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Asics confiante no futuro

Publicada a: 01/07/2009
Fonte: Portugal Têxtil
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Com a opção de focalizar a sua oferta de produtos no segmento de desporto, a japonesa Asics Corporation rejeitou a diversificação para a área do streetwear, uma opção feita por diversas empresas concorrentes, e mantém-se fiel aos seus produtos de base e ao mercado de destino.

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Asics confiante no futuro

Os valores fundamentais formaram a base da japonesa Asics Corporation ao longo dos anos e continuam a fazê-lo, num momento em que o mundo está a tentar enfrentar a pior crise económica mundial em memória.

A Asics foi cuidadosamente construída com base na visão e nas crenças de um homem: Kihachiro Onitsuka. A empresa de equipamento desportivo, sedeada na cidade de Kobe, está a ultrapassar a tempestade económica de forma bastante confortável, observando os problemas que estão a desgastar outras empresas do sector.

De acordo com o seu presidente, Motoi Oyama, tudo poderia ter sido muito diferente. «Como podemos ver nos mercados, a Nike, a Adidas, a Puma e muitos dos outros grandes nomes expandiram os seus negócios para a área de moda e streetwear, afastando-se do puramente desportivo, mas são exactamente essas áreas que têm sido mais fortemente atingidas pelo impacto da crise económica», afirma Oyama.

«Todas essas empresas anunciaram números de vendas reduzidos para essa área das suas operações, mas não temos sido expostos a esse risco», acrescenta o responsável, embora admitindo que houve anteriormente uma forte tentação de diversificar no mesmo sentido e de tentar entrar no mercado no ponto em que o vestuário de moda toca no desportivo. Mas a empresa nunca deu esse salto e, em vez disso, focalizou a sua atenção no produto que tem sido o ícone da sua oferta. «Nos últimos cinco ou seis anos, temos expandido a nossa linha de calçado Onitsuka Tiger, porque tem uma boa imagem, tanto no mercado interno como no externo, e ainda não assistimos a qualquer quebra nas vendas desse artigo», revla Oyama.

O modelo que colocou a Asics no mapa foi desenvolvido por Onitsuka em 1951. Enquanto comia uma salada de polvo e pepinos, ocorreu-lhe que, se a forma côncava da ventosa do polvo pudesse ser replicada na sola dos sapatos, teria calçado que daria um controlo inigualável em qualquer campo de basquetebol. Esse flash de inspiração deu origem à sapatilha que foi usada pela equipa olímpica japonesa de basquetebol em 1956 e por milhões de crianças nas aulas de ginástica. E depois tornou-se um artigo de moda, com as riscas laterais que compõem o logótipo da Asics.

«Desde Novembro do ano passado que assisto aos noticiários da televisão e leio os jornais ouvindo tudo sobre a crise económica que estamos a enfrentar, especialmente nos sectores automóvel e electrónica, mas quando olho para as nossas vendas em todo o mundo, parece-me absolutamente claro que vamos ficar bem», confia Oyama.

Para o ano fiscal que terminou em 31 de Março, a Asics registou vendas mundiais consolidadas de 241 mil milhões de ienes (2,5 mil milhões de dólares), um aumento de 7% em relação ao ano anterior e um lucro operacional de 22,6 mil milhões de ienes (236 milhões de dólares), evidenciando uma margem operacional de 9,35%. O melhor desempenho foi registado na Europa, onde a margem das operações situou-se em 15,2%, embora os números para o Japão, com 6,58%, e para os Estados Unidos, com 6,15%, também sejam sólidos.

O maior problema para a empresa está associado com as grandes flutuações na taxa de câmbio – o dólar perdeu 25% do seu valor face ao iene, desde a quebra económica – e Oyama sabe que nada pode ser dado como certo na sua linha de negócios.

As vendas domésticas da empresa para os primeiros dois meses do novo ano fiscal são «aos altos e baixos», refere Oyama, mas vê o presente como um momento de oportunidade.

Segundo o presidente da Asics, o segredo por trás do sucesso da empresa é simples. «Temos uma boa reputação de bons produtos que são feitos para atletas verdadeiros. A qualidade é a nossa prioridade número um e temos 60 anos de história e know-how. Trabalhamos arduamente para proteger a nossa reputação e trazer produtos novos e inovadores para o mercado», conclui Motoi Oyama.

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