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Breves

Publicada a: 28/04/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Carrefour anula publicidade na China
  • Contra-ataque da Adidas
  • Cartões consomem pouco
  • Medidas anti-dumping para Macau
  • Debenhams alarga mercado de vestuário
  • Levi Strauss cresce com os câmbios
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Carrefour anula publicidade na China
O grupo de distribuição Carrefour, alvo de manifestações anti-francesas na China (ver China boicota LVMH?), por ter protestado contra a atitude da França face ao Tibete e aos Jogos Olímpicos, acaba de anular uma campanha de publicidade que deveria ser lançada neste país a 1 de Maio. O custo desta campanha de publicidade não foi revelado. O número dois mundial do sector, com uma forte presença na China, viu milhares de chineses manifestarem-se em frente às suas lojas em nove cidades. A mais importante manifestação teve lugar em Zhengzhou, capital da província de Henan, e obrigou o Carrefour a fechar a sua loja nesta localidade.  

Contra-ataque da Adidas
O grupo Adidas reagiu às críticas sobre as condições de trabalho entre os fornecedores globais de sportswear, afirmando que o relatório em que as acusações de baseiam tem falta de clareza e precisão. A empresa diz que o relatório “Clearing the Hurdles, steps to improving working conditions in the global sportswear industry” não faz qualquer referência aos exemplos positivos e aos esforços empreendidos para melhorar as condições de trabalho nas fábricas dos seus fornecedores. Segundo a International Trade Union Confederation, à medida que se aproximam os Jogos Olímpicos de Pequim, os trabalhadores dos fornecedores de artigos de sportswear ainda «trabalham horas excessivas e têm salários muito baixos». O relatório, elaborado pela Play Fair Alliance 2008, foi baseado na entrevista a 300 trabalhadores de produtoras de sportswear na China, Índia, Tailândia e Indonésia. A Adidas, que é patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, foi apenas uma das marcas nomeadas pelo relatório, que menciona também a Asics, New Balance, Nike e Puma. A Adidas afirmou que a empresa está empenhada em proteger os direitos dos trabalhadores e em melhorar os locais de trabalho, e que vai continuar a trabalhar com a Play Fair Alliance e a esclarecer quaisquer preocupações.

Cartões consomem pouco
O British Retail Consortium (BRC) revelou que os consumidores britânicos preferiram usar dinheiro em vez de cartões no último ano, devido à crise do crédito no país. Os dados mostram que 60% das transacções foram feitas em dinheiro, um aumento de 6% em relação aos 54% do ano anterior. O dinheiro foi usado em 34% das despesas de retalho, em comparação com os 32% de há um ano atrás. O director-geral do BRC, Stephen Robertson, afirmou que «as notícias da morte do dinheiro são prematuras. O dinheiro não só está vivo, como está próspero. Os consumidores estão mais relutantes em gastar dinheiro que não têm nas mãos. Enquanto que o total de gastos no retalho continua a crescer, há um fosso maior entre a quantidade gasta em dinheiro vivo e a gasta com recurso a cartões de crédito, sugerindo que os consumidores querem manter um controlo apertado das suas finanças». Contudo, o estudo do BRC, que inclui resultados de 17.000 lojas ou metade das vendas de retalho no Reino Unido, sublinha os «enormes» custos-extra que as empresas de cartões impõem aos retalhistas por processarem as transacções com cartão. «Devia haver uma taxa fixa mais baixa por transacção que reflicta verdadeiramente o custo do processamento, para que as novas tecnologias tragam benefícios equilibrados para retalhistas, consumidores e bancos», conclui Robertson. 

Medidas anti-dumping para Macau
A UE deve alargar as taxas anti-dumping do calçado em pele exportado da China aos produtos similares da região de Macau, no seguimento das suspeitas de comércio ilícito. As investigações da Comissão Europeia mostram que, após terem sido impostas taxas entre 9,7% a 16,5% em 2006 para as exportações chinesas, houve um enorme aumento nas exportações do calçado em pele de Macau. Com efeito, quando as exportações chinesas para a UE caíram de 142 milhões de pares no período Abril-Dezembro 2005 para 66 milhões no mesmo período de 2006 e 70 milhões nos mesmos nove meses de 2007, as exportações macaenses aumentaram de 500 mil pares para 8 milhões de pares e depois para 8,5 milhões, respectivamente. «Houve uma mudança no padrão de comércio, para a qual não existe outra justificação que não a imposição das medidas anti-dumping», concluiu a Comissão. Embora Macau se tenha tornado parte da China em 1999, mantém-se como uma área alfandegária à parte e é tratada de forma independente pela UE em relação às taxas anti-dumping. 

Debenhams alarga mercado de vestuário
A Debenhams aumentou a sua quota de mercado em algumas categorias de vestuário, apesar de ter registado uma quebra de 12,6% nos lucros do primeiro semestre, que se ficaram pelos 94,1 milhões de libras. As vendas internas para os seis meses aumentaram 1,2% para os 1,3 milhões de libras, mas as vendas comparáveis desceram 0,7%, com os meses de Janeiro e Fevereiro a revelarem-se particularmente difíceis. A Debenhams revelou também que as gamas de vestuário para a Primavera-Verão recentemente introduzidas foram bem acolhidas, enquanto que as suas gamas Designers at Debenhams «continuam a aumentar em todos os departamentos». O aumento de quota de mercado em vestuário de senhora foi particularmente forte no vestuário formal e de cerimónia, enquanto que o vestuário masculino melhorou a sua performance graças sobretudo aos ajustamentos de preço, assim como às melhorias no design e qualidade das gamas. A Debenhams também salientou a performance de vendas «extremamente forte» na sua gama de roupa infantil Baker by Ted Baker, introduzida em Setembro passado. Da mesma forma, a Debenhams Direct, o negócio on-line da empresa, registou igualmente um bom crescimento, com os visitantes e as vendas a aumentar 58% e 81%, respectivamente.

Levi Strauss cresce com os câmbios
Os lucros da Levi Strauss & Co aumentaram 12% no primeiro trimestre, com o volume de negócios a crescer graças aos câmbios favoráveis. A desvalorização do dólar contribuiu par um aumento de 4% nos lucros, para os 1,08 mil milhões de dólares, embora as vendas se mantenham estabilizadas. O aumento do volume de negócios na Europa (onde as vendas aumentaram 15%) e na Ásia Pacífico (mais 8%), foi contrabalançado pelo abrandamento nas Américas, onde o volume de negócios caiu 2%. Alguns mercados maduros na Ásia também abrandaram. O mix de produtos com margens maiores, custos de sourcing mais eficientes e taxas sobre as vendas mais baixas ajudaram a aumentar o lucro bruto para os 545 milhões de dólares, em relação aos 498 milhões de dólares registados no mesmo período do ano passado. Mas o aumento das despesas fez diminuir os lucros operacionais para 187 milhões de dólares, em relação aos 189 milhões do ano anterior. «A nossa performance no primeiro trimestre representa um começo forte para o ano, apesar de um ambiente de retalho cada vez mais difícil», afirmou o presidente e director executivo da Levi’s, John Anderson. Para o corrente ano, a Europa irá manter-se como o foco principal com a introdução de novos produtos e a expansão da sua rede de retalho.

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