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Mau ano para a ITV chinesa

Publicada a: 29/04/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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3.9
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2008 começa a dar mostras de ser um ano mau para a indústria têxtil e de vestuário (ITV) na China. Com reduções na rentabilidade na casa dos 50% ou mais, muitas empresas têm-se visto obrigadas a aumentar os seus preços em 5% para conseguirem fazer face à escalada dos custos de produção.

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Mau ano para a ITV chinesa

O panorama da indústria têxtil e de vestuário (ITV) chinesa não é este ano tão brilhante como em anteriores. O aumento do custo das matérias-primas, da mão-de-obra e a apreciação da moeda chinesa têm reduzido consideravelmente as margens dos exportadores daquele país. Muitas empresas afirmam mesmo que os seus lucros viram-se reduzidos a metade nos primeiros 3 meses do corrente ano.

Apesar da diminuição das exportações da ITV chinesa para os EUA terem caído nos últimos 5 meses, a procura originária da Europa e do Médio Oriente tem crescido durante o mesmo período. Segundo os analistas, as exportações chinesas deste sector continuarão a crescer, mas a um ritmo mais moderado. As estimativas apontam para um crescimento em torno dos 13% face aos 17% registados no ano passado.

A procura por parte dos compradores internacionais tem caído significativamente e a assinatura de novos contratos de fornecimento não tem acontecido ao mesmo ritmo de anos anteriores. Muitos destes agentes económicos, apesar de atentos às oportunidades de aprovisionamento naquele, país têm sido mais cautelosos na assinatura de novos contratos.

Alguns compradores expressam claramente a perda de competitividade que os produtos chineses sofreram nos últimos tempos, equacionando desta forma aprovisionarem-se em outras paragens.

As reduções dos benefícios fiscais e a queda do dólar fizeram com que os produtos têxteis provenientes da China tivessem um acréscimo de custos na casa dos 20%. Este aumento tem levado a que os produtos provenientes de outros países se tornem competitivos e que a vantagem custo chinesa de desvaneça face a outros factores de competitividade. A situação de muitas empresas chinesas é bastante preocupante, já que muitas delas enfrentam inclusive o risco de falência.

O Lanyan Group, um dos grandes fabricantes de denim na China, viu a sua carteira de encomendas reduzir-se consideravelmente este ano. Até ao momento, só receberam encomendas de um milhão de metros de denim, apenas um quinto do total encomendado no ano passado.

Na região onde se encontra instalado este grupo apenas 70% das empresas se encontram a trabalhar com um nível de encomendas normal. Mesmo essas devem a “normalidade” às encomendas colocadas em períodos anteriores.

O abrandamento da procura faz com que muitas empresas procurem caminhos alternativos para sobreviverem. A medida imediata e aparentemente mais simples será a redução do preço praticado por estas empresas.

As empresas chinesas aumentaram em 10% as cotações aos seus clientes. Este aumento dos preços praticados realizou-se em linha com os aumentos de 10% no custo da mão-de-obra e de 8% nos custos de acabamento dos artigos de vestuário. O aumento de custo que as empresas chinesas tentaram fazer passar para os seus clientes fez com que estes hesitassem na altura de colocar as encomendas.

A gravidade da situação tem feito com que muitas empresas comecem a vender a preço de custo ou até mesmo abaixo deste. Esta situação, a manter-se o aumento do custo dos factores de produção, levará a que as empresas com menor solidez financeira enfrentem sérias dificuldades, podendo mesmo levar à sua dissolução.

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