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Breves

Publicada a: 22/06/2009
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Foco no desporto
  • Exportações chinesas em queda
  • Branquinho põe fim a James
  • Destination Maternity volta à Sears
  • Dussault aposta na moda discount
  • Sinais de recuperação no consumo
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Foco no desporto
A empresa japonesa de artigos de desporto Asics Corporation está a resistir à recessão mantendo-se centrada no seu negócio principal de desporto. Motoi Oyama revelou estar aliviado pela Asics não ter seguido as suas rivais, que expandiram os negócios da área puramente atlética para a área da moda e streetwear. «São exactamente essas áreas que estão a ser mais severamente atingidas pelos efeitos da crise económica», afirmou, acrescentando que «não ficamos expostos a esse risco». Com vendas mundiais de 241 mil milhões de ienes (1,79 mil milhões de euros) para o ano fiscal até 31 de Março, a Asics está à procura de oportunidades, incluindo uma quota maior no mercado mundial de calçado de golfe e a expansão das suas lojas. «Quando olho para as nossas vendas em todo o mundo, parece-me absolutamente claro que estamos no bom caminho», concluiu Oyama.

Exportações chinesas em queda
As vendas de vestuário na China aumentaram 21,2% em Maio, em comparação com o mesmo mês de 2008, de acordo com os números divulgados pelo gabinete nacional de estatísticas do país, mas as exportações de têxteis e vestuário continuam a cair. As vendas totais de retalho aumentaram 15,2%, ultrapassando o bilião de yuans (7,42 mil milhões de euros) em Maio. Em contraste, as exportações têxteis e de vestuário caíram 14,8% em comparação com Maio de 2008, para os 12,3 mil milhões de dólares. As exportações foram 1,5% mais baixas do que em Abril, mostrando que as acções do governo para incrementar as exportações, como o aumento das taxas de reembolso, não estão a conseguir contrariar o abrandamento na procura por parte dos EUA e da EU. As exportações têxteis caíram 16,3%, para os 4,9 mil milhões de dólares, enquanto que os carregamentos de vestuário e acessórios caíram 13,7% para os 7,41 mil milhões de dólares. Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas totais do retalho aumentaram 15%, para os 4,88 biliões de yuans, em comparação com o mesmo período do ano passado. Mas as exportações de têxteis e vestuário caíram 11% nesse período, para os 55,9 mil milhões de dólares.    

Branquinho põe fim a James
A moda está a ser verdadeiramente vítima da recessão – Christian Lacroix atravessa a fase mais “negra” da sua história e Véronique Branquinho, designer belga, acaba de colocar um ponto final na actividade da sua marca. James, a empresa fundada em 1998 com o objectivo de comercializar e distribuir a colecção da estilista, entrou em bancarrota, na sequência de uma «considerável» diminuição das encomendas e de encomendas não pagas. Deste modo, a designer foi forçada a encerrar a marca e a respectiva loja; a colecção que estava a ser preparada não será lançada. Contudo, Véronique Branquinho vai manter a sua posição como directora artística na Delvaux.
 
Destination Maternity volta à Sears
Um ano após ter terminado o acordo de distribuição com a Sears, a Destination Maternity Corporation está a relançar a sua colecção Two Hearts Maternity nas department stores. Para além de estar novamente disponível em 500 localizações Sears, a marcará também marca presença em 100 localizações Kmart a partir de Outubro. O vestuário Two Hearts Maternity já foi vendido nas lojas Sears, entre Abril de 2004 e Junho de 2008, mas as duas empresas não tinham conseguido chegar a acordo para a renovação do mesmo. Agora a reintrodução da marca irá ter «um melhor nível de qualidade e design», para trazer a moda de maternidade acessível aos clientes Sears. Da linha fará parte vestuário casual e profissional, assim como vestidos, lingerie, swimwear e camisas de dormir, com a maior parte dos preços abaixo dos 30 dólares (cerca de 22 euros). Ed Krell, director-executivo da Destination Maternity, afirma que o acordo de vários anos «permite levar o nosso conhecimento como especialista de vestuário de moda de maternidade a um público mais vasto, dando-nos, ao mesmo tempo, acesso exclusivo aos clientes Sears e a oportunidade de chegar pela primeira vez aos clientes Kmart».

Dussault aposta na moda discount
A produtora de vestuário Dussault Apparel Inc vai lançar uma nova colecção de preço baixo dirigida a consumidores jovens que estão a tentar poupar mais nesta época. A colecção, baptizada Deuce by Dusssault, deverá chegar às lojas no final do Verão, com uma gama de preços entre os 40 e os 60 dólares (entre os 29 e os 43 euros) para uma t-shirt, 200 a 300 dólares para camisolas com capuz e 40 a 50 dólares para chapéus. O fundador e director-executivo da empresa, Jason Dussault, afirmou que «sempre me bati pelo luxo acessível e estou a pensar esta linha para compradores que gostam de moda, que estão na casa dos 20 e 30 anos, que querem gastar menos nesta crise financeira e estão à procura de preços mais baixos». Como a colecção terá uma distribuição mais alargada, a empresa antecipa que irá conseguir economizar mais nos custos de produção.

Sinais de recuperação no consumo
Os consumidores americanos estão mais dispostos a gastar, de acordo com as últimas informações da empresa de estudos de mercado NPD Group, cujos últimos dados mostram uma tendência de crescimento nas intenções de compra, o que «poderá indicar que demos o primeiro passo no sentido da retoma», afirma o analista do NPD Group responsável pela indústria, Marshal Cohen. Os seus comentários surgem depois do Indicador de Resposta ao Retalho NPD ter aumentado para os 43,9 pontos em Maio – um aumento de 4,5 pontos em comparação com os 39,5 pontos de Abril. Também importante é o facto de se manter a tendência crescente desde Março. O indicador mede as intenções de gastos dos consumidores numa escala de 0 a 100, com 0 a representar “reduzir ou gastar menos” e 100 representando “gastar mais”. «O contínuo aumento sugere que a estabilização está a aguentar-se», afirma Cohen. Contudo, acrescenta, «é também importante sublinhar que quanto maior a estabilização, mais sólida será a fundação para que consigamos construir uma longa recuperação». Os inquiridos também continuaram a mostrar menos preocupação com a segurança dos seus empregos. «Embora os consumidores continuem a exprimir preocupação quanto aos seus postos de trabalho, essa preocupação está, no geral, a diminuir. E, com isso, as vendas de retalho continuam a estabilizar», acrescenta Cohen.

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