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Primark imparável

A cadeia de moda Primark subiu as suas projeções de vendas anuais na sequência da expansão internacional, alertando, no entanto, para a pressão decorrente da volatilidade da moeda no ano que se avizinha.

No período terminado a 12 de setembro, as vendas da Primark aumentaram 13%, para 5,35 mil milhões de libras, face ao resultado de 4,95 mil milhões registados no ano passado. As vendas equiparáveis cresceram 1% face ao exercício anterior, refletindo o forte desempenho evidenciado em diversos países.

No início do ano, as vendas equiparáveis da retalhista foram afetadas por uma estação fria excecionalmente quente, seguida de um desempenho forte no período natalício.

A Primark revelou ter alcançado vendas muito elevadas em lojas inauguradas nos últimos 18 meses e, em particular, nos pontos de venda em França, a entrada de maior sucesso da marca até ao momento, no qual as vendas equiparáveis aumentaram 1%.

A cadeia de moda aumentou o espaço de venda ao público em 9% ao longo do ano, alargando significativamente a presença na Alemanha, Bélgica e Holanda e, mais recentemente, inaugurou a primeira loja nos EUA.

Influência transatlântica

A Primark investiu 613 milhões de libras durante o corrente ano, mais de metade dos quais foram despendidos na expansão da marca, que contemplou a inauguração de 20 novas lojas. A Itália será o próximo mercado de estreia da Primark, no próximo ano fiscal.

«Prevemos que o crescimento no próximo ano seja ainda maior», afirmou Charles Sinclair, presidente da empresa-mãe, a Association British Foods (ABF). «Aumentamos, também, a escala de infraestruturas de distribuição da Primark, de forma a apoiar este crescimento, estendendo a capacidade de armazenamento existente e abertura de novas instalações na República Checa e nos EUA».

Na sequência do resultado «excecional» da Primark no ano passado, Sinclair espera um regresso a níveis normais, resultando numa diminuição da margem, que se fixou em 12,6%, face ao anterior resultado de 13,4%.

Em relação ao futuro da Primark, o presidente advertiu que os «movimentos substanciais» das taxas de câmbio, especialmente o enfraquecimento do euro e das moedas dos mercados emergentes, terão uma influência «significativa» nos resultados do grupo em 2016. «Nesta fase, esperamos que as pressões cambiais conduzam a uma ligeira diminuição do lucro operacional ajustado e dos ganhos ajustados do grupo para o próximo ano», acrescentou Sinclair.

Os analistas da Bernstein acreditam que a Primark irá compensar mais de metade dos efeitos transacionais com melhores compras. «Embora a Primark resista ativamente à formulação de planos de transição para o canal online, que muitos dos seus pares já adotaram, a retalhista não demonstra sinais de abrandamento. Num momento em que o grupo proprietário ABF pretende manter o investimento nas oportunidades de expansão da Primark, a marca continua a ver a sua roupa de baixo preço a ser muito bem recebida em todos os novos territórios, com o aumento da escala de infraestruturas de distribuição a permitir satisfazer a procura», explicou Rebecca Marks, consultora da Conlumino.

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