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4 mercados-alvo a vestir

Publicada a: 07/05/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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A China, os Países Nórdicos, o Reino Unido e os EUA foram os mercados visados na conferência organizada pela Anivec/Apiv, que teve como objectivo dar a conhecer às empresas de vestuário portuguesas as especificidades de cada um e as melhores formas de abordá-los.

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4 mercados-alvo a vestir

A China tem sido tema diário de muitas empresas. Se, para muitos, este país é sinónimo de perigo, concorrência, indignação, revolta, para outros é sinónimo de internacionalização. Esta última, foi a via seguida pela empresa de roupa interior Impetus e a empresa de têxteis-lar Habidecor/Abyss, ambas presentes no retalho em Pequim e Xangai.

O mercado chinês têm conhecido um dos mais fortes crescimentos mundiais, «prevendo-se que, em 2015, esteja a par do Japão no ranking mundial dos mercados para artigos de luxo, com uma quota que rondará os 30%», revelou Mendonça Moreira da Aicep. A atracção pelo que confira status ou esteja na moda é uma constante neste país, que começa a colocar de lado as suas tradições para adoptar vivências e estilos ocidentais. «Na China não se bebia vinho, hoje tem produção de vinho, assim como o café», salientou Mendonça Moreira.

A apetência por produtos e marcas estrangeiras por parte dos chineses é crescente e a atractividade do mercado chinês é, por consequência, grande, tornando-o num dos mercados-alvo de muitos países.

Mas nem tudo é um mar de rosas, o mercado chinês é difícil e apresenta algumas desvantagens. Trata-se de um mercado altamente competitivo, com muitas barreiras culturais e burocráticas à entrada. Há também uma certa dificuldade em seleccionar um representante ou um importador.

Mendonça Moreira aconselhou as empresas portuguesas a apostarem em algumas regiões da China que não sejam as grandes cidades e a certificarem-se que não haja erros de interpretação ou entendimento nas comunicações trocadas.

Quanto aos Países Nórdicos, são fortes em grandes marcas, como é o caso da H&M, apesar de não terem uma tradição industrial na confecção dos seus produtos. Estes países trabalham usualmente em regime de subcontratação, recorrendo a terceiros, como por exemplo Portugal.

Os Nórdicos são muito práticos, mas apreciam bastante o profissionalismo. Não se distinguem pela forma de vestir, mas sim pelo equipamento de ski que exibem ou pelo local escolhido para passar férias. São muito directos, não têm tempo a perder e pode-se mesmo dizer que não “têm papas na língua”. Contudo, é-lhes conhecido o seu lado bom e quando elegem um fornecedor dificilmente o trocam. «Quando arranjam um é para toda a vida», sublinhou Luísa Agapito da Aicep, lamentando o facto de Portugal ter pouca notoriedade como país fornecedor para estas regiões.

«No Reino Unido, a industria têxtil está quase a desaparecer, somente resiste o sector dos têxteis técnicos e nos EUA a presença de Portugal é insignificante» afirmou Luís Avides Moreira da Aicep. O futuro do Reino Unido passa pelas novas tecnologias. As vendas on-line de vestuário cresceram 20% nos últimos tempos. Nos EUA devido à fragilidade actual da economia deste mercado, os Americanos tendem a optar por produtos mais baratos, impulsionando as vendas de marcas como a Wal-Mart.

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