Para responder a compradores como Inditex, Dolce & Gabbana, Burberry, Diesel, El Corte Inglés, Prada, Adidas, Miroglio, Speedo, Christian Dior, Puma, United Colors of Benetton, Abercrombie & Fitch, Calvin Klein, Fast Retailing, Guess, Gap, JC Penney, Galeries Lafayette e BCBG Max Azria, que procuram, na conjuntura actual, empresas produtoras de tecidos ou de vestuário com capacidade de resposta rápida e flexibilidade para séries mais pequenas, posicionadas na linha da frente da moda, a Messe Frankfurt, entidade que organiza a Texworld, dá mais um passo em frente para consolidar o seu posicionamento de feira de moda e em linha com as questões éticas e ecológicas que marcam a actualidade da Indústria Têxtil e de Vestuário (IVT), como é o caso de Portugal. «A ITV portuguesa enquadra-se perfeitamente na realidade económica actual: preços competitivos, produtos de excelente qualidade, capacidade de resposta a pequenas séries, logística eficiente,… que seduzem designers e marcas que não podem permitir-se encomendas com os mínimos frequentemente impostos pelos fabricantes vindos da Ásia», afirma Michael Scherpe, presidente da Texworld France.
Quando o centro de exposições Paris Le Bourget abrir as suas portas a 8 de Fevereiro para acolher a 26ª edição da Texworld, o novo visual do salão vai surpreender, e seduzir, expositores e visitantes. O novo conceito desenvolvido pela agência de comunicação visual BelleVille faz um corte com a anterior linguagem. Segundo a BelleVille, o enfoque foi colocado na afirmação de que a Texworld é o principal local para os players dos sectores têxtil, do vestuário e dos acessórios: um mundo criativo, em constante mudança. «A nova imagem da Texworld reflecte a linguagem da moda e, até certo ponto, a linguagem da arte moderna. Neste contexto, as imagens permitem que os tecidos e o vestuário sejam apresentados em toda a sua diversidade, com uma abordagem sensual e descontraída. Graças à sua ambivalência, deixam também um grande espaço à imaginação, sem esquecer o humor! De certa forma, trocámos o mundo da produção (indústria/custos) pelo mundo do consumidor (prazer/criatividade)», explica Jean Salvadori, director-associado da BelleVille.
Esta mudança corresponde à natural evolução da Texworld, hoje fortemente orientada para a moda, vertente que tem procurado inclusive reforçar com iniciativas como o concurso “Designers & Fashion” ou o convite a escolas de moda para participar no certame, dando uma aula in loco. «O concurso “Designers & Fashion” permitiu criar sinergias entre empresas à procura de mais-valias e jovens designers, muitos dos quais receberam efectivas propostas de trabalho. Face ao sucesso desta iniciativa, temos a firme intenção de mantê-la e até desenvolvê-la mais», revela o presidente da Texworld France.
Consolidado seu posicionamento como salão de tecidos de referência, a Texworld decidiu lançar-se em novos desafios e apostar no vestuário. «Esta nova oferta foi inicialmente proposta no âmbito de uma estratégia política das autoridades chinesas para desenvolver a sua confecção na Europa. Mas, muito rapidamente, pudemos constatar que as empresas asiáticas não estavam interessadas nos mercados europeus, mais sim na procura crescente do seu próprio mercado interno», refere Scherpe. «No entanto, o sector do full-package, da sub-contratação, da co-contratação e do private label é uma oferta que merece ser desenvolvida, daí a importância de acolher confecções como, por exemplo, as portuguesas, particularmente competitivas neste domínio. Os compradores procuram, cada vez mais, encurtar e integrar verticalmente as cadeias de produção», acrescenta o presidente da Texworld France.
Global na geografia e na oferta têxtil, percursora nas tendências de moda e de eco-ética, investigadora de comportamentos no aprovisionamento e no consumo, a
Texworld é «uma plataforma internacional onde a oferta real dos expositores responde à procura efectiva dos compradores. E onde é ainda possíve,l na actualidade, realizar bons negócios, apesar do clima económico pouco favorável que todos conhecemos.
Esperamos realmente que a próxima edição da feira seja sinónimo de saída da crise», conclui Michael Scherpe.