Para fazer face à crise, a industria têxtil e de vestuário da Galiza aposta na reengenharia dos processos para baixar os custos finais e em estilistas flexíveis, que se adaptem bem às exigências de mercado e tenham vontade de trabalhar mais e melhor para que a “sua” marca se diferencie da concorrência.
Mercedes Huertas, responsável pelos Recursos Humanos do grupo Caramelo, foi uma das oradoras convidadas da conferência sobre o papel do estilista de moda realizada na Escuela Superior de Diseño de Moda.
Em relação à situação actual de crise económica no sector da moda, Mercedes Huertas afirmou que esta obriga a «gastar mais e a transformar menos», referindo que o estilista é uma «figura estratégica» em qualquer empresa têxtil. «Mais do que criativo, o desenho deve comunicar com o consumidor e é esse o valor acrescentado que o estilista deve oferecer nas suas criações», explicou
Sobre como adaptar-se à crise, a responsável pelos Recursos Humanos do grupo Caramelo revelou que as empresas devem apostar na «reengenharia dos processos», desde a produção à comercialização, para baixar os custos finais, principalmente porque «hoje a concorrência é feroz, obrigando as empresas a trabalhar melhor».
Segundo Mercedes Huertas, a concorrência directa no segmento de mercado da marca Caramelo é, no caso da linha masculina, a Hugo Boss, e, no caso da linha feminina, a Carolina Herrera, pois «ambos oferecem vestuário direccionado para um público da classe média-alta».
Deste modo, as principais armas do grupo têxtil Caramelo são «a qualidade dos tecidos e o design, que se distinguem por oferecer peças soltas e com volumes originais», salienta a responsável pelos Recursos Humanos. «O trabalho dos estilistas deve ser flexível, de acordo com as exigências do mercado, e estes devem sobretudo ter vontade de trabalhar mais e melhor para que uma marca se diferencie da concorrência», conclui Mercedes Huertas.