OS produtores têxteis brasileiros estão a exercer pressão junto do governo para aumentar as categorias de produtos sujeitos ao regime de quotas. Esta reivindicação está a ser liderada pela ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e do Vestuário), através do seu director Fernando Pimentel.
O acordo em vigor, assinado em 2006 e que é válido até final do corrente ano, descreve 8 categorias sujeitas ao regime de quotas, onde estão incluídos cerca de 70 tipos diferentes de produtos têxteis correspondentes a 60% do total das importações têxteis brasileiras.
Mesmo com as restrições impostas em 2006, o défice comercial brasileiro em termos de têxteis aumentou de 33 milhões de dólares em 2006 para 648 milhões durante o ano de 2007.
As importações totais de produtos têxteis de vestuário atingiram os 3 mil milhões de dólares americanos em 2007, o que representou um aumento de 40% face aos 2.100 milhões de dólares registados em 2006.
As exportações totalizaram 2.400 milhões de dólares em 2007, um acréscimo de 11,9% face aos 2.100 milhões registados no ano anterior.
O novo Presidente da ABIT, Aguinaldo Diniz Filho, referiu que a sua associação, juntamente com o ministro brasileiro da Indústria e do Comércio Externo, iriam iniciar brevemente negociações com a uma Missão Chinesa de visita ao Brasil para esse efeito.
Por sua vez, Alessandro Teixeira, Presidente da APEX (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), referiu que se a economia chinesa representa uma ameaça para a ITV brasileira também pode representar uma oportunidade.
Segundo estimativas, o volume de negócios da ITV brasileira será de cerca de 35 mil milhões de reais face aos 33 mil milhões registados em 2006.