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10 anos de Contextile

Já é conhecido o programa da 6.ª edição da Bienal de Arte Têxtil Contemporânea Contextile. Entre 3 de setembro e 30 de outubro, Guimarães volta a acolher a mostra internacional onde serão exibidas obras de 54 artistas de 33 países e a exposição "10 artistas – O Têxtil na Arte Portuguesa". A Noruega é o país convidado para deste ano.

[©Contextile]

O programa da Contextile 2022 – 6.ª edição da Bienal de Arte Têxtil Contemporânea foi anunciado no jardim do Museu Alberto Sampaio, em Guimarães. «Dez anos depois, a bienal Contextile afirmou-se, objetivamente, como um dos mais importantes projetos de programação do território e o mais importante projeto resultante da Capital Europeia da Cultura [2012], que hoje continua a mostrar essa marca e que cruza duas dimensões que para o território são absolutamente fundamentais, e continua a fazê-lo de forma critica, criativa e interligada com a comunidade e com o território, que é este cruzamento entre a memória, o presente e o futuro do têxtil e a sua ligação com a interpretação artística», destacou o vereador da Cultura do município de Guimarães, Paulo Lopes Silva.

A mostra internacional, com 58 obras de 54 artistas, de 33 países, selecionados por um júri internacional, vai estar patente no Centro Cultural Vila Flor (CCVF) e visa ser «um retrato da criação da arte têxtil contemporânea no panorama nacional e internacional, com trabalhos artísticos provenientes de artistas dos quatro cantos do mundo».

[©Contextile]
A exposição “10 artistas – O Têxtil na Arte Portuguesa”, para assinalar os 10 anos de Contextile, vai estar no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) e contempla obras de uma dezena de criadores nacionais: Ana Vieira, António Barros, Eduardo Nery, Gisella Santi, Joana Vasconcelos, João Pedro Vale & Nuno Alexandre Ferreira, José de Guimarães, Leonor Antunes, Lourdes Castro e Margarida Reis. «A exposição assenta na ideia de “tempo re-ação tempo” que nos apresenta obras de artistas portugueses, com maior incidência a partir dos anos 60/70 (altura em que o maior interesse pela arte têxtil experimental surge em Portugal), e que incluíram nas suas práticas artísticas o têxtil, quer através da técnica, da matéria ou do pensamento-processo», refere a organização.

O convidado deste ano é o artista plástico ganês Ibrahim Mahama, de 35 anos, que vai fazer duas instalações de grande escala em espaços públicos de Guimarães. Uma das intervenções será na muralha do Castelo de Guimarães e a outra no Instituto de Design de Guimarães (IDEGUI), antevendo-se um trabalho na linha do que o artista fez na bienal de Veneza, em 2015 e 2017, no Museu Tel Aviv, em 2016, no Documenta Kassel, em 2017, na Whitecube Gallery e na Royal Academy of Arts London, em 2021.

«Ibrahim Mahama usa a transformação de materiais para explorar temas como mercadorias e bens primários, comércio, migração, globalização e intercâmbios económicos. Muitas vezes feitas em colaboração com outras pessoas, as suas instalações em grande escala empregam materiais recolhidos em ambientes urbanos, como restos de madeira ou sacos de juta que são costurados e colocados sobre estruturas arquitetónicas”» indica a Contextile.

Noruega é o país convidado

[©Contextile]
Para uma maior afirmação da arte têxtil em Portugal, onde ainda não é uma prática corrente no meio das artes visuais, e para reforçar a mostra de trabalhos ou obras de artistas estrangeiros, cujo contributo é fundamental para a excelência deste evento, a Contextile 2022 convidou, nesta edição, a Noruega, através do NTK – Norwegian Textile Artists Association, «a promover uma exposição de arte têxtil norueguesa com obras de 12 artistas», avança a organização.

A exposição de arte têxtil norueguesa vai contar com obras de 12 artistas: Anne Knutsen & Karen Kviltu Lidal, Ase Ljones, Asne Kummeneje Mellem, Cato Loland, Ingunn Bakke, Karin Lindell, Lilian Saski, Linn Rebekka Amo, Malin Bulow, Sidsel Palmstron, Siri Berqvam e Tore Magne Gundersen.