ModacalzadoMarco2012

 

Luxo aposta na China

Publicada a: 06/08/2010
Fonte: Reuters
(Clique para classificar esta notícia)
0
Tags:

O gigante asiático é cada vez mais o destino preferencial das marcas de luxo internacionais. Após assumir a liderança entre os principais exportadores mundiais e como principal destino das exportações de vários países, o mercado chinês está prestes a ultrapassar o norte-americano como principal importador mundial.

dummy
Luxo aposta na China

Os grupos de luxo estão a correr para se estabelecerem na China, mas o almejado mercado, que deverá ser o maior do mundo, é difícil de conquistar sem a existência de boas ligações com as autoridades locais ou sem parceiros que possam lidar com a mudança das regras.

O fabricante de produtos de beleza La Prairie, o joalheiro italiano Bulgari, a marca de produtos de couro Longchamp e a casa de moda Cerruti, encontravam-se entre as muitas empresas presentes no Reuters Global Luxury Summit que referiram que era difícil fazer negócios na China.

«A China é um pouco como o Faroeste», comparou o director-executivo da Cerruti, Florent Perrichon. «É necessário ser-se capaz de adaptar rapidamente e ter boas relações com as autoridades locais, bem como com parceiros locais», explicou

A francesa Longchamp, por exemplo, decidiu comprar o seu distribuidor chinês para conseguir o controlo e agora tem uma equipa chinesa para tratar das tarefas administrativas.

O director-executivo da Bulgari, Francesco Trapani, referiu que a burocracia local é extremamente complexa e que a expansão no mercado chinês representou um investimento significativo. «As regras mudam constantemente. De repente, vem um funcionário novo e há uma nova interpretação», apontou Trapani.

As regras e as mentalidades são muito diferentes de uma grande cidade e região para outra, refere Jean-Marc Jacot, principal responsável do relojoeiro suíço Fleurier Parmigiani. «As pessoas pensam que a China é um país, mas não é, são vários países. É necessário trabalhar com pessoas próximas ao governo, caso contrário, tudo vai demorar muito tempo», defendeu Jacot.

Os impostos sobre os bens de luxo na China são também algo a ter em consideração. Por exemplo, o preço de um automóvel Lamborghini é o dobro do preço praticado em Itália. Mas a Lamborghini, cujos preços na Europa oscilam entre os 180.000 e os 400.000 euros, está a usufruir da crescente procura na China.

A marca de automóveis espera vender mais de 100 carros na China continental em 2010, contra 80 no ano passado, com o país a representar cerca de 5% das vendas totais em 2009.

O director-executivo da marca, Stephan Winkelmann, considera que a mentalidade de negócios é um pouco diferente da europeia e observou, por exemplo, que o povo chinês tem dificuldade em aceitar que possam existir listas de espera para carros. «São pessoas de pagar a pronto», disse Winkelmann, acrescentando que se um carro não estiver no local para ser levado, a venda pode perder-se.

A China, actualmente o maior exportador mundial, é susceptível de ultrapassar os Estados Unidos da América (EUA) como o maior importador em 2016, segundo prevêem os analistas.

No ano passado, a China tornou-se no principal destino de exportação para a Austrália, Brasil, Japão e África do Sul e prevê-se que outros países sigam essa tendência, à medida que o apetite da China por importações continua a transformar a economia mundial.

Para a La Prairie, marca de gama alta pertencente ao grupo Beiersdorf, a China poderá ultrapassar os EUA dentro de cinco anos em termos de vendas, segundo defende o director-executivo, Dirk Trappmann.

Mas, segundo Trappmann, não será fácil. «A China é um dos mercados mais difíceis e exigentes, seguida da Coreia e do Japão», refere Trappmann, acrescentando que demorou pelo menos 12 meses para obter o registo dos ingredientes dos seus vários cremes faciais anti-envelhecimento.

As questões de certificação tornaram-se num foco de atrito comercial entre a China e as economias desenvolvidas. O presidente francês Nicolas Sarkozy apelou a um nível de igualdade para as empresas francesas na China durante a sua visita em Abril.

A Longchamp disse há alguns anos que a China exigiu a um rival que anexasse amostras de couro em todos os seus sacos, o que prejudicou as vendas durante algum tempo. O director-executivo, Jean Cassegrain, afirmou que o Brasil era comparável à China em termos de burocracia complexa.

No entanto, o produtor francês de champanhe Taittinger considera que o mercado chinês, onde as suas exportações estão a crescer 40% ao ano, é realmente importante. «A China é os novos EUA», proclamou o director-executivo, Pierre-Emmanuel Taittinger. «É por isso que temos de promover o champanhe na China - para torná-los felizes e pacíficos. Eles vão liderar o mundo durante os próximos 200 anos», concluiu.

Comentários

Não existem comentários.

Newsletter

 

Próximos Eventos

[14 fev 2012 - 16 fev 2012]
Paris – França
[13 fev 2012 - 16 fev 2012]
Paris – França
[10 fev 2012 - 14 fev 2012]
Frankfurt
[04 fev 2012 - 06 fev 2012]
Düsseldorf – Alemanha
[02 fev 2012 - 04 fev 2012]
Madrid – Espanha
[02 fev 2012 - 05 fev 2012]
Copenhaga – Dinamarca
[01 fev 2012 - 05 fev 2012]
Madrid – Espanha
[31 jan 2012 - 02 fev 2012]
Munique – Alemanha
[29 jan 2012 - 30 jan 2012]
Londres – Reino Unido
[29 jan 2012 - 01 fev 2012]
Munique – Alemanha
[27 jan 2012 - 29 jan 2012]
www.thebrandery.com
[26 jan 2012 - 29 jan 2012]
Milão – Itália
[25 jan 2012 - 27 jan 2012]
Florença – Itália
[21 jan 2012 - 23 jan 2012]
Paris – França
[21 jan 2012 - 23 jan 2012]
Paris – França
[21 jan 2012 - 24 jan 2012]
Paris – França
[20 jan 2012 - 22 jan 2012]
Valencia – Espanha
[19 jan 2012 - 21 jan 2012]
Florença – Itália
[18 jan 2012 - 19 jan 2012]
Lille – França
[18 jan 2012 - 20 jan 2012]
Berlim – Alemanha
[16 jan 2012 - 18 jan 2012]
Nova Iorque – EUA
[11 jan 2012 - 14 jan 2012]
Frankfurt - Alemanha
[10 jan 2012 - 11 jan 2012]
Nova Iorque – EUA
[10 jan 2012 - 13 jan 2012]
Florença – Itália
[10 jan 2012 - 13 jan 2012]
Florença – Itália
logos min economia, feder, primeANIVECATP