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Techtextil aquece motores

Na viagem para a próxima edição, a feira de têxteis técnicos e não-tecidos, que se realiza em conjunto com a feira de tecnologia Texprocess, aterrou no aeroporto do Porto para apresentar as novidades, incluindo os novos expositores portugueses que vão estar presentes, como a Island Cosmos e a Sedacor.

É para cima, mais precisamente para o espaço, que se vão concentrar os olhares na próxima edição da Techtextil e da Texprocess. As feiras organizadas pela Messe Frankfurt – que terão lugar de 9 a 12 de maio – adotaram como conceito agregador as viagens e a vida no espaço, com a ideia a materializar-se numa área no hall 6.1 onde os visitantes poderão conhecer os produtos em áreas como a arquitetura, alimentação, vestuário de proteção e mobilidade – elas próprias áreas em crescimento no universo dos têxteis técnicos – para habitar Marte e conquistar o espaço sideral, fisicamente e através de realidade virtual.

«As viagens espaciais são algo com que toda a gente está a sonhar», explicou, ao Portugal Têxtil, Michael Jänecke, diretor de têxteis técnicos e processamento têxtil na Messe Frankfurt. «A ideia é ter um ponto de partida para iniciar novos desenvolvimentos. Há já materiais certificados que são usados no espaço e nas viagens espaciais. Mas a questão é como obter informação sobre novos desenvolvimentos, quais são os desafios… A indústria têxtil pode ser parte da solução e dar respostas», sublinhou.

O conceito está a ser pensado em parceria com a Agência Espacial Europeia e com o Centro Espacial Aeroespacial da Alemanha e, mais do que apenas apresentar soluções já existentes, «é um espaço onde as pessoas vão ser chamadas a pensar sobre o assunto», acrescentou Michael Jänecke.

«Cada vez mais importante para o sector», como frisou na conferência de imprensa Paulo Vaz, diretor-geral da ATP que, através da Associação Selectiva Moda, apoia a presença de empresas portuguesas em Frankfurt, estarão na Techtextil cerca de 30 expositores nacionais, entre as quais se conta a estreia de empresas como a Island Cosmos e a Sedacor. «A cortiça é muito interessante porque as suas características abrangem toda a Techtextil, é um material que pode ser usado em todas as aplicações da Techtextil», reconheceu Cristina Motta, representante da Messe Frankfurt em Portugal ao Portugal Têxtil. «Temos ainda empresas, que vêm pela primeira vez, como por exemplo a Island Cosmos, assim como as outras que vêm regularmente à Techtextil», apontou.

A feira de têxteis técnicos e não-tecidos, que nesta edição se realiza de terça a sexta-feira em vez de segunda a quinta-feira, contará com 14 a 16 pavilhões nacionais, um dos quais português, e tem já um feito assegurado: o número recorde de espaço, que ultrapassou já o registado pela feira bianual em 2015 (ver Tradição nos têxteis técnicos). O vestuário funcional e os têxteis inteligentes são um dos pontos centrais do certame, que irá ainda atribuir os prémios relativos ao 14.º Techtextil Innovation Award, cujas candidaturas decorrem até 20 de fevereiro. «Ainda é possível candidatarem-se. Por isso, se conhecem alguém que tem um produto inovador, ainda vai a tempo», lembrou Michael Jänecke durante a conferência de imprensa.

Também a Texprocess – dedicada a tecnologia para o processamento de materiais flexíveis – conta com uma área recorde e com o Texprocess Innovation Award, para premiar os desenvolvimentos tecnológicos extraordinários, cujas candidaturas decorrem igualmente até 20 de fevereiro, estando ainda abertas a não-expositores.

De acordo com Elgar Straub, diretor-geral da associação de produtores de tecnologias para cuidados têxteis, tecidos e couro VDMA, que é parceira da Messe Frankfurt na organização da Texprocess, os grandes temas que estão a moldar o sector são a personalização, a digitalização e conceitos da indústria 4.0, a estamparia digital e a sustentabilidade. «Vão encontrar muitas destas soluções na Texprocess e na Techtextil», revelou na conferência de imprensa. Quanto à presença portuguesa, contabiliza cinco expositores. «Portugal tem sofrido muitas mudanças, mas está com bons registos», sublinhou Elgar Straub.

A presença nacional na Techtextil e na Texprocess faz-se ainda representar na segunda edição do Innovative Apparel Show, onde participa a escola portuguesa ESAD.

«Esperamos ter novamente um crescimento de visitantes, mas no final é a qualidade que conta. Estamos a tentar chamar pessoas de diferentes indústrias e novas pessoas, que ainda não visitaram a Techtextil e a Texprocess», resumiu Michael Jänecke ao Portugal Têxtil.