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Investir para ganhar

Publicada a: 14/05/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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A Van de Velde decidiu apostar forte na inovação tecnológica para acrescer a sua competitividade, reequipando-se com uma nova geração de sistemas de corte automático. A escolha do novo VectorLingerieMX da Lectra já permitiu à empresa especialista em lingerie de luxo uma economia de 500.000 euros logo no primeiro ano. 

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Investir para ganhar

Empresa familiar, fundada em 1919 e hoje dirigida pela terceira geração, a Van de Velde privilegia inexoravelmente a qualidade na sua oferta de lingerie feminina de luxo comercializada sob as marcas Marie Jo, Marie Jo l’Aventure e PrimaDonna.. Em perfeita consonância com esta filosofia, as actividades centrais, como a concepção, o desenvolvimento de produtos, a prototipagem, o corte de tecidos e o controlo da qualidade, são efectuadas exclusivamente na sede da empresa, em Schellebelle, na Bélgica, enquanto que a produção é realizada também pelas suas fábricas na Roménia, Hungria, Tunísia e China.

A vontade inequívoca de guardar um controlo apertado sobre os factores-chave da actividade, assim como uma política de aprovisionamento de matérias-primas unicamente centrada na Europa, permite à empresa manter intacta a sua reputação mundial como produtora de lingerie de qualidade superior. Acompanhando de perto cerca de 5.000 clientes espalhados por todo o mundo, a Van de Velde apresenta anualmente 300 novos modelos e expede mais de 5.000.0000 produtos finais.

A empresa belga possui cerca de uma centena de pessoas exclusivamente dedicada ao controlo da qualidade. No início do processo, 40 controladores inspeccionam a qualidade do tecido e, no seu final, outros 60 são responsáveis por assegurar que todos os produtos finais estão em conformidade com as normas rigorosas da empresa. Mas o desafio mais importante apresenta-se no departamento de corte. «A nossa prioridade é garantir a melhor qualidade de corte possível em todos os elementos utilizados na fabricação dos nossos produtos», afirma Hugo de Rijcke, director de produção da Van de Velde. «As peças de lingerie são compostas por vários elementos frequentemente de dimensão diminuta e forma complexa. Se esses elementos não são bem cortados, temos que pedir às costureiras que diligenciem as correcções necessárias. Isto acresce a probabilidade de falhas na qualidade».

A produção da Van de Velde cresceu 12,5% em 2006, na sequência de uma procura em alta e de uma política deliberada para aumentar o volume de stocks a fim de melhor servir a clientela. No final desse ano, a empresa decidiu incrementar consideravelmente a produção do departamento de corte e substituir os velhos sistemas por tecnologia de ponta actual. «Na minha opinião, existem três sérios fornecedores de sistemas de corte na Europa», sustenta o director de produção da Van de Velde. «Testamos os três e, no final, optámos pela Lectra, que propôs a melhor oferta para a nossa actividade em termos de qualidade, eficiência e produtividade».

Com os anteriores sistemas de corte, a Van de Velde podia cortar até 30 camadas de tecido, com espaços de cinco milímetros entre as peças cortadas. «Com o novo VectorLingerieMX, conseguimos atingir o nosso objectivo: 60 camadas com espaços de três milímetros», revela Hugo de Rijcke. «O tempo de corte é 30% mais rápido e o consumo de tecido diminuiu 4%, o que representa uma economia anual de 500.000 euros».

A performance do VectorLingerieMX foi suficiente para convencer a especialista em lingerie de luxo a substituir os restantes sistemas de corte por um segundo VectorLingerieMX e dois VectorFashionFX. «A Lectra contribuiu grandemente para o bem sucedido aumento de produtividade e de rentabilidade do nosso departamento de corte», conclui Herman Van de Velde, presidente e director-geral da empresa.

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