Lycra Sport com mais performance
A Invista, a detentora da marca Lycra, anunciou que está a alargar a sua gama de tecidos Lycra Sport, incluindo categorias de compressão e modelação. A Lycra Sport Energy foi concebida usando os mesmos padrões do tecido original Lycra Sport mas acrescenta características de performance para tecidos de compressão usados em desportos de elevada intensidade e energia. Já a Lycra Sports Beauty usa os padrões para vestuário de desporto onde a performance de modelação se encontra com «a beleza e estilo». Segundo a empresa, isso ajuda a melhorar o impacto da modelação dos tecidos, ao mesmo tempo que mantém a liberdade de movimentos e o conforto exigido para as atividades desportivas.
Lojas multimédia na Marks & Spencer
A Marks & Spencer indicou que está a trabalhar com a NCR Corporation para testar zonas multimédia nas suas lojas que combinam ecrãs digitais tácteis e paredes vídeo. Os ecrãs tácteis, que começaram a ser instalados nas suas lojas, permitem que os consumidores façam combinações diferentes de vestuário para criar um visual, dando-lhes acesso à vasta gama da M&S e permitindo-lhes encomendar vestuário nas cores e tamanhos desejados. «A solução de encomendas on-line na loja da NCR torna mais fácil para os consumidores combinar vestuário das nossas vastas gamas de moda de uma forma que se adeque melhor à sua forma corporal, tamanho e estilo, e fazer a encomenda num instante», explica o diretor do programa de tecnologias de informação Craig Smith. «A M&S é agora capaz de dar vida ao corte, fluidez e qualidade dos tecidos com um filme da passerelle de grande impacto nas paredes vídeo, combinado com as mostras físicas dos visuais, para ajudar os consumidores a manterem-se a par das tendências», acrescentou. Em novembro do ano passado, a Marks & Spencer revelou estar a fazer testes com lojas virtuais de vestuário nas suas lojas mais pequenas.
Sports Direct quer comprar Hot Tuna
A retalhista de artigos desportivos Sports Direct vai, aparentemente, comprar a marca de moda surf Hot Tuna, num negócio que envolverá 950 mil libras (cerca de 1,14 milhões de euros). A administração da Hot Tuna, que se irá tornar numa empresa de investimento após a venda do stock e da marca Hot Tuna, está a recomendar aos investidores que aprovem o negócio na reunião que terá lugar a 6 de fevereiro. Os resultados da venda à subsidiária da Sports Direct, a Brands Holdings – já detentora de marcas como a Slazenger e a Dunlop – serão usados parcialmente para pagar as dívidas, deixando resultados líquidos de cerca de 600 mil libras, indicou a Hot Tuna. A empresa, que será posteriormente rebatizada Concha, pode então tornar-se um alvo para as empresas que estão a tentar ganhar acesso à bolsa de valores AIM de Londres – onde a Hot Tuna está atualmente listada. A potencial aquisição por parte da Sports Direct surge após a empresa ter expressado o seu desapontamento pela venda do negócio a retalho da Blacks à rival JD Sports. A Hot Tuna colocou a sua marca epónima à venda em novembro do ano passado após uma série de fracos resultados, com vendas em declínio e aumento de dívidas. Sob os termos da aquisição da Hot Tuna pela Brands Holdings, o atual presidente Francis Ball será substituído por Mark Battles e os atuais diretores da Hot Tuna, Geoffrey O’Connell e Oscar Verden, irão também demitir-se, mantendo-se Marcus Yeoman como diretor.
Importações em queda nos EUA
As importações americanas de vestuário e produtos têxteis caíram 7,1% em novembro do ano passado, de acordo com o Gabinete de Têxteis e Vestuário do Departamento de Comércio dos EUA. As importações de produtos têxteis e de vestuário de algodão, lã, fibras sintéticas, misturas com seda e fibras vegetais que não o algodão totalizaram o equivalente a 4,25 mil milhões de m2, revela o Relatório de Importação de Têxteis e Vestuário. As importações de têxteis caíram 1% em termos anuais, para o equivalente a 2,47 mil milhões de m2, enquanto as importações de vestuário caíram 14,5%. Para o ano até novembro, as importações de têxteis e vestuário caíram 2,7% em comparação com o mesmo período de 2010, para o equivalente a 49,9 mil milhões de m2. Para os têxteis e vestuário individualmente, os números foram, respetivamente, o equivalente a 27,6 mil milhões de m2, menos 2,7%, e o equivalente a 22,3 mil milhões de m2, menos 2,8%.
Vendas na Asos crescem 46%
A Asos registou um aumento do volume de negócios no terceiro trimestre, graças à divisão internacional da especialista em vendas de vestuário on-line. A retalhista britânica indicou que as vendas consolidadas no retalho cresceram 46%, para 146,5 milhões de libras (175,43 milhões de euros), no trimestre terminado a 31 de dezembro. As vendas internacionais registaram uma subida astronómica de 93%, para os 84,5 milhões de libras, com as vendas nos EUA a crescerem 146%, para 13 milhões de libras. Na Europa as vendas aumentaram 33%, para 32,4 milhões de libras, e no resto do mundo o aumento foi de 179%, para 38,9 milhões de libras. As vendas internacionais representaram cerca de 58% do total, com as margens brutas a aumentarem 300 pontos base em comparação com o mesmo período do ano anterior. A retalhista registou ainda um crescimento de 10% nas vendas para o Reino Unido, para 56,3 milhões de libras – um aumento significativo em comparação com a subida de 1% das vendas registada no segundo trimestre. «Com o negócio a manter boas performances nesta conjuntura económica difícil, continuamos confiantes em relação às perspetivas e esperamos que os nossos resultados anuais estejam em linha com as expectativas do mercado», indicou o CEO, Nick Robertson.
Retalhistas abastecem-se na primavera
As importações dos retalhistas americanos deverão manter-se estagnadas em janeiro antes do habitual aumento na primavera, segundo os dados do relatório mensal Global Port Tracker elaborado pela National Retail Federation (NRF) e pela Hackett Associates. O relatório também indica que as importações totais em novembro subiram 1,2% em termos anuais, para o equivalente a 1,25 milhões de contentores marítimos (TEU, na sigla em inglês), enquanto os dados estimados para dezembro apontam para um aumento de 5,9%, para 1,21 milhões TEU. A NRF indicou que as importações em janeiro deverão rondar os 1,21 milhões TEU, mais 0,1% do que no ano passado, enquanto fevereiro – tradicionalmente o mês mais calmo do ano – deverá registar uma quebra de 3,3%, para 1,06 milhões TEU. Já março deverá trazer um aumento significativo nas importações, que deverão aumentar 10,5%, para 1,2 milhões TEU, uma tendência que se deverá manter em abril, cuja previsão aponta para um crescimento de 3,8%, para 1,26 milhões TEU. Já em maio o aumento não deverá ultrapassar 0,9%, para 1,3 milhões TEU. Em relação a 2011, as estimativas apontam para um aumento de 0,7% das importações, para um total de 14,86 milhões TEU. «Estamos a chegar à época baixa para os envios de carga, mas as previsões indicam que os retalhistas irão reabastecer-se nesta primavera em antecipação a uma recuperação moderada à medida que o ano avança», afirmou o vice-presidente da NRF para a cadeia de aprovisionamento e política alfandegária, Jonathan Gold. «O volume de carga não se traduz diretamente no volume de vendas, mas quando os retalhistas importam mais é porque esperam vender mais», concluiu Gold.