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Breves

Publicada a: 20-02-2008
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Químicos sob vigilância
  • Índia é o segundo maior produtor de algodão
  • Vendas europeias impulsionam lucros da Levi Strauss
  • TenCate continua a vestir o exército
  • Liz Claiborne vende Ellen Tracy
  • ITV checa recuperou em 2007
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Químicos sob vigilância
Uma nova lista de químicos e outras substâncias cuja presença no vestuário, calçado e produtos de têxteis-lar esteja restrita através de uma lei ou regulamento governamental foi divulgada pela Associação Americana de Vestuário e Calçado. A Lista de Substâncias Restritas é revista, actualizada e publicada de seis em seis meses, e pretende ajudar a indústria a cumprir as medidas necessárias relativamente ao ambiente, sustentabilidade e segurança dos produtos. As futuras versões da lista – que pode ser descarregada no portal da Internet da associação – deverão também incluir químicos e substâncias cuja presença, embora ainda não regulamentada pelas autoridades governamentais, esteja restrita na prática. 

Índia é o segundo maior produtor de algodão
A Índia ultrapassou os EUA e tornou-se o segundo maior país produtor de algodão no mundo, logo atrás da China, de acordo com um estudo do International Service For the Acquisition of Agri-biotech Application (ISAAA). A Índia tornou-se, assim, um exportador de algodão de, potencialmente, cinco milhões de fardos em 2007-2008, segundo revela o estudo. O algodão biotecnológico foi um dos principais factores que contribuíram para uma taxa de produção mais elevada dos 15,8 milhões de fardos em 2001-02 para os 31 milhões de fardos em 2007-08. Divulgando o seu estudo «Estado Global da Comercialização de Colheitas Biotecnológicas/Geneticamente Modificadas: 2007», C. P. Thiagarajan, antigo professor na Universidade de Agronomia Tamil Nadu, revelou que a Índia teve o maior aumento proporcional em 2007 pelo terceiro ano consecutivo, com um aumento de 63% para os 6,2 milhões de hectares de algodão biotecnológico. O rendimento dos agricultores na Índia também aumentou para as 10.000 rupias ou mais por hectare. Os estudos mostram uma forte confiança dos agricultores nas colheitas, com nove em cada dez agricultores indianos a voltar a plantar algodão biotecnológico todos os anos, revelou a ISAAA.

Vendas europeias impulsionam lucros da Levi Strauss
Um ganho de taxa única de 215 milhões de dólares ajudou a Levi Strauss&Co a apresentar um aumento de 179% nos resultados líquidos anuais – mas a empresa avisou para o ano «difícil» que está aí. A especialista em jeanswear viu as receitas líquidas do seu quarto trimestre, terminado a 25 de Novembro, crescerem 2%, para os 1,3 mil milhões de dólares, e aumentarem 4% para os 4,4 mil milhões de dólares para o total do ano (1% se excluirmos as flutuações monetárias). «Em 2007, continuamos a fazer bons progressos no crescimento da marca Levi’s em todo o mundo, melhorando os nossos produtos Levi’s e Dockers, e expandindo a nossa rede de retalho», revelou John Anderson, presidente e CEO da Levi Strauss. «Estou particularmente satisfeito com a sólida performance do nosso negócio europeu. Apesar da empresa ter tido um quarto trimestre cheio de desafios, melhorámos a nossa força financeira em 2007. Olhando para o futuro, antecipamos um ambiente de retalho difícil nos diversos mercados em todo o mundo. Vamos focar-nos na inovação do produto, na expansão do retalho e na optimização da nossa presença mundial em mais de 110 países». O declínio das vendas da linha Signature levou a uma quebra de 3% na América do Norte no quarto trimestre, mas as receitas na Europa aumentaram 16% no mesmo período. No total do ano, o aumento de 4% nas vendas foi impulsionado pelo crescimento na Europa e na região da Ásia Pacífico, enquanto que os resultados na América do Norte permaneceram estáveis.

