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Recorde português na Heimtextil

A feira de têxteis-lar Heimtextil abre as portas amanhã com a presença de 81 empresas portuguesas, que vão ocupar um espaço de quase 5.500 m2, representando um investimento de cerca 2,5 milhões de euros. Uma aposta na internacionalização que o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, irá apoiar com a sua presença.

A Heimtextil, que reúne 2.930 expositores internacionais, de acordo com a lista disponibilizada no seu website, é um dos mais importantes eventos para a indústria portuguesa de têxteis-lar, cuja presença foi reforçada nesta edição. Em Frankfurt, estarão 81 empresas portuguesas – 30 das quais apoiadas pela Associação Home From Portugal – que a partir de amanhã, e até ao dia 13 de janeiro, vão ocupar 5.402 m2 de espaço de exposição, um valor recorde para a indústria portuguesa.

«Sabemos que no sector dos têxteis-lar a participação na Heimtextil em Frankfurt é um excelente indicador da atividade das empresas portuguesas. Por exemplo, em 2010 observámos uma quebra de cerca de 20% no espaço alugado relativamente ao ano anterior, que se ficou a dever não só ao despoletar da crise, como também ao facto de a Heimtextil ter aberto o novo Pavilhão 11 dedicado ao segmento premium e as empresas terem aproveitado a mudança para, à cautela, reduzir as áreas dos stands com que iam a Frankfurt. Tratou-se de um ajustamento à realidade», explica ao Portugal Têxtil Cristina Motta, representante da Messe Frankfurt em Portugal. «No entanto, desde então, as empresas voltaram a ganhar confiança, tendo vindo a investir cada vez mais fortemente na presença na Heimtextil, o mais importante evento comercial do sector. É, pois, com grande satisfação que temos vindo a observar, desde então, não só um crescimento no espaço alugado e no número de estreantes, como também um franco investimento na forma como as empresas se apresentam», revela. De acordo com os dados disponibilizados pela Messe Frankfurt Portugal, estima-se que o investimento das empresas nesta feira ronde os 2,5 milhões de euros.

O posicionamento das empresas nacionais do certame tem sido reforçado ainda pelo fórum de tendências “The Portuguese Home Tex’Style”, promovido pela Associação Selectiva Moda, que nesta edição conta com produtos de 28 empresas e tem como tema “Convergência”. «Esta ideia, no espaço expositivo, materializa-se na associação de formas maxi e arquitetónicas (fabricadas em materiais do quotidiano e com carácter industrial) a áreas verdes e vivas. Expressa a necessidade urgente de integrar a natureza no contexto urbano e humano; traduz o crescente movimento pela sustentabilidade. As pessoas convergem para um caminho comum, as retas encontram-se num mesmo ponto, as texturas porosas, brutas e mate – betão – ligam-se a texturas de minerais polidos – cobre e prata. O universo construído e o orgânico harmonizam-se. O Fórum apresenta uma estética minimal que expande força e identidade», explica Dolores Gouveia, coordenadora do projeto, no comunicado enviado pela Associação Selectiva Moda.

Para ouvir as empresas e conhecer melhor o sector, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, volta à Heimtextil (ver Ministro da Economia distingue têxteis-lar) a convite da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. A visita está agendada para a próxima quinta-feira, 12 de janeiro, a partir das 14 horas. No ano passado, Manuel Caldeira Cabral revelou-se surpreendido com a relevância do certame e a indústria portuguesa, que fez questão de visitar uns dias mais tarde (ver Ministro regressa aos têxteis-lar). Ao Portugal Têxtil, o Ministro da Economia descreveu um sector que «hoje fala de soluções, fala de crescimento, fala de novas tendências e tem toda esta nova conversa, que é uma conversa positiva, porque soube nos momentos difíceis tomar as decisões difíceis, investir, apetrechar-se melhor tecnologicamente, diferenciar-se, apostar em inovação, em novos materiais e apostar também no design».