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Breves

Publicada a: 12/05/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Nanofibras impulsionam têxteis
  • ITV chinesa perde competitividade
  • Hugo Boss vende mais mas lucra menos
  • Bangladesh quer entrada livre
  • PVH gasta $10 milhões em gravatas
  • Reciclagem vintage
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Nanofibras impulsionam têxteis
A Universidade de Manchester está a investir numa nova unidade de produção de nanofibras para criar uma nova geração de têxteis técnicos. Com o apoio da Clothworkers’ Livery Company, a unidade de investigação de têxteis e papel de Manchester acredita que a incorporação de nanofibras em tecidos e malhas 3D permitirá reforçar a sua posição como um dos principais centros têxteis do mundo. Chris Carr, director da área de têxteis e papel, espera que esta abordagem integrada possibilite à indústria a concepção de estruturas têxteis revolucionárias, compostas por materiais nanofibrosos contendo nanopartículas, que vão oferecer novos níveis de performance em compósitos, filtros, protecção pessoal, têxteis médicos e sportswear. Além disso, uma vez que os materiais de performance estão a ser usados cada vez mais em vestuário, a universidade pretende também desenvolver uma colecção de moda com nanofibras incorporando um design inovador.

ITV chinesa perde competitividade
Especialistas chineses pediram à indústria têxtil para reforçar a investigação tecnológica e aperfeiçoar as capacidades competitivas para sobreviver no mercado em 2008. Um estudo conduzido pela China Cotton Textile Association (CCTA) mostra que 49,2% das empresas têxteis tencionam mudar de área de negócio. O investimento em produção têxtil deve cair 15,5% este ano, numa altura em que os produtores são pressionados pela valorização do yuan, pelo ajustamento da política de exportação e pelo aumento dos custos laborais. A CCTA alerta as empresas para melhorarem a inovação técnica e apoiarem-se na modernização tecnológica e no efeito de marca para conseguirem um desenvolvimento sustentável.

Hugo Boss vende mais mas lucra menos
Os lucros do primeiro semestre da Hugo Boss caíram 5%, apesar do aumento registado nas vendas. O EBIT atingiu os 94 milhões de euros, o que representa um decréscimo em relação aos 99 milhões de dólares registados no mesmo período do ano passado. A empresa que faz parte do Valentino Fashion Grouup viu, no entanto, as vendas aumentarem 2%, para os 510 milhões de euros, embora tenha registado uma quebra na Alemanha (dos 104 milhões de euros para os 99 milhões). Um declínio que a empresa atribui às alterações no padrão de encomendas no país e à «duração sustentada da estação de Inverno», informando ainda que esta descida foi compensada por um aumento das vendas noutros países, nomeadamente no resto da Europa, onde cresceram 2%, para os 265 milhões de euros. Os lucros do primeiro trimestre do grupo resultantes de licenças aumentaram 16%, para os 12 milhões de euros. Em termos de retalho, a empresa abriu 11 novas lojas, ascendendo a um total de 298. A Hugo Boss revelou que espera um aumento das vendas (ajustadas em termos cambiais) de 6% a 8% e que o EBIT deverá aumentar 8% a 10% no actual trimestre. 

Bangladesh quer entrada livre
O Bangladesh voltou a requerer, na semana passada, o acesso livre de impostos do seu vestuário pronto-a-vestir ao mercado americano para ajudar a impulsionar a economia do país, a criar emprego e a reduzir a pobreza. O Bangladesh conseguiu 3,1 milhões de dólares com a exportação de vestuário pronto-a-vestir para os EUA, um terço do total conseguido com as exportações do sector têxtil no ano fiscal que terminou em Junho de 2007. «A nossa economia vai ser ainda mais alavancada se conseguirmos exportar o nosso pronto-a-vestir para o mercado americano sem taxas e isso iria criar quase 200 mil novos postos de trabalho, sobretudo para mulheres», explicou Abdus Salam, vice-presidente da Associação de Produtores e Exportadores de Vestuário do Bangladesh. Segundo Salam, cerca de 12 milhões dos 140 milhões de habitantes do Bangladesh estão hoje directa ou indirectamente envolvidos no sector de vestuário de pronto-a-vestir, sublinhando ainda que «os EUA são o maior destino de exportação do Bangladesh e as exportações podem aumentar substancialmente se tivermos acesso sem impostos, como outros países menos desenvolvidos que já aumentaram os seus rendimentos com as exportações».

PVH gasta $10 milhões em gravatas
A Phillips-Van Heusen (PVH) adquiriu a Mulberry Thai Silks Inc, uma produtora e distribuidora de gravatas nos EUA, por 10 milhões de dólares. O negócio dá à Phillips-Van Heusen o direito de produzir gravatas sob as marcas Kenneth Cole New York, Kenneth Cole Reaction, J Garcia, Liz Claiborne, Sean John, BCBG Max Azria, BCBG Attitude, US Polo Assn, Axcess e Henry Jacobson, que em conjunto têm vendas entre os 20 e os 25 milhões de dólares. A Phillips-Van Heusen adquiriu ainda os direitos mundiais para a marca de lifestyle Henry Jacobson para todas as classificações de roupa masculina. O CEO Emanuel Chirico considera que «ao comprar os direitos para gravatas de mais estas marcas, estamos a aumentar a nossa competência nesta área de produto assim como a aumentar o número de marcas para as quais seremos capazes de comercializar tanto as camisas como as gravatas», acrescentando que «acreditamos que estes acordos são uma oportunidade para crescer no futuro». A transição não terá efeitos materiais nos resultados de 2008 mas deverá ser já visível no início de 2009. A Phillips-Van Heusen Corporation é a maior empresa mundial de camisas e gravatas, detendo e comercializando igualmente a marca Calvin Klein em todo o mundo. 

Reciclagem vintage
Joey Deacon está à procura de vestuário vintage para rasgar… e voltar a juntar as peças. O costureiro – cuja marca Joey D tem sido um êxito junto de celebridades como a cantora KT Tunstall, os jogadores da Primeira Liga inglesa e o actor Brian Cox – tem percorrido as lojas vintage e os mercados para encontrar roupas velhas que corta e transforma depois em recriações únicas. «Os meus designs são completamente improvisados, em constante movimento», afirmou Deacon à Reuters. O estilista britânico mistura os seus achados vintage com uma gama variada de materiais pouco usuais e vende as criações na sua loja, on-line e nos desfiles em que participa. Deacon afirma que os seus designs são criados a partir da sua paixão por reciclar roupa em recriações pouco usuais como carteiras feitas a partir de rede de camuflagem com cintos de munições como tiras. «Não tenho realmente um material favorito para trabalhar», explicou. «Os meus designs são uma mistura de materiais diferentes, são muito diversos». Deacon produz 60 a 150 produtos únicos por semana e foi surpreendido pelo valor de venda dos seus designs e pela atenção que a imprensa lhe tem dado. «Estou sobretudo orgulhoso das pessoas gostarem das minhas peças. São elas que compram as minhas criações».

 

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