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Afinal, o lucro está na moda

Publicada a: 02/07/2009
Fonte: Portugal Têxtil
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O terceiro maior retalhista de moda do mundo, a H&M, apresentou na semana passada os resultados referentes ao segundo trimestre de 2009: aumento da margem operacional e dos resultados líquidos, como que a provar que o lucro ainda está na moda.

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Afinal, o lucro está na moda

Para aqueles que procuram a excelência e cujo modelo de negócio e a capacidade de gestão é superior, o lucro não parece sair de moda.

Apesar da crise poder servir de desculpa para o abrandamento da actividade ou para os erros de gestão, a cadeia sueca H&M contraria esta tendência porque tem no seu ADN o crescimento e a perseguição dos gostos dos consumidores e, consequência ou objectivo, a ampliação dos seus resultados líquidos. Um sinal claro de que quem lidera, ou está muito próximo da liderança, fica como que imune às crises e não necessita de se refugiar em muitas desculpas para justificar más decisões e fracas capacidades.

É com esta atitude que o segundo maior retalhista de moda europeu surpreendeu os analistas com um aumento da sua margem bruta de vendas para os 61%, um claro sinal de controlo que a sua gestão tem sobre as operações e que as suas equipas entendem o que o mercado quer, reduzindo por essa via as vendas em promoção com margens sempre inferiores.

A contribuir para os bons resultados da H&M, esteve também uma menor turbulência nos mercados cambiais, que aliviaram a pressão sobre as margens.

A H&M junta-se, assim, à Inditex na apresentação de resultados superiores à grande maioria da sua concorrência, escapando à crise e preparando-se para ganhar ainda mais posição aquando da retoma económica.

Os resultados antes de impostos da cadeia sueca cresceram 6,4%, para os 523 milhões de euros no trimestre, um valor também ele acima das expectativas.

As vendas de Maio estagnaram face a igual período do ano passado, enquanto que as vendas médias por metro quadrado registaram uma quebra de 9%. A empresa sueca não revela o seu volume de vendas em montante, mas apenas a sua variação percentual.

Os resultados dos líderes europeus do retalho de moda, H&M e Inditex, e de muitas outras empresas revelam que, apesar da estagnação do crescimento verificado nos últimos anos, a fileira moda ainda continua a movimentar milhares de milhões de euros e a representar muitas oportunidades de negócio para aqueles que lideram e gerem as suas operações com excelência.

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