TenCate continua a vestir o exército
Uma nova lei aprovada pelo Congresso Americano vai assegurar o fornecimento continuado do tecido de alta tecnologia Defender M da TenCate para o exército americano. A emenda ao Authorisation Act 2008 do Departamento de Defesa permite a importação de fibra de viscose retardadora de chama, produzida pela austríaca Lenzing AG, e que é um componente-chave do Defender M. Esta emenda isenta alguns países do regulamento Berry Amendment, que exige que o Departamento de Defesa compre produtos feitos em território americano. «A nova lei assegura a legalidade a longo prazo da fibra de viscose retardadora de chamas e o produto Defender M para o uso militar americano», afirma a TenCate. «A inclusão desta regra nesta lei recentemente aprovada sublinha a importância estratégica e a necessidade crítica de fornecedores credíveis capazes de entregar grandes volumes de tecidos ignífugos para vestuário militar». O Defender M tem por objectivo proteger o pessoal militar de ataques com dispositivos explosivos improvisados. Entretanto, a Lenzing está a investir em novas instalações de produção para aumentar a capacidade de fornecimento de Defender M a outras forças armadas. A TenCate, que foi oficialmente louvada pela Marinha americana pelo seu trabalho nesta área, tem estado limitada na sua capacidade de fornecer estes clientes, devido aos grandes volumes necessários para o exército americano. 

Liz Claiborne vende Ellen Tracy
A Liz Claiborne continua o seu processo de reestruturação, tendo agora vendido a sua marca Ellen Tracy por cerca de 42,3 milhões de dólares. A empresa concordou em vender a marca a um grupo de investidores que inclui a Radius Partners, William Sweedler da Windsong Brands, Barry Sternlicht e Marvin Traub. O negócio cobre os bens e os compromissos da Ellen Tracy, a um custo de 27,3 milhões de dólares no fecho, sujeito a um ajustamento de inventário, mais um pagamento em dinheiro até 15 milhões de dólares, calculado com base na performance da marca até 2012. O negócio deve ficar fechado no segundo trimestre de 2008. Numa declaração conjunta, Sweedler e o director da Radius Patners, Stuart Jamieson, afirmaram que «juntos, e com uma equipa forte de funcionários, vamos voltar a colocar a marca Ellen Tracy no status de prestígio que teve ao longo da sua história sob a liderança dos legendários Herbert Gallen e Linda Allard». O CEO da Liz Claiborne, William McComb, revelou estar confiante que os novos proprietários irão investir no negócio, acrescentando que estava «satisfeito» por a maior parte dos funcionários permanecer na empresa. A aquisição, anunciada após a venda da Prana (ver Liz Claiborne vende Prana por 40 milhões de dólares), significa que a Liz Claiborne completou a revisão estratégica de 14 das 16 marcas afectadas por esta reestruturação. A empresa revelou que a revisão das restantes marcas – Kensie e Mac&Jac – estava em curso e deverá ficar completa no final do primeiro trimestre de 2008.

ITV checa recuperou em 2007
O sector têxtil da República Checa registou um aumento de 4% nas suas vendas totais para os cerca de 3,24 mil milhões de dólares em 2007, de acordo com os dados preliminares divulgados pela Associação Checa de Indústrias Têxteis, de Vestuário e de Pele (ATOK). No ano passado, as vendas das empresas de vestuário caíram 9% mas as vendas dos produtores têxteis aumentaram 6,6% em termos anuais. A produtividade laboral e os salários aumentaram ambos mais de 10% mas o número de empregados baixou um décimo, para os 54.000. A ATOK revelou que o sector cresceu para os níveis de 2005 após uma quebra em 2006 devido ao aumento da produção de têxteis técnicos para as indústrias automóvel e da construção. Os produtores checos de vestuários, que enfrentam a forte concorrência dos países asiáticos, procuram, assim, sobreviver concentrando-se em produtos especiais.

 

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