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JF Almeida com trunfos na manga

A JF Almeida está a crescer e tem em novas apostas em carteira, em Portugal e não só. A produtora de têxteis-lar está a finalizar a montagem de uma confeção de felpos na Argélia que deverá começar a laborar no primeiro trimestre deste ano, tal como anunciou, em primeira-mão, na edição de janeiro do Jornal Têxtil.

Com vendas que se distribuem por 36 mercados – com destaque para França, Espanha, Itália, Alemanha e Inglaterra –, a JF Almeida é um exemplo bem sucedido de internacionalização. A empresa, que exporta 80% da sua produção, está, contudo, a ir mais além e a aposta nos mercados externos passa também pela instalação de uma unidade industrial na Argélia, como contou, ainda em dezembro, o fundador Joaquim Almeida. «A Argélia é um país que está a crescer», afirmou, como se pode ler na edição de janeiro do Jornal Têxtil (ver Em nome do pai). «Temos um parceiro importante e vamos montar lá uma unidade de confeção de felpos», acrescentou.

A nova unidade, que nesta fase inicial irá empregar 30 pessoas, terá uma capacidade produtiva de 40 a 50 toneladas mensais no primeiro ano, um valor que deve aumentar para as 120 toneladas no quinto ano de atividade. O investimento, que ronda os 300 mil euros em maquinaria, deverá ser compensado pela redução dos impostos habituais à importação. «Um importador argelino paga qualquer coisa como 45% de impostos no produto acabado, o que quer dizer que, à partida, começamos logo ali a ganhar 45%. Depois, o produto acabado, neste caso felpos, fabricados “made in Argelia”, tem mais 25% do benefício local», explicou o presidente do grupo JF Almeida.

A empresa portuguesa será a responsável pela produção, enquanto o parceiro ficará encarregue da comercialização, na Argélia «e países vizinhos», revelou Joaquim Almeida. «Sempre tive essa visão [de criar uma unidade produtiva fora de Portugal], mas para investir é preciso saber onde é que se vai investir. Apareceu esta oportunidade, os parceiros e está aqui uma grande oportunidade de negócio», acredita.

Em 2016, o grupo vertical especializado em têxteis-lar, que dá emprego a 560 pessoas, deverá ter registado um volume de negócios de cerca de 40 milhões de euros, num crescimento estimado entre 10% e 12%, uma vez que os números finais ainda não foram apurados. Os investimentos, esses, têm sido sempre a somar, com 7 milhões de euros gastos no ano passado em renovação da tecnologia, ampliação das instalações e aumento da capacidade produtiva, incluindo neste pacote a compra de 24 novos teares.

Para o corrente ano, o grupo planeia realizar mais investimentos, nomeadamente na fiação open-end, para aumentar a capacidade de produção para 850 toneladas mensais, estando ainda em análise a instalação de uma fiação de anel com 10 contínuos e 16 mil fusos, para uma produção estimada em 400 toneladas de fio – um projeto que pode conhecer melhor na edição de fevereiro do Jornal Têxtil (ver Os senhores dos anéis).