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Breves

Publicada a: 20/03/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Vestuário para emagrecer
  • Diesel abre megaloja em Nova Iorque
  • Freesoul troca de mãos
  • Puma volta a apoiar jovens talentos
  • “Paixão marroquina” de Saint-Laurent
  • Miroglio mais pobre
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Vestuário para emagrecer
A Wacoal apresentou esta semana uns calções para homem que permitem, segundo afirma, perder gordura à volta da cintura sem esforço. A empresa japonesa já vendeu 7,2 milhões de exemplares da versão feminina destas bermudas nos três últimos anos no Japão. A empresa cita um estudo segundo o qual para 95% dos homens entre os 30 e 40 anos que vivem nas cidades, a principal preocupação é evitar ganhar barriga. Mas de acordo com o mesmo estudo, apenas 47% dos trabalhadores urbanos se esforçam por conservar ou melhorar a linha. A Wacoal afirma ter encontrado o produto com que eles sonham: uns calções que reduzem a camada adiposa apenas através do caminhar. A peça de roupa interior faz com que se caminhe direito durante a marcha, um esforço que, ao suscitar o trabalho dos abdominais, favorece o ventre liso, de acordo com a empresa. «É um conceito completamente novo, que permite estar em forma com o uso de vestuário interior que transforma o caminhar em exercício», sublinha Yoshikata Tsukamoto, presidente da Wacoal. Apesar da sua alimentação geralmente saudável, o Japão não escapou ao fenómeno da obesidade. No “País do Sol Nascente”, os homens de negócios saem normalmente à noite com amigos ou clientes para tabernas onde consomem toda a espécie de bebidas alcoólicas acompanhadas de petiscos, o que em parte contribui para que, de acordo com os números oficiais, cerca de 20 milhões dos 127 milhões de japoneses sofram de um síndroma do metabolismo, que corresponde a um aumento de gordura à volta do abdómen.

Diesel abre megaloja em Nova Iorque
Até ao final do ano, a Diesel vai inaugurar um ponto de venda de cerca de 1.800 m² na 5.ª Avenida em Nova Iorque, que será a sua maior loja do mundo e o sétimo ponto de venda próprio da marca na Big Apple. Implantada no número 685 da 5.ª Avenida, a área da loja está repartida por três pisos e vai acolher todas as colecções para homem e senhora da marca, inclusive as de gama mais alta, tais como a Diesel Denim Gallery e a Diesel Black Gold, que desfilou em Nova Iorque no mês passado. A oferta vai agrupar também os perfumes, a lingerie, os óculos de sol e ainda os relógios. «Implantámos a nossa primeira loja completa na Lexington Avenue em 1996», conta Renzo Rosso, dirigente e fundador da marca. «Actualmente, a abertura na 5.ª Avenida não é apenas uma conquista; é também o sonho de todas as marcas e para nós é o início de uma nova aventura». Esta nova loja vai juntar-se às 40 lojas que a Diesel tem nos EUA. E longe de estar perto da estagnação da sua rede internacional, a marca prevê a abertura de cinco a oito novas lojas em 2008. Inaugurações que completarão um parque comercial já bem denso: a Diesel conta mais de 5.000 pontos de venda, dos quais mais de 400 são lojas próprias.

Freesoul troca de mãos
A Freesoul volta uma nova página na sua história. A marca italiana de denim acabou de passar para as mãos do fundo de investimento Balham Holding. Fundada em 1994, a empresa era até agora detida pela sociedade Eldo Holding. A Freesoul deverá rapidamente sentir os efeitos desta mudança, já que o fundo luxemburguês quer dinamizar o parque comercial da marca, em Itália e no resto do mundo. Paolo Dari, actual CEO do Eldo, mantém as rédeas da Freesoul e regozija-se com as novas perspectivas que oferece a entrada de um parceiro como a Balham, nomeadamente pelo apoio que trará «à estratégia de expansão das exportações». Produtor e fornecedor para grandes marcas de jeans, a Freesoul lançou há 14 anos a sua própria marca destinada inicialmente às mulheres e mais tarde às jovens raparigas. Cerca de 10 anos mais tarde – em 2003 –, a marca decidiu dar um pouco de espaço ao homem nessa esfera. A sua assinatura, «Be your own brand», parece um eco na sua própria história e insufla um espírito de liberdade às colecções que se podem encontrar hoje em dia em cerca de 30 países.

