Apesar do esforço para aumentar as suas vendas durante o abrandamento económico, os maiores retalhistas do mundo viram os seus lucros cair, como resultado em parte das fortes promoções, de acordo com os últimos números da Deloitte Touche Tohmatsu.
A rentabilidade nos 250 maiores retalhistas caiu dos 3,7% no ano fiscal de 2007 para os 2,4% no ano fiscal de 2008, que encerrou em Junho de 2009, conforme foi divulgado no relatório “2010 Global Powers of Retailing”. E os retalhistas de moda encontram-se entre os mais atingidos, com o crescimento das vendas a cair para valores negativos e os lucros cortados pela metade, para 4,1%.
No sector de retalho como um todo, a margem de lucro líquido baixou dos 3,7% registados um ano antes para os 2,4%, pondo um ponto final na melhoria nos lucros do retalho nos últimos anos, enquanto que as vendas entre as “Top 250” subiram 5,5%, ultrapassando os 3.800 mil milhões de dólares no exercício de 2008.
Quase todas as regiões e categorias foram atingidas. Os retalhistas na Europa viram a sua rentabilidade cair de 4,1% em 2007 para 2,7% em 2008, enquanto que na América do Norte caiu de 3,6% para 2,4%. Apenas os retalhistas na África e no Médio Oriente registaram uma maior rentabilidade.
A Wal-Mart manteve o seu lugar como o maior retalhista do mundo, embora a Tesco tenha caído do terceiro para o quarto lugar, ultrapassada pelo Metro Group. A TJX Companies Inc. é o maior retalhista especializado de vestuário e calçado, entrando na posição 42 no ranking de vendas no retalho no ano fiscal de 2008, seguida pela Inditex SA (número 54) e The Gap Inc (55). A Sears Holdings Corp (20), a Macy's (35) e o El Corte Ingles SA (41) são as maiores lojas de departamento do ranking.
Descrevendo o ano como «tumultuoso», Ira Kalish, director de negócios de consumo para a Deloitte Research, nos EUA, afirmou que «muitos retalhistas “compraram” as vendas com promoções fortes que atingiram em cheio os lucros. No entanto, já estamos a ver evidências de que, à medida que a recuperação económica se consolida em todo o mundo, os retalhistas deverão ser capazes de regressar a um caminho de melhoria da rentabilidade».