Vendas de luxo na Burberry
A Burberry registou um aumento de 19% no volume de negócios do segundo semestre do ano fiscal, impulsionado pela forte performance das vendas por grosso e acessórios. O volume de negócios total para os seis meses terminados a 31 de Março aumentou 19%, para os 546 milhões de libras (cerca de 678,35 milhões de euros). A Europa, excluindo a Espanha (aumentou apenas 4%), liderou o crescimento com um aumento de 35% das vendas, enquanto que a América do Norte e a Ásia Pacífico registaram aumentos de 20% e 10%, respectivamente. A Burberry revelou que as categorias de não-vestuário continuam com performances muito boas, sobretudo no que respeita a bolsas, sapatos e alguns acessórios. As boas performances englobam igualmente o vestuário exterior, malhas e vestidos. O volume de negócios das vendas por grosso aumentou 28%, novamente com as categorias de não-vestuário e vestuário exterior com as melhores performances. «A Burberry teve uma boa recta final do ano, apesar do clima cada vez mais difícil», referiu a CEO da Burberry, Angela Ahrendts. «Em termos futuros, estamos entusiasmados com o bom momento que atravessa a nossa marca». Com base nas encomendas até à data, a empresa prevê que o volume de negócios das vendas por grosso aumente cerca de 10% até Setembro. O mercado espanhol deverá continuar a enfraquecer, sendo compensado pelo mercado americano e pelas vendas nas economias emergentes.
JC Penney à procura da juventude
O retalhista JC Penney revelou o lançamento de diversas marcas e iniciativas para os mercados de moda direccionados aos adolescentes e jovens adultos. A empresa vai lançar a Decree, uma nova marca private label direccionada para as adolescentes e jovens adultas na próxima época de regresso às aulas. Desenhada, desenvolvida e fornecida pela empresa, a Decree vai basear-se no denim Premium, com artigos a começar nos 18 dólares. O segundo lançamento,a American Living for Young Men, foi desenvolvido pela Global Brand Concepts, uma divisão da Polo Ralph Lauren. Esta nova marca oferece denim Premium, pólos, t-shirts e polares num «estilo clássico e tradicional». Por fim, a marca Whitetag vai também ter a sua estreia, com foco no denim Premium e inspirada no «rock urbano». A sua gama inclui t-shirts, camisas e casacos. «Os adolescentes sempre foram a pedra basilar do nosso negócio e estão a emergir actualmente como principais decisores de compra da família», afirma Ken Hicks, presidente da JC Penney. «Dada a crescente importância deste segmento, estamos a tentar construir uma relação forte com os adolescentes, dando-lhes uma vasta oferta de marcas e lifestyle que são tão diversas quanto os clientes que servimos». O retalhista vai também lançar para os jovens a mesma iniciativa de merchandising lifestyle que usou nos segmentos de vestuário para homem e senhora, focando-se em quatro categorias: All-American; Fast track; Dressy/Going Out; e Urban.
Ecoponto para têxteis
O Parlamento Europeu parece decidido em promover a criação de dispositivos de recolha independentes para reciclagem dos desperdícios têxteis. Nas emendas à directiva de resíduos proposta pela União Europeia, o comité do ambiente do Parlamento afirmou que os Estados-membros devem estabelecer sistemas de recolha de têxteis até 2015. Estes deverão funcionar juntamente com os ecopontos para vidro, papel, metal, plástico e resíduos biodegradáveis, com o objectivo de simplificar a reutilização e reciclagem dos materiais, o que não é possível quando são deitados ao lixo com outros resíduos. Uma nota do comité considera que «deve haver indicações claras sobre a recolha separada». O Parlamento partilhou o veto no texto final da directiva como os ministros da UE.
Menos sapatos chineses
As exportações chinesas de calçado em pele caíram, pela primeira vez numa década, em parte como consequência das restrições anti-dumping impostas aos carregamentos para a União Europeia e à introdução de medidas pelo governo para diminuir o crescimento das exportações e reduzir superavit comercial. De acordo com os dados oficiais da China Leather INdustry Association (CLIA), a China exportou 1,31 mil milhões de pares de sapatos de pele em 2007, menos 6% do que os 1,39 mil milhões exportados em 2006. Contudo, em termos de valor, as exportações aumentaram 9% para os 9,6 mil milhões de dólares, em comparação com os 8,8 mil milhões de dólares do ano anterior. O preço médio dos sapatos de pele para exportação foi de 7,29 dólares, mais 13,5% do que em igual período do ano passado. No total, o país exportou 8,2 mil milhões de pares de sapatos, mais 7% em termos anuais. Ao mesmo tempo, o total de importações de calçado aumentaram 56%, para os 22 mil milhões de pares, com o valor dessas importações a crescer 53%, para os 4,3 mil milhões de dólares. Para Zhang Shua Hua, presidente da CLIA, a redução das exportações de calçado de pele em 2007 deve-se a diversos factores, que incluem «a continua valorização do yuan, o ajustamento da política de devolução de impostos, a imposição europeia de anti-dumping ao calçado em pele da China e o aumento dos custos», um aumento que, segundo um estudo da associação, deverá chegar aos 20% em 2008. Zhang sublinhou também que a implementação da nova lei laboral no início de 2008 e os novos regulamentos ambientais para limitar a poluição, que devem entrar em vigor este ano, «vão trazer novas oportunidades mas também mais desafios para a indústria do couro».
Mediar para resolver
O grupo de comércio britânico ACID (Anti Copying in Design) lançou uma campanha para encorajar a mediação em vez do litígio nas disputas sobre propriedade intelectual. A campanha nacional, baptizada de «Mediar para Resolver», é a primeira para os designers e produtores britânicos. Criada para dar uma alternativa real às dispendiosas contendas, a iniciativa pretende juntar as partes com o apoio de um mediador para resolver alegações de imitação evitando, assim, a intervenção legal. Dids Macdonald, CEO da ACID, considera que «muitas vezes a mediação pode evitar que potenciais disputas legais se resolvam fora dos acordos judiciais quando, por exemplo, se pode fazer um acordo comercial. Sei de muitos designers que saíram de uma mediação com um acordo de direitos ou de licenciamento no bolso em vez de uma pesada conta judicial».
Gucci ganha em tribunal
A Gucci ganhou um processo relativo à imitação da sua marca contra um produtor de sapatos chinês, mais um passo da marca de artigos de luxo na sua batalha contra a falsificação, num país onde a contrafacção prolifera. O Senda Group, sedeado na província de Jiangsu, foi condenado a pagar 180.000 yuan (cerca de 17.000 euros) ao grupo italiano como compensação por infringir os direitos de marca Gucci usando o “GG” interligado, de acordo com a sentença do Tribunal de Xangai. As sandálias de senhora da Senda que usavam o símbolo foram vendidas numa loja em Agosto de 2006. «A Gucci exigiu à Senda e à loja Yaohan que parassem de produzir e vender sapatos com o logótipo e pediu uma compensação no total de 610.000 yuan aos dois arguidos», explica a agência noticiosa Xinhua. Artigos falsificados e imitações, desde medicamentos a tacos de golfe, estão à venda por toda a China. A União Europeia e os EUA têm mantido a pressão sobre a China para combater a contrafacção, que as empresas de software e entretenimento dos EUA afirmam causar prejuízos na ordem dos 2,5 mil milhões de dólares por ano. A Gucci, propriedade do grupo PPR, quadruplicou o número de quatro de lojas que t