As exportações têxteis do Paquistão caíram 3,14% nos primeiros nove meses do actual ano fiscal, dos 8,017 mil milhões de dólares do mesmo período do ano passado, para os 7,765 milhões de dólares. Esta situação está a ter sérias repercussões na balança de pagamentos, já que o sector contribui com 67% do total das exportações.
Devido ao corrente défice comercial ao longo dos anos com as importações a representarem o dobro do total das exportações, o Paquistão enfrenta agora sérios desafios no que respeita à sua balança de pagamentos. A indústria aponta o dedo aos elevados custos com as matérias-primas, à precária situação de ordem pública, assim como à instabilidade política, como as principais razões que estão a levar as encomendas têxteis para outros países da região.
O sector têxtil, argumentam os industriais, investiu fortemente na modernização do sector, com mais de 5 mil milhões de dólares gastos nos últimos anos nas unidades de produção, mas o contínuo aumento dos custos tornaram-nas pouco competitivas no mercado internacional. Os preços das matérias-primas, incluindo o do algodão, da energia, a inflação e a taxa de financiamento bancário das exportações são algumas das questões que citam como motivos para o fraco crescimento das exportações. Os industriais sublinham ainda que o sector constitui uma das principais fontes de emprego na área industrial (cerca de 40%), e representa a maior fonte de trocas com o exterior no país.
Tendo tudo isto em conta, os empresários do sector querem que o governo identifique as unidades orientadas para a exportação e garanta o fornecimento de electricidade e gás ininterruptamente a taxas baixas, para assim incrementar a sua competitividade no mercado internacional em relação aos seus concorrentes regionais.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística do Paquistão, a má performance do sector ficou a dever-se, sobretudo, a um declínio da progressão em áreas como fio de algodão, tecido de algodão, algodão cardado, outros fios para além do de algodão, vestuário em malha, roupa de cama e atoalhados.
Dos poucos subsectores que mostram um crescimento marginal, destaca-se o algodão em bruto, que registou um crescimento de 18,15%, aumentando dos 39,212 milhões de dólares para os 46,328 milhões de dólares.