Breves

Publicada a: 26/02/2009
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Retracção no crescimento do Dragão
  • Nº 1 na moda
  • Polo Ralph Lauren para vender
  • O príncipe não vai nu
  • Armani com Casa no Dubai
  • ITV dos EUA exige proteccionismo
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Retracção no crescimento do Dragão
A China vendeu para o estrangeiro, em 2008, 185,1 mil milhões de dólares em têxteis e vestuário (incluindo fio, tecidos, produtos têxteis, vestuário e acessórios), um crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior, segundo revelaram as autoridades alfandegárias. Mas a taxa de crescimento ficou 10,7% abaixo do nível do ano anterior. O valor das exportações aumentou 10,1%, para os 16,06 mil milhões de dólares, em Dezembro, depois de ter registado um declínio em Fevereiro e Junho, sobretudo devido à fraca procura provocada pela crise financeira. A recuperação das exportações iniciou-se a partir do segundo semestre do ano passado, depois da China ter reajustado as taxas de reembolso sobre as exportações, os câmbios da sua moeda terem-se mantido estáveis e os custos da produção terem caído, segundo revelaram as autoridades. O valor total das exportações para o ano atingiu os 119,79 mil milhões de dólares em vendas de vestuário e acessórios (mais 4,1%) e os 65,31 mil milhões de dólares em vendas de fios, tecidos e outros produtos têxteis (mais 16,6%).

Nº 1 na moda
A estrela pop e vencedor de um Grammy Justin Timberlake ficou em primeiro lugar na lista dos “10 Homens com mais Estilo na América”, elaborada pela revista GQ. A revista masculina exaltou Timberlake, de 28 anos, pelo seu impacto na moda, a sua vontade de correr riscos e «capacidade de detectar tendências» incluindo chapéus, fatos de três peças, gravatas skinny e barba. O prémio surge numa boa altura para Timberlake, até porque a William Rast, a linha de roupa que ele e a amiga Trace Ayala lançaram em Outubro de 2006, acabou de marcar presença na Semana de Moda de Nova Iorque. Timberlake afirma na edição de Março da GQ que o seu estilo de moda foi “herdado” do seu padrasto, Paul Harless, um banqueiro que preparava todas as noites o seu fato para a manhã seguinte e ia trabalhar parecendo-se «com o Richard Gere em “American Gigolo”». Quanto à sua imagem de marca – fato com ténis –, Timberlake afirma que foi mais uma questão de conforto do que de design. «Calço ténis porque não podia dançar com os sapatos que tinha. Magoavam-me», revela Timberlake, que chegou à fama como cantor com a banda ‘N Sync e que se lançou a solo em 2002. Entre os eleitos estão também o produtor Mark Ronson, que ficou em segundo lugar, e o fotógrafo Alex Lubomirski, que ficou em terceiro. Os rappers Kanye West e T.I., o actor Jason Schwartzman e o magnata da hotelaria Andre Balazs também integram a lista.
 
Polo Ralph Lauren para vender

A Goldman Sachs baixou o conselho em relação à empresa de moda Polo Ralph Lauren Corp. do anterior “neutro” para “vender”, já que considera que a mudança nas tendências de consumo pode ter impacto nos resultados da empresa. A analista Adrianne Shapira afirmou que diversas marcas e retalhistas “aspiracionais”, incluindo a Nordstrom, a Tiffany&Co, a Coach e a Estée Lauder, estão a ter vendas difíceis que resultaram em pré-anúncios de resultados negativos, levando a uma quebra de dois dígitos no preços das suas acções. «Uma excepção a destacar neste grupo tem sido a Ralph Lauren», refere, acrescentando que a empresa tem feito face à tendência com uma gestão de despesas e de inventário impressionante. Contudo Shapira afirma que espera ver sinais de debilidade nas vendas por grosso da empresa, no retalho e no seu negócio europeu, quando esta revelar os resultados do terceiro trimestre, já que deverão ser necessários fortes descontos para impulsionar as vendas. A analista cortou o preço-alvo para as acções da empresa em 27%, para os 37 dólares. As acções da Polo caíram mais de 8% para os 37,66 dólares.

O príncipe não vai nu
O príncipe italiano Emmanuel Filiberto de Sabóia decidiu entrar no negócio da moda com uma linha de vestuário com a marca Prince of Italy, que ostenta as armas da família real, segundo afirmou à Di piu. «Sempre fui muito exigente quanto ao vestuário e sempre disse que gostaria de usar roupa criada por mim», afirmou. A linha vai ter a etiqueta “made in Italy” – sendo produzida, mais especificamente, na cidade de Bari, no sul do país – para «mostrar a excelência italiana», segundo revelou o príncipe ao semanário. A sua colecção de Verão estará em breve nas lojas, com modelos criados pelo designer Raimondo Ciofani, mas «sob as minhas instruções e de acordo com o meu estilo». Neto do último rei de Itália, Emmanuel Filiberto concorreu às eleições legislativas italianas em Abril do ano passado como presidente do pequeno movimento “Valores e Futuro” que captou apenas 0,4% dos votos.

Armani com Casa no Dubai
A Armani Casa, a divisão de artigos para o lar do grupo Armani, abriu oficialmente a sua primeira loja no Dubai, precisamente no Dubai Mall. A loja é gerida pela Emaar Retail, subsidiária do Emaar Malls Group. A colaboração entre o grupo Armani e a Emaar Retail irá permitir a abertura de novas lojas da Armani Casa nos Emiratos Árabes Unidos.

ITV dos EUA exige proteccionismo
O governo americano revelou que o sector têxtil do país perdeu 10.300 postos de trabalho em Dezembro, um dos piores meses da história da ITV dos EUA. O estado da Carolina do Norte foi o mais atingido, com as estatísticas a revelarem o encerramento de 13 empresas têxteis no último ano. O presidente do National Council of Textile Organizations (NCTO), Cass Johnson, explica que «as perdas de postos de trabalho na indústria estão a disparar com o colapso da procura no retalho», ao mesmo tempo que solicita a aprovação da emenda Kissell, uma legislação que beneficia a indústria têxtil, já que exige que os produtos têxteis usados nos uniformes da Administração de Serviços e Transportes do Departamento de Segurança Interna sejam americanos. Quanto à importância das emendas Buy American (comprar americano) à Lei do Senado, Johnson refere que «é preciso concentramo-nos em pôr as fábricas americanas a funcionar outra vez. O Congresso deve ignorar os apelos hipócritas em favor dos produtores estrangeiros e manter as cláusulas Buy American na lei final». O presidente da associação criticou ainda os governos estrangeiros que se mostram contra o Buy American: «há algo de irritante em ouvir a União Europeia, o Canadá e outros a queixarem-se, quando estes países já excluíram permanentemente as empresas americanas de participarem em grande parte dos seus concursos públicos. O facto é que todos os países do mundo têm provisões semelhantes e os EUA usam-nas muito menos do que os nossos principais parceiros comerciais».

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