Irreverência, vanguardismo e jovialidade são os trunfos que os sete expositores portugueses – Red Oak, Stand Up, Lightning Bolt, Nobrand, Fly London, Throttleman e Salsa – levaram na bagagem para a Bread&Butter Berlin, que começa hoje, 1 de Julho, no aeroporto Berlin-Tempelhof, o local escolhido para o regresso a casa, depois de quatro anos em Barcelona. «É com grande prazer que damos as boas-vindas a toda a comunidade B&B a este lugar único», afirma Karl-Heinz Müller. «Muitos expositores desejavam este regresso e inclusive aguardavam-no. Olhamos cheios de esperança para Berlim e Tempelhof. A ilusão nunca foi tão grande», acrescenta o director do certame.
Considerado pelo conceituado arquitecto Norman Foster como “A mãe de todos os aeroportos”, Berlin-Tempelhof foi desenhado por Ernst Sagebiel em 1935, que projectou o maior e mais moderno de todos os aeroportos da época. A 31 de Outubro de 2008 foi definitivamente encerrado ao tráfego aéreo. O objectivo foi agora transformar o antigo aeroporto num local excepcional para a realização de eventos e projectos de indústrias criativas. Não poderia começar de forma melhor, com o mais conceituado salão de moda jovem e alternativa da actualidade no plano internacional.
«Esperamos o melhor dos eventos celebrados até à data: uma magnífica e inspiradora Bread & Butter, de acordo com o nosso mote Fun & Profit», confia Karl-Heinz Müller. Para tal conta já com a ajuda de 550 expositores, distribuídos por nove áreas diferentes, cada uma concebida de forma a recriar um conceito de loja. Do lado dos visitantes, a organização enviou mais de 100.000 convites a visitantes profissionais. «Na última edição da Bread & Butter recebemos visitantes de mais de 100 países diferentes. Contamos novamente com uma forte presença internacional. A Europa inteira está a caminho. Para além da grande afluência de países como Itália, Inglaterra, França, Áustria, Suiça, Benelux e Escandinávia, será um enorme prazer para nós acolher muitos dos nossos amigos espanhóis na nossa cidade natal. Esperamos também muitos visitantes da Europa de Leste, América e Japão», revela Müller.
A comitiva portuguesa, organizada pela Associação Selectiva Moda (ASM) com o apoio do Qren, conta com uma estreante, a Red Oak, marca do grupo Hovar (ao qual também pertence a Throttleman) que escolheu esta feira para dar os seus primeiros internacionais. «Esperamos conseguir expandir a nossa base de contactos e vender no mercado externo», afirma Sara Rios, responsável pelo desenvolvimento da marca no mercado externo. Com uma colecção de inspiração vintage, para um estilo de vida urbano e irreverente com forte influências de jeanswear e uma paleta de cores iluminada pelas grandes metrópoles como Nova Iorque, Buenos Aires e Rio de Janeiro, a Red Oak antecipa muitos contactos sobretudo com «visitantes da Alemanha, da Holanda e do Leste Europeu», revela Rios.
As restantes marcas da comitiva da ASM – Stand Up, Lightning Bolt, Nobrand e Fly London – partiram também com expectativas elevadas para a capital alemã, transformada em nova Meca da moda. Já repetente na Bread&Butter, a Stand Up, cuja licença europeia é detida pela portuguesa Backtotop, acredita que está «é uma oportunidade de chegar a novos mercados, como é o caso dos Países Nórdicos e da Europa Central», explica o sócio-gerente Pedro Azevedo. Em destaque, a marca associada ao mundo do streetwear irá colocar os chinelos de praia e a linha dos Walk Shorts.
A Lightning Bolt vai “regressar ao passado” e revisitar as suas origens nesta edição da Bread&Butter. A Linha Style Masters, influenciada pelo período áureo da marca – a década de 70 –, «vai buscar inspiração às míticas pranchas Lightning Bolt, às fotografias de lendas do surf, como o nosso embaixador da marca Rory Russell, à logotopia vintage», afirma Maria João Nogueira, coordenadora de comunicação da marca. Este regresso da feira à Alemanha surge no momento certo para a marca detida pela TMG. «A mudança da B&B de Barcelona para Berlim vai de encontro aos nossos objectivos. Estamos, por isso, com elevadas expectativas quanto a esta nova fase da feira no que diz respeito à conquista de novos mercados», conclui Nogueira.