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Breves

Publicada a: 05/08/2010
Fonte: Portugal Têxtil
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  • Trevira produz fibra de milho
  • Nova unidade Golden Lady
  • Santana duplica produção
  • Calçado deslocalizado para a Indonésia
  • Renown planeia abertura de 2.000 lojas na China
  • Exportações da ITV sobem no Paquistão
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Trevira produz fibra de milho
A produtora de fibras e filamentos de poliéster está licenciada para produzir as fibras Ingeo, numa acção que pretende uma maior rapidez no fornecimento a produtores de tecido e detentores de marcas na União Europeia. As fibras de marca Ingeo, feitas a partir de fontes renováveis como o milho, são actualmente produzidas nos EUA pela NatureWorks LLC na sua unidade de produção em Blair, Nebraska. A decisão de conceder uma licença à Trevira irá ajudar a responder à procura destas fibras e fios, usados para diversos fins incluindo vestuário e têxteis-lar. «Devido aos seus conhecimentos técnicos, reputação exemplar e capacidade de reduzir o time-to-market para produtos, a Trevira é a empresa ideal para fornecer fibras Ingeo», explicou Eamonn Tighe, director de fibras e não-tecidos da NatureWorks European. Tighe afirmou que nos últimos 18 meses tem havido um crescente interesse das empresas europeias por fibras e não-tecidos fornecidos localmente com baixas pegadas de carbono para fins como o vestuário.

Nova unidade Golden Lady
A produtora italiana de meias vai construir uma nova unidade de produção na cidade sérvia de Loznica como parte de um investimento de 100 milhões de euros no país. A Golden Lady já opera duas fábricas em Valjevo e Loznica, com cerca de 2 mil trabalhadores. Para além das unidades na Sérvia, a empresa italiana tem mais nove fábricas em Itália e quatro nos EUA, que produzem mais de 400 milhões de meias por ano, assim como roupa interior, fatos de banho e pijamas.

Santana duplica produção
A empresa têxtil brasileira vai investir 30 milhões de dólares (23,2 milhões de euros) para duplicar a sua produção de denim na Argentina. A Santana Textiles anunciou que o projecto vai fazer com que a sua unidade de denim em Puerto Tirol, no norte da Argentina, produza 2 milhões de metros por mês, enquanto o número de postos de trabalho deverá aumentar dos 350 para os 600. A empresa afirmou que a expansão irá aumentar a sua procura de algodão para as 20 mil toneladas, das anteriores 10 mil toneladas por ano e que pretende expandir a sua quota de mercado na Argentina, onde tem crescido de forma agressiva nos últimos anos. O novo investimento irá permitir-lhe responder a 50% da procura de tecido denim do país, actualmente estimado em 5 milhões de toneladas.
 
Calçado deslocalizado para a Indonésia
A indústria de calçado da Indonésia conseguiu um investimento de 550 milhões de dólares (416,48 milhões de euros) de seis produtores de calçado de Taiwan e da Coreia do Sul que estão a deslocalizar as suas unidades de produção da China e Vietname, de acordo com a associação de calçado da Indonésia Aprisindo. A deslocalização, sobretudo para Java oriental, foi provocada pelo aumento dos custos laborais e das matérias-primas na China e no Vietname, e deverá estar concluída no final deste ano. No total, os seis produtores estão a fazer o outsourcing de uma quantidade significativa de calçado e produtos para marcas mundialmente conhecidas, incluindo a Nike, a Adidas, a Reebok e a Geox. Entre estes produtores, quatro empresas de Taiwan que produzem calçado para a Nike e a Reebok estão a concluir a sua deslocalização, com um investimento total de 400 milhões de dólares. Ao mesmo tempo os dois produtores sul coreanos sediados no Vietname, que fazem outsourcing para a Adidas e a Geox, vão investir 150 milhões de dólares na Indonésia. «A Geox deverá produzir até 100 mil pares por mês, enquanto a Adidas irá produzir até 850 mil pares de calçado até ao final de 2010», revelou o presidente da Aprisindo, Eddy Widjanarko. «Em Janeiro de 2011, a Adidas deverá produzir 1,2 milhões de pares de calçado por mês», acrescentou. A Aprisindo afirmou que mais produtores de calçado deverão deslocalizar-se para a Indonésia nos próximos anos, embora as actuais subidas das taxas de electricidade possam abrandar a onda de investimentos.

Renown planeia abertura de 2.000 lojas na China
A produtora de vestuário japonesa Renown Inc, actualmente em dificuldades, está a planear abrir pelo menos 2 mil lojas na China na próxima década, após ter vendido uma quota do seu negócio à empresa chinesa Shandong Ruyi Science&Technology Group Co. A maior parte das lojas serão em franchise, de acordo com as notícias dos meios de comunicação social japoneses. A Renown anunciou em Maio a venda de 41% à Shangdong Ruyi num negócio de 4 mil milhões de ienes (35,42 milhões de euros). A transacção é significativa porque é o primeiro grande investimento de uma empresa chinesa no mercado de vestuário japonês e as duas empresas afirmam agora que pretendem trabalhar em conjunto para superar as actuais dificuldades do negócio. Inicialmente as empresas planeiam abrir uma joint-venture em Pequim, que irá vender o vestuário, meias e roupa interior da Renown na China no próximo ano. Estão previstas vendas superiores a 100 mil milhões de ienes, assim como a expansão para outros países asiáticos.

Exportações da ITV sobem no Paquistão
As exportações têxteis e de vestuário do Paquistão cresceram 7%, para os 10,24 mil milhões de dólares (7,75 mil milhões de euros), no ano fiscal 2009/2010 (que decorre de Julho a Junho), em comparação com os 9,57 mil milhões de dólares do ano anterior. Já as exportações de calçado caíram 28%, para os 92 milhões de dólares, em comparação com os 128 milhões de dólares anteriores. A quota das exportações têxteis e de vestuário caiu 1%, para os 53% do total de exportações do país, que atingiram os 19,38 mil milhões de dólares. De acordo com os dados divulgados pelo gabinete de estatística do país, o valor das exportações de vestuário de tecido aumentou 4%, para os 1,28 mil milhões de dólares, e as do vestuário em malha subiram 1%, para os 1,76 mil milhões de dólares. Em termos de volume, as exportações caíram 5% e 3%, respectivamente. As exportações de algodão em bruto subiram 124%, as de fio de algodão aumentaram 27% e as de outros materiais têxteis 24%, em termos de valor. Contudo, as exportações de tela de algodão desceram 7% em valor, reflectindo o problema da disponibilidade de fio de algodão no país. O crescimento das exportações foi sobretudo impulsionado pelos subsídios em dinheiro e nas taxas de juro dados pelo governo, rápida desvalorização da moeda local e redução no valor por unidade nos mercados de exportação.

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