Puma volta a apoiar jovens talentos
Após uma primeira edição de sucesso no ano passado, a Puma voltou a lançar o seu concurso de criação destinado aos estudantes da universidade de artes Central Saint Martins de Londres. E em 2008 os jovens estilistas terão de definir «Como a moda se inspira nos códigos dos Jogos Olímpicos». No ano passado, os alunos do curso de moda foram desafiados a criar umas sapatilhas inovadoras para basquetebol. Os três vencedores receberam uma bolsa do Fundo Puma CSM ao mesmo tempo que viram os seus modelos distribuídos nas concept-stores Puma. E por cada par vendido, 30 euros reverteram para o Fundo da bolsa da escola, com uma contribuição no final de 40 mil euros. Este ano, a marca pediu aos estudantes que traduzam os valores olímpicos sob a forma de um saco luxuoso destinado a abrigar as Usan, as suas mais recentes sapatilhas para corrida. Um modelo que estará no centro da próxima campanha publicitária Puma Runway que mostra as oito cores numa pista de atletismo. «A relação da Puma com a Saint Martins School foi uma fonte de inspiração e estamos honrados por lançar o novo concurso de criação Primavera-Verão 2008 com os alunos do curso de moda», felicita-se Jochen Zeit, CEO da Puma. «Um dos objectivos-chave da Puma é apoiar jovens talentos. Em Fevereiro de 2008, os alunos apresentaram os modelos inspirados pela campanha Puma Runway». A produtora de equipamentos alemã aproveitou o lançamento do concurso para lembrar que «patrocina alguns dos atletas mais talentosos do mundo». Não sendo patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim, ao contrário da sua concorrente directa Adidas, a Puma conta, contudo, fazer com que se fale da sua linha Puma Runway com a aproximação à competição. 

“Paixão marroquina” de Saint-Laurent
Yves Saint-Laurent e Pierre Bergé acolhem até 31 de Agosto, nas salas da sua fundação em Paris, uma excepcional colecção de cafetás e bordados, reveladora da influência da sua “paixão marroquina” na obra do costureiro. Apresentada numa reconstituição do Jardin Majorelle de Marraquexe, propriedade de Yves Saint-Laurent e Pierre Bergé, transformado em fundação cultural, esta colecção apresenta 36 cafetás dos séculos XIII ao XX, assim como bordados e jóias, obras do artesanato popular marroquino. As obras são provenientes do museu de arte islâmica do Jardin Majorelle e de colecções privadas, entre as quais dos especialistas de arte Nour e Boubker Temli. Quatro criações de alta-costura Yves Saint Laurent estão igualmente expostas, demonstrando a influência marroquina que reivindica o costureiro, nomeadamente uma capa bordada de flores buganvílias. «Há 40 anos que habitamos Marraquexe. Yves Saint-Laurent e eu temos uma dívida de vida e artística com Marrocos, o nosso país de adopção», revelou Pierre Bergé à AFP. «É com muita emoção que apresentamos esta exposição. Saint-Laurent reivindica alto e bom som a influência de Marrocos nas suas criações. A riqueza de vestuário deste país não lhe escapou», acrescentou Bergé. 

Miroglio mais pobre
Franco Miroglio morreu aos 84 anos. O grupo Miroglio anunciou a morte do homem que consagrou mais de 50 anos da sua vida ao desenvolvimento da empresa. Ao lado do seu irmão Carlo, Franco Miroglio transformou uma pequena empresa têxtil, fundada pelo seu pai Giuseppe, num grupo têxtil e de vestuário internacional. Actualmente, a empresa tem um volume de negócios superior a mil milhões de euros. Nascido em 1924, o italiano começou muito cedo a trabalhar na empresa da família. Em 1955, tomou as rédeas do departamento têxtil (tecelagem, tinturaria, estampagem e acabamentos) juntamente com o seu irmão. Em 1993, após um período de crescimento sem comparação, as primeiras montras Miroglio viam o dia. O parque comercial tem agora 1.400 lojas, entre as quais a conhecida cadeia Elena Miro (ver Miroglio de olhos em bico). Condecorado com a Ordem de Mérito, Franco Miroglio deixa três filhos, Edoardo (director do grupo desde 2006), Nicoletta (directora do departamento têxtil) e Bepi, que não tem qualquer cargo na empresa familiar, e um império têxtil.

 

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