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Breves

Publicada a: 15/05/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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  • TTNA tem companhia
  • RFID em japonês
  • Mau tempo na China
  • Imitar bem a natureza
  • Retalho em queda
  • Índia investiga fio vietnamita
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TTNA tem companhia
Três das principais feiras da América do Norte vão decorrer em paralelo em 2010, criando o maior evento combinado da região para o sector têxtil e de vestuário. Techtextil North America, ATME-I/MEGATEX e SPESA Expo vão realizar-se em locais adjacentes no Georgia World Congress Center em Atlanta, de 18 a 20 de Maio de 2010. Seminários de formação e workshops técnicos vão igualmente ter lugar conjuntamente com as feiras. Benton Gardner, vice-presidente executivo da SPESA (Sewn Products Equipment & Suppliers of the Americas), afirma que a junção dos três eventos «oferece uma oportunidade única aos visitantes para verem os principais fornecedores que cobrem o espectro total das suas necessidades de produção» sob o mesmo tecto. Jay White Jr., presidente da Morrison Textile Machinery Company, falando em nome da ATME-I, American Textile Machinery Association (ATMA), acrescentou que «qualquer um que esteja no negócio têxtil na América deve reconhecer que este é um evento de “presença obrigatória”». A Techtextil North America é dedicada aos têxteis técnicos e não-tecidos, a ATME-I/MEGATEX (American Textile Machinery Exhibition-International) centra-se no equipamento têxtil e serviços e a SPESA Expo junta equipamento, tecnologia e serviços para a indústria de confecção.  

RFID em japonês
As japonesas Fujitsu Limited e Fujitsu Frontech Limited estão a lançar etiquetas de RFID de Ultra-High Frequency (UHF) dirigidas a empresas na América do Norte, Europa e China. As etiquetas à prova de água têm resistência suficiente para aguentar o calor, dobras e pressão durante a lavagem. Além disso, podem ser incorporadas em diversos tecidos e peças de vestuário sem comprometer o conforto do utilizador, graças ao seu tamanho pequeno e suavidade. A banda UHF permite ler diversas etiquetas simultaneamente, aumentando a eficiência operacional. As etiquetas podem conter informação única relativa a cada artigo – como o tipo de produto, cor e tamanho – permitindo a localização de cada artigo e a assistência na gestão do inventário. A empresa pretende atingir vendas de cerca de 47,9 milhões de dólares nos próximos três anos. 

Mau tempo na China
Numa altura em que o ambiente no negócio têxtil na China está definitivamente cinzento, com muitos dos players na indústria a afirmarem que vai ser o ano mais difícil de sempre, Du yuzhou, presidente do Conselho Nacional de Têxteis e Vestuário da China, solicitou ao governo, no encontro nacional do passado dia 9 de Maio, que não volte a baixar a taxa sobre os têxteis e vestuário. Nos primeiros dois meses do ano, um terço das empresas registou margens de lucro médias de 8,73%, enquanto que as restantes registaram perdas de 241,14 milhões de dólares, com 11.072 empresas no vermelho. «Cerca de 23,7% das empresas têxteis estão a trabalhar com prejuízo, em comparação com as 14,34% do ano passado», revelou Du na reunião. Shandong, a terceira maior província na produção de algodão na China Oriental, registou 433 empresas com uma margem de lucro superior a 3%, representando 29,6%, enquanto que 21,3% das empresas perderam dinheiro ou encerraram. Os analistas do Comité Económico e de Comércio de Shandong afirmam que as restrições em termos de matérias-primas, electricidade e transportes vão continuar a refrear o desenvolvimento da indústria têxtil local. No primeiro trimestre do ano, o preço das matérias-primas aumentou 3,2%, e o dos combustíveis 17,7%. Os especialistas prevêem que o custo dos recursos humanos aumente 20% em 2008.

Imitar bem a natureza
Os materiais sintéticos para moda, calçado e acessórios estão a ajudar a ultrapassar o aumento de preço das peles de animais. Nas feiras Fashion Access and Materials e Manufacturing & Technology, em Hong Kong, foi dedicado um seminário a este tópico, onde Adelmo Borsani, vice-presidente da Ancaplast de Itália, elucidou a plateia sobre a forma como a tecnologia pode produzir materiais não-tecidos em microfibras muito semelhantes a peles genuína. Entre estes materiais, Borsani referiu a New Techniques, uma pele sintética obtida através de um revestimento de resina de poliuretano e a Art Gallery, que resulta do revestimento de pele artificial com um efeito “enrugado”. Criada em 1982, a Ancaplast tem uma divisão dedicada à investigação e desenvolvimento de novos materiais para moda, explorando diversas novas opções através de revestimentos, laminagem, estamparia por transferência, folhas metálicas e acabamentos especiais. 

Retalho em queda
As vendas de vestuário e calçado em Abril caíram para o pior nível dos últimos oito anos, de acordo com os dados divulgados pelo British Retail Consortium (BRC). Helen Dickinson, directora para o retalho na KPMG, revelou que Abril registou um declínio de dois dígitos para vestuário e calçado, mas não revelou os números específicos. Embora sublinhando que o mau tempo possa ter influenciado estes resultados, Dickinson considera que «é duvidoso que o bom tempo seja suficiente para aumentar significativamente a confiança dos consumidores no actual ambiente». O estudo do mês aponta para uma quebra de 1,5% no valor das vendas de retalho no Reino Unido em comparação com Abril de 2007, em que as vendas aumentaram 2,4%, ajudadas por um fim-de-semana de Páscoa com bom tempo. Este ano, a Páscoa em Março e alguma chuva e neve em Abril, tornam as comparações com o ano passado difíceis, considera o BRC, sublinhando todavia que o comércio se mantém difícil. A confiança dos consumidores caiu drasticamente para novos mínimos nas quatro semanas de 6 de Abril a 3 de Maio, acrescentando que «mesmo os grandes descontos falharam em atrair os consumidores». Stephen Robertson, director-geral do BRC, afirma que «esta é a primeira vez em três anos que temos dois meses consecutivos em queda nas vendas comparáveis, mais uma evidência de que os consumidores altamente pressionados estão a ponderar o gasto de cada libra. Apesar dos grandes descontos, o vestuário e o calçado estão nos níveis mais baixos de, pelo menos, os últimos oito anos».

Índia investiga fio vietnamita
O Ministro do Comércio Indiano está a investigar as regras de anti-dumping nos fios provenientes do Vietname. O gabinete anti-dumping do país recebeu uma petição das empresas indianas alegando casos de dumping de fios “made in Vietname”, segundo revelou o Ministro da Indústria e do Comércio do Vietname. A investigação das autoridades indianas vai também abranger os produtos provenientes da Tailândia e da China, de acordo com uma nota diplomática. Em resposta, o Gabinete de Gestão da Concorrência do Vietname já avisou os exportadores, solicitando que contactem o gabinete para mais informações. 

 

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