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Ganhar peso a fazer emagrecer

Publicada a: 15/05/2008
Fonte: Portugal Têxtil
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Hidratar, lutar contra o envelhecimento cutâneo, emagrecer…A marca de cosmetotêxteis Skin’Up investiu três anos em I&D para criar produtos eficazes nestas áreas, com recurso ao nano-encapsulamento, e lança-se agora na próxima etapa, investindo na comercialização dos seus artigos no plano internacional.

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Ganhar peso a fazer emagrecer

A Skin’Up acaba de integrar o Pólo de Competitividade do Cosmetic Valley. O laboratório francês de cosmetotêxteis, especializado no nano-encapsulamento, junta-se assim, ao mesmo tempo que a Chanel, a nada menos do que 300 empresas, 178 laboratórios de investigação públicos e 5.500 investigadores. Este reconhecimento surge num momento em que a jovem marca de produtos cosmetotêxteis se prepara para entrar na grande distribuição, após o referenciamento, desde há três anos, junto dos principais actores da venda à distância e junto de uma rede de farmácias e parafarmácias em França e no estrangeiro.

Criada em 2005 por Sophie Beaugé-Duguet, a sociedade Skin’Up beneficia do apoio da Oséo Anvar, o que lhe permitiu nomeadamente conseguir duas patentes a nível mundial. A primeira consiste no procedimento de nano-encapsulamento e de aplicação da tecnologia às fibras têxteis. «O nano-encapsulamento permite recarregar as fibras têxteis quando estas esgotam o princípio activo que foi utilizado», explica Sophie Beaugé-Duguet. «Comparativamente ao micro-encapsulamento, esta tecnologia tem o mérito de ser mais eficaz, na medida em que o princípio activo é inserido directamente na fibra, sem a necessidade de eliminar qualquer protecção. O simples calor do corpo é suficiente para libertar os princípios activos e a fricção permite acelerar o processo. Por outro lado, a nano-encapsulamento permite multiplicar os princípios activos, na medida em que é possível inserir um milhão de cápsulas por cm²». No entanto, apesar da Skin’Up realizar actualmente 70% do seu volume de negócios com os princípios activos ligados ao emagrecimento, a empresa está também focalizada na relaxação, hidratação, refrescamento, anti-envelhecimento e cuidados capilares. Inclusive, lançou, juntamente com t-shirts, calções, boxers e jeans, fitas de cabelo destinadas a hidratar os cabelos secos ou a prevenir a sua queda.

A segunda patente mundial diz respeito à etiqueta indicadora, baptizada Slim Coach. Costurada no interior da peça de vestuário, este indicador, graças a uma escala colorimétrica, indica o nível dos princípios activos contidos na peça ao longo da sua utilização e das lavagens. Quanto mais a cor da etiqueta clareia, mais diminui a quantidade de princípios activos presentes nos têxteis. O utilizador sabe assim claramente em que momento deve recarregar a sua peça de vestuário, uma operação que se faz simplesmente através de um vaporizador. «Escolhemos imediatamente equipar o nosso vestuário de emagrecimento com este procedimento. É para nós uma garantia de qualidade face aos detractores deste mercado que o qualificam de pouco sério. Não basta vestir uns calções Skin’Up para emagrecer. Pelo contrário, afirmamos que os princípios activos que usamos, e que são todos de origem natural, ajudam, e de forma bem mais eficaz que um tratamento dérmico, as pessoas que desejam emagrecer», sublinha a empresária.

Os testes clínicos realizados pelo laboratório independente DermExpert, com 30 mulheres após um mês de utilização dos leggins, evidenciaram uma perda até 4 cm nas ancas e até 2 cm nas coxas, sem qualquer alteração do regime alimentar ou da actividade desportiva. Utilizando os princípios activos do mentol, da hera e da vitamina E, estes leggings apresentam um nível de tolerância dermatológica de 100%. A marca dirige-se sobretudo à clientela feminina, mas também aos homens, que procuram cada vez mais este tipo de produto. A Skin’Up oferece uma gama variada de produtos (lingerie, tops, corsários, meias, calças…), em branco e preto e em tamanhos que vão do 38 ao 52. Quanto aos preços de venda, são comparáveis aos das marcas concorrentes que utilizam a técnica da micro-encapsulação.

Mas a Skin’Up não pretende parar por aqui. A marca trabalha já com algodão biológico e utiliza apenas 2% a 3% de elastano na composição dos seus têxteis para eliminar todos os riscos de intolerância dermatológica. «Nos três primeiros anos da empresa, investimos muito em investigação e desenvolvimento», explica Sophie Beaugé-Duguet. «Foi por isso que não pudemos consagrar muito tempo à comercialização dos nossos produtos. Agora, vamos passar ao plano seguinte e começar a investir massivamente na exportação. Daqui a três anos, devemos fazer três quartos das nossas vendas no mercado internacional». A responsável da Skin’Up quer, a curto prazo, ser líder europeia em termos de inovação em cosmetotêxteis.

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