A indústria têxtil e de vestuário (ITV) portuguesa continua com motivos para sorrir. De acordo com os números divulgados em comunicado pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), com base nos dados do INE, as exportações nacionais do sector aumentaram 5,3%, para os 379 milhões de euros, um crescimento que demonstra «um grande dinamismo» das exportações, à imagem do que tem vindo a suceder desde 2007, com o ano a terminar com um aumento de 4,2%.
Entre os artigos com performance mais positiva, a ATP destaca os tecidos e vestuário de malha, que cresceram 25,8% e 11,1%, respectivamente. Também as exportações de artigos como pastas, feltros, artigos de cordoaria (mais 19,5%) e tecidos especiais e tufados (mais 50,6%) registaram um crescimento forte, assim como os tecidos de malha, cujas exportações aumentaram 50,6%.
No sentido inverso, regista-se uma quebra nas exportações de têxteis-lar (menos 13,9%), que a ATP atribui à desvalorização do dólar e às dificuldades cada vez maiores de exportar para o mercado norte-americano.
Também as importações continuam num ritmo de crescimento, tendo registado uma evolução positiva de 6,3%, com destaque para os tecidos de malha (mais 30,1%), artigos de vestuário de malha (mais 11,5%) e vestuário em tecido (mais 10,9%). Valores que de acordo com o comunicado da ATP, «mostram a persistência da pressão das exportações dos países do Oriente, com natural destaque para a China».
A Associação manifesta a sua satisfação face a estes números, sobretudo porque «continuam a evidenciar um crescimento sustentado das exportações de têxteis e vestuário, reforçando os indicadores positivos já revelados em 2007». A ATP atribui esta evolução positiva à estratégia de internacionalização das empresas e espera que «os programas de incentivos neste âmbito, resultantes do QREN e já aprovados para 2008, possam dar continuidade a estes esforços, apoiando as iniciativas individuais e colectivas da fileira moda, tanto em consolidar mercados tradicionais como em diversificar para mercados emergentes»