Numa altura em que se aconselha a apertar o cinto, um estudo realizado pelo TNS Consumer revela que sete em cada dez consumidores tentam economizar a todo o custo. Quatro fazem-no por prevenção anti-crise e três por obrigação, já que a situação familiar exige a uma contenção de gastos.
Estes foram os dados obtidos a partir de um estudo realizado a 1.500 compradores on-line na última semana de Maio. O estudo revela igualmente que quase metade dos entrevistados planifica as suas compras, procura qualidade e garantia dos produtos e dá sobretudo preferência os preços baixos.
90% dos consumidores têm optado por comprar marcas brancas, sendo que 54% fazem-no por preocupação, segundo demonstrou a análise, causando confusão e desconfiança entre os distribuidores, que entraram em guerra para lançarem as melhores ofertas.
Mas a crise não afecta todos por igual, conforme foi constatado através das diferentes respostas. O perfil maioritário é o consumidor que controla os gastos (44,7%), seguido do consumidor que acredita superar as dificuldades económicas facilmente (16,7%) e do que se irrita por ouvir pronunciar a palavra crise e prefere assim viver o dia-a-dia (15,1%).
Ainda sobre a crise, 10,7% dos consumidores dizem-se «preparados para o pior», 8,5% pensam «que vai passar e aproveitam as melhores ofertas» e 4,5% vivem o momento solidário porque «juntos podemos superar esta fase menos boa».
O estudo mostra também que as campanhas das grandes lojas com promoções de produtos conseguiram que cerca de 21% dos consumidores trocassem o lugar onde habitualmente faziam compras.
Relativamente às promoções, 39% dos consumidores preferem adquirir a segunda unidade mais barata, 35% aproveitam os cupões de desconto e 34% optam pelas campanhas leve três pague dois ou leve dois e pague um. 31% escolhem produtos com mais quantidade ao mesmo preço.