas que entram no canal pela primeira vez diminui e o mercado chega à maturidade. Em 2016, o mercado de vestuário e calçado deverá representar 24,5% de todo o consumo online e a previsão é que cresça mais do que em todos os sectores em 2016/2017. O estudo também concluiu que os jovens têm a maior penetração online na maioria dos sectores. Os consumidores com idade entre os 25 e os 34 anos são os que têm mais propensão a fazer compras de vestuário e calçado online, influenciados pelos chamados players puros como a Boohoo e a Asos, que se direcionam para audiências mais jovens. No que diz respeito à entrega das encomendas, os consumidores preferem opções que se adaptem aos seus horários, com 83,7% a afirmar que no futuro gostaria de usar mais a opção de entrega no dia seguinte e com 84% a querer usar mais a marcação de um dia para receber em casa.

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