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10 inovações nas embalagens

Estão a surgir diversas empresas inovadoras com novos métodos de embalagem, os quais estão a ser aproveitados por marcas e retalhistas para transmitir uma mensagem, diminuir o desperdício ou simplesmente criar um impacto adicional no consumidor. 1. Defender o produto As marcas estão a encontrar novas formas de utilizar a embalagem como um meio de demonstrar as qualidades do produto. Criado por Ralf Schröder para a agência Scholz & Friends de Berlim, os relógios à prova d’água da Festina estão acomodados num saco transparente com água. A agência também repensou o design da embalagem para a Nike Air: as sapatilhas estão suspensas num saco plástico fechado, e assim parecem flutuar no “ar”. Este saco tipo “bolha” também reduz o risco de danos na expedição. 2. Prolongar a descoberta Evelio Mattos, diretor criativo da Design Packaging, salienta a importância do momento em que recebemos um produto de luxo. «A descoberta dos pormenores e funcionalidades (…) pode levar a impressões de marca mais fortes, criando uma sensação inesquecível de suspense intensificado, numa experiência que de outra forma seria mundana», explica. Mattos aponta para construções “pop-up”, abas para puxar e a utilização inesperada de materiais, como formas de atingir pontos de interação com o consumidor. 3. Embalagem luxuosa – não apenas para marcas de luxo O serviço de entrega mensal de higiene feminina do Le Parcel pode servir uma necessidade básica, mas a sua abordagem de nível elevado em relação à embalagem é essencial na estratégia da marca. De acordo com a Seven Fifty Five, a empresa que está na base do conceito de design da embalagem: «A Le Parcel sempre foi inflexível de que as suas caixas devem transmitir como que a abertura de uma prenda muito aguardada». O interior também foi alvo de um design rigoroso. 4. Experiências de compra sem culpa A marca sueca de moda Uniforms For the Dedicated inventou o Rag Bag, um saco de compras biodegradável que torna mais fácil doar as roupas indesejadas. Os sacos são pré-endereçados com portes pagos, para incentivar os consumidores a doarem as roupas velhas quando compram roupas novas. Com o slogan «Doe algo velho sempre que comprar algo novo», o saco é feito de um plástico resistente e biodegradável. A cor distingue entre o velho e o novo: branco para os produtos comprados e preto para os doados. 5. Comércio eletrónico híperfuncional A atual desvantagem para o comércio eletrónico é a enorme quantidade de embalagens necessárias, especialmente as matérias plásticas que não podem ser recicladas. O designer Yu-Chang Chou desenvolveu uma alternativa sustentável ao grande volume de embalagens perfeitamente reutilizáveis que são desperdiçadas nos sistemas de compras online. Quando os consumidores recebem o produto, podem dobrar e selar a embalagem e expedi-la para um endereço central, em troca de um reembolso do depósito que pagaram aquando da encomenda. 6. Produtos como embalagens Os designers estão também a abordar as questões ambientais eliminando por completo as embalagens. Embora esta abordagem não funcione para todos os casos, é particularmente bem-sucedida para tentar realçar determinadas qualidades do produto, como resistência e longevidade. Na edição limitada de denim da Mustang Jeans, vendida através do seu website de comércio eletrónico no Dia do Trabalhador em 2013, os jeans foram enviados do avesso, servindo assim como embrulho: a opção perfeita para transmitir uma mensagem de proteção e resistência. 7. Poder de compra dos sacos reutilizáveis A pesquisa sugere que a reutilização de sacos de compras não tem apenas um impacto positivo no meio ambiente, como também incentiva os gastos. Um relatório de 2014 da Harvard Business Review evidenciou que a prática de trazer-o-próprio-saco aumentava simultaneamente as compras de produtos conscientes e indulgentes em termos ambientais. O estudo, realizado em mercearias californianas, evidenciou que os indivíduos com os seus próprios sacos «são mais propensos a considerar espontaneamente comprar batatas fritas ou sobremesas e indicam relativamente maior disposição para pagar por alimentos destas categorias, bem como por alimentos orgânicos». 8. Utilizações posteriores Outra direção para o desenvolvimento do design dos sacos de compras passa pela sua transformação em novos produtos úteis. O saco de papel Hangbag transforma-se em cabide com algumas torções e dobras, numa tentativa de substituir os cabides de plástico. Os sacos dispõem de um gancho de suporte e instruções impressas. O saco de compras “Never Wasted” da Lee é outro exemplo: o saco de papel oferece múltiplas utilizações quando recortado, incluindo uma carteira para cartões de crédito, um jogo de cobras-e-escadas, um calendário de mesa ou um sinal de “não perturbar”. 9. Diversão surreal Num mundo cada vez mais visualmente orientado, é cobiçada a capacidade de criar o design ideal atrativo para os média sociais – e o humor é o veículo perfeito para alcançar este objetivo. Exemplos recentes de sucesso incluem o Let’s Play XXL Bag da San Li Tun Village’s, que faz o utilizador aparecer surgido de um ovo de dinossauro. Estas ideias simples assumem uma nova ressonância na era dos média sociais e das experiências partilháveis. 10. Abordagem multissensorial A importância do som e do cheiro não deve ser subestimada. «Considere todos os sons que a sua embalagem faz – cada som oferece-lhe a oportunidade de ajustar o valor percebido do design da embalagem e, portanto, da marca», refere Evelio Mattos. O olfato é também esquecido quando se trata de comércio eletrónico. Embora o marketing olfativo seja utilizado para fornecer a identificação da marca na loja, Mattos alerta que «a maioria dos produtos comprados online continua a chegar em embalagens com cheiro de armazém, criando uma desconexão olfativa para os utilizadores finais».