Seca em tempo recorde
Verão rima com fato de banho e, este ano, a marca Huit está a lançar uma inovação têxtil na sua nova colecção. Baptizada Chrono, a nova linha de fatos de banho propõe um material técnico que seca em tempo recorde. Muito leve, o Chrono viu a luz do dia graças a um material “peso pluma” denominado Aquatech, que permite que o ar e a água deslizem no tecido sem penetrar na fibra. «A Aquatech combina uma tecnologia saída da competição e um look glamouroso», explicam no seio da marca Huit. Muito elásticos, os fatos de banho Chrono oferecem um efeito de segunda pele e uma resistência excepcional que lhe dão uma duração de vida superior aos fatos de banho tradicionais. Disponível em três formas (fato de banho e duas peças versão triângulo estruturado ou triângulo desestruturado), a linha Chrono surge em preto, azul ou laranja tónico, com um acabamento em zig-zag prateado. Esta inovação acaba de entrar na oferta das department stores e lojas especializadas. Vendidos entre os 69,90 euros e os 75 euros, estes fatos completam a oferta balnear da Huit, que aposta no conforto e na elegância nas suas propostas.
Oxbow com lojas sazonais
A Oxbow está a testar em Saint-Jean-de-Luz e Cap Ferret um conceito de loja sazonal. As lojas vão funcionar unicamente no Verão, com uma oferta voltada para o balnear, e, em caso de sucesso, o conceito poderá estender-se a outras cidades costeiras. «Já identificamos 25 cidades à beira-mar que nos interessam», indicou Eric Bonnem, director-geral da marca pertencente ao grupo Lafuma. Após ter conquistado a Austrália e os EUA no ano passado, a Oxbow quer agora consolidar-se. Tendo como principais mercados a França, a Alemanha, o Benelux e a Espanha, cuja actividade «caiu», a marca quer ajudar os seus retalhistas. «Estão em reais dificuldades. Há naturalmente uma quebra nas encomendas», explicou Eric Bonnem. Com uma quebra de 6% no crescimento relativamente ao primeiro semestre, a Oxbow prepara-se para um ano em baixa: «o segundo semestre deverá registar uma redução de 5% a 10% da actividade. Mas isso surge depois de dois anos de crescimento e a nossa rede de retalho e monomarca é um indicador da boa orientação da marca. O importante é que a dinâmica económica não pare a dinâmica criativa da Oxbow, com todo o trabalho levado a cabo desde o Verão de 2007 por Carsten Haase», concluiu Bonnem.
Louis Vuitton viaja ao espaço
A Louis Vuitton foi ao espaço para encontrar os novos rostos da sua mais recente campanha publicitária: os astronautas americanos. Fotografados por Annie Leibovitz, a nova campanha de comunicação será lançada a 2 de Julho, ao mesmo tempo que o novo site da Internet, louisvuittonjourneys.com, que mostrará o “making of” da sessão fotográfica e as entrevistas com os protagonistas. E estes estiveram bem próximos das estrelas: Buzz Aldrin, que juntamente com Neil Armstrong foi um dos primeiros homens a pisar a Lua em 1969; Jim Lovell, que comandou a missão Apollo 13 em 1970; e Sally Ride, a primeira mulher americana no espaço. Um trio de luxo para a marca francesa de luxo que celebra, assim, à sua maneira, o 40.º aniversário da chegada do Homem à Lua.
Invista revoluciona jeans
A Invista prossegue as suas inovações à volta da Lycra e lança a Lycra lastingFit. Apresentada na última edição da feira Denim by Première Vision, a nova marca destina-se a tecidos denim. A Lycra lastingFit vem, assim, reforçar a longa experiência e a reputação da Invista no sector denim com uma fibra que permite, às peças de vestuário, conservar a forma, mesmo após repetidas utilizações. O segredo está na tecnologia e na utilização da fibra T400, o primeiro membro de uma família única de fibras que adopta o nome genérico de “elastomultiester” pela União Europeia. «É importante, para nós, fazer evoluir constantemente a nossa oferta de produtos no mercado», explica Marco Lucietti, responsável do segmento de pronto-a-vestir para a Invista Europa, que adianta ainda que «graças a um estudo recente, sabemos que 64% das nossas consumidoras preferem a marca Lycra e que as mesmas estão interessadas ou muito interessadas na compra de jeans que sejam duradouros e tenham uma melhor recuperação elástica».
Baterias apontadas à China
A casa de pronto-a-vestir de luxo Balenciaga anunciou a abertura das primeiras duas lojas próprias na China continental e expressou a intenção de desenvolver a sua implantação. A marca, propriedade do Gucci Group (o ramo do luxo do PPR), explicou em comunicado que as lojas se situam em Xangai e Hangzhou, embora a marca esteja igualmente presente no país através de lojas multimarca. «Queremos aumentar a nossa presença na China, cujo potencial de crescimento a longo prazo se revela sólido e são», declara a presidente da Balenciaga, Isabelle Guichot, em comunicado, onde revela ainda que a Balenciaga criou, para esse fim, uma filial com um parceiro local e «projecta abrir pelo menos mais duas lojas no próximo ano». A Balenciaga possui 26 lojas em todo o mundo, estando actualmente presente na Europa, no Japão, nos EUA, no Médio Oriente, na Rússia e no Brasil.
Renda de Calais em thriller
Agora que Calais acaba de inaugurar a sua “Cidade Internacional da Renda e da Moda”, dois jornalistas lançam o livro “Qui veut tuer la dentelle de Calais?” (Quem quer matar a renda de Calais?, numa tradução livre). Apresentado como um thriller, a obra desvenda os segredos da famosa renda. Embora pareça paradoxal face à recente inauguração, a verdade é que a indústria local está em vias de extinção. Chegada à cidade em 1821, a renda dava sustento a 580 produtores, com 2.708 artesãos em 1910. No seu apogeu, a indústria chegou a empregar 31.700 pessoas, quase metade dos habitantes da cidade. A II Guerra Mundial, contudo, marcou o início do declínio. «Em três gerações, tudo vacila e em 2009, em Calais, existem apenas 10 empresas produtoras para 285 artesãos e menos de 500 postos de trabalho». É com estas palavras que o livro lança o enredo. Noyon, Desseilles, Brunet, Codentel, Riechers & Marescot, Berthe, Storme, Boot e Cosetex – os últimos nove produtores – serão parte de uma espécie em vias de extinção? A obra dá a conhecer um meio muito fechado que suscita muita curiosidade. Players, federação, máquinas, modas e globalização, tudo o que se possa querer saber sobre a renda de Calais está nas 180 páginas do livro, escrito por Morgane Railane e Thierry Butzbach e com prefácio de Chantal Thomass.