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Exportações portuguesas desaceleram

A queda nos envios para Espanha travou as exportações de vestuário nos primeiros dois meses do ano, com o crescimento a abrandar para 2%. No total da indústria têxtil e vestuário, as exportações aumentaram 2,65%, com a categoria de tecidos de malha a destacar-se.

No conjunto dos dois primeiros meses de 2017, as exportações da indústria têxtil e vestuário portuguesa atingiram 868,7 milhões de euros, em comparação com os 846,2 milhões de euros em igual período do ano passado.

Entre as categorias mais representativas, o crescimento foi sentido especialmente nos tecidos de malha, cujas exportações aumentaram 10,36%, para 25,6 milhões de euros, seguido dos tecidos impregnados revestidos e artigos de uso técnico, onde o crescimento foi de 3,94%, para 37,4 milhões de euros.

Na categoria mais representativa do vestuário, as exportações somaram 545,8 milhões de euros, o que representa um aumento de 2% face ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi superior no vestuário e seus acessórios exceto malha (+2,19%, para 177,8 milhões de euros), com a categoria de vestuário e seus acessórios de malha a crescer 1,93%, para 368 milhões de euros.

De acordo com a informação veiculada pela ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção, no crescimento das exportações entre janeiro e fevereiro destacaram-se os envios para os mercados extracomunitários, que registaram uma subida de 18,2%. Os EUA foram o principal impulsionador, com um aumento de 43,4% das exportações, para 17,6 milhões de euros.

Já nos mercados intraeuropeus, os Países Baixos (+19,2%), Itália (+14,1%), Suécia (+10,7%) e Alemanha (+9,2%) estiveram em evidência.

Da análise dos dados preliminares fornecidos pelo INE, a ANIVEC aponta que Espanha foi a principal responsável pelo abrandamento no crescimento das exportações e vestuário no período compreendido entre janeiro e fevereiro de 2017, tendo verificado uma descida de 3,7%.

«Apesar da descida nas exportações para Espanha – que poderá ser um acontecimento pontual, até porque os retalhistas espanhóis são muito competitivos e Portugal tem uma relação privilegiada, suportada pela proximidade e por uma ótima relação qualidade/preço –, as exportações de vestuário continuaram a aumentar nestes primeiros dois meses do ano e isso deve-se ao esforço que o sector tem feito para diversificar os seus mercados», afirma César Araújo, presidente da direção da ANIVEC.

As importações do sector, por seu lado, conheceram uma queda de 0,99% de janeiro a fevereiro, para 609,6 milhões de euros. Entre as categorias mais relevantes, as maiores quedas verificaram-se na compra de produtos enquadrados nas categorias lã (-13,48%), filamentos sintéticos ou artificiais (-9,72%) e algodão (-1,04%).

O saldo da balança comercial mantém-se positivo, rondando os 260 milhões de euros.