As exportações do mês de Fevereiro mostram, de acordo com os dados tratados pela ATP, uma evolução positiva de 6,8% em relação ao mesmo período de 2007, situando-se nos 762,267 milhões de euros. Numa distinção por produtos, verifica-se que o maior crescimento em termos percentuais se registou nos tecidos especiais e tufados (mais 46,5%), seguidos pelos artigos de malha e lã, com uma evolução de 20,6 e 20%, respectivamente. Em termos de valor, o maior contributo continua a ser do vestuário de malha e de tecido, que atingiu os 338,769 milhões de euros, tendo registado um crescimento de 11%, depois de em Janeiro ter já apresentado um aumento semelhante (ver Boa escalada).
Pela negativa, regista-se apenas a quebra nos artigos de seda (menos 57%), nos tapetes e outros revestimentos (menos 16%), nos outros artigos têxteis confeccionados (menos 7,3%) e nas outras fibras têxteis vegetais (menos 4,7%), tal como refere a associação.
As importações mantêm igualmente a sua progressão, com uma evolução positiva de 5,3%, para os 600,834 milhões de euros. Este resultado deve-se sobretudo ao aumento relativo aos artigos de lã, que registaram um crescimento de 20%. Em termos de valor, as importações de vestuário e acessórios de malha são a área que mais contribui para este resultado, tendo-se verificado, em Fevereiro, importações na ordem dos 155,478 milhões de euros. Registou-se, no entanto, quebras significativas nas importações de diversos tipos de artigos, com destaque para os artigos de seda (menos 43,9%), tecidos impregnados (menos 15,3%) e especiais e tufados (menos 10,4%).
Para a ATP, «estes dados positivos vêm felizmente contrariar algumas expectativas pessimistas que se generalizaram no princípio deste ano», considerando que para este desempenho positivo contribuiu «a mudança de perfil do tecido do sector, hoje claramente mais competitivo ». A associação sublinha ainda que, pela primeira vez desde há alguns anos, o crescimento das exportações de têxteis e vestuário portuguesas está a superar o crescimento das importações, com resultados evidentes na balança de pagamentos, contribuindo para melhorar o seu saldo «já amplamente positivo», ao mesmo tempo que reforça a sua contribuição na balança de pagamentos do país.