A Louis Vuitton e a Hugo Boss anunciaram esta quinta-feira que, contrariamente a uma grande percentagem dos retalhistas, as suas vendas na época de Natal apresentaram uma performance robusta. Esta notícia lança assim uma mensagem de alento, numa época em que o sector do retalho se viu atingido por uma das maiores recessões das últimas décadas.
A marca francesa, que contribui para cerca de metade dos lucros do maior grupo mundial de artigos de luxo, a LVMH, anunciou que a performance do seu negócio se manteve sólida no último período de 2008.
«Na sua globalidade, as vendas de Natal correram muito bem. Não houve surpresas negativas», afirmou Yves Carcelle, presidente e director-executivo da Louis Vuitton. «Nos EUA, a performance comercial correu bem».
A casa de moda germânica Hugo Boss anunciou também que as suas vendas na quadra natalícia mostraram-se mais positivas do que o esperado. «O Natal foi melhor do que o esperado, principalmente nas principais cidades, como Nova Iorque e algumas cidade europeias», revelou o director-executivo Claus-Dietrich Lahrs. «Estamos confortáveis com as previsões de crescimento para 2008 que apresentámos em Outubro. Tudo isto, analisado em conjunto, deixa-me cautelosamente optimista».
Uma das razões para o sucesso de vendas foi, segundo Yves Carcelle, o facto da Vuitton ter-se mantido à margem da avalanche de promoções não tendo nunca efectuado saldos, nem sequer privados para clientes seleccionados. «Os consumidores estão cansados de ver os sinais de “saldos” em todo o lado», concluiu o presidente e director-executivo da Louis Vuitton.