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10 tendências para 2018

O ano novo chegou e trouxe consigo novos padrões que prometem moldar a indústria da moda. Sem diagnósticos reservados, as certezas que temos derivam entre a afirmação dos novos players asiáticos até à nova fase da globalização.

O estudo, realizado pela Business of Fashion e a Mckinsey sobre as projeções de vendas da indústria global da moda, dá conta de um crescimento de 3,5% a 4,5% em 2018, conduzido pelos mercados emergentes da Europa, Ásia-Pacífico e América Latina.

As 10 tendências, obtidas através de uma série de entrevistas realizadas a executivos e a especialistas da indústria, dividem-se em três grandes categorias: a economia global, a mudança no consumo e alterações no sistema da moda.

Macroeconomia

Longe vão os tempos em que os mercados ocidentais eram o grande pilar da economia mundial. Atualmente, assistimos a uma deslocação do crescimento económico das regiões maduras do ocidente para mercados emergentes no Sul e no Leste. Segundo o relatório da McKinsey FashionScope, em 2018, mais de metade das vendas de vestuário e calçado será proveniente de áreas fora da Europa e do Norte da América. Neste sentido, as cidades com potencial de crescimento nos mercados emergentes tornar-se-ão importantes centros da indústria da moda.

Além disso, a adoção de tecnologias disruptivas como robótica de ponta, internet móvel, análise de dados avançada, realidade virtual aumentada e inteligência artificial estão em forte escalada, com o poder de perturbar indústrias inteiras – incluindo a moda. E com o aumento do comércio global digital, torna-se mais difícil para os “heróis locais” competirem com uma proposta de valor médio quando qualquer um, em teoria, pode ser um campeão mundial.

Mudanças no consumo

O conforto dos consumidores modernos com os canais e conteúdos digitais impulsionou a separação do modelo tradicional de compra, partindo numa viagem complexa entre pontos de contato online e offline.

Os consumidores esperam hoje a perfeita funcionalidade das plataformas online e um sistema de apoio imediato ao cliente. Enquanto os clientes exigem, cada vez mais, entregas rápidas, os players competem constantemente entre si para conseguirem a expedição mais rápida. O acesso à informação facilita as comparações de preços, colocando em causa a fidelidade às marcas. Entre os millenials, dois terços admitem trocar de marca por um desconto de 30% ou mais.

O sistema da moda

De mãos-dadas com o movimento “online”, muitas empresas estão à procura de soluções que permitam, simultaneamente, reduzir os custos operacionais da loja, reavaliar as redes de ligação e inovar no tipo de experiência para atrair mais consumidores.

As vendas do sector tradicional da fast fashion têm crescido a um ritmo acelerado, mais de 20% ao longo dos últimos três anos, e os novos players online têm conquistado terreno. No entanto, a redução do tempo de entrega exige profundas alterações no modelo tradicional de negócio, uma maior dinamização da cadeia de aprovisionamento e a mudança para um modelo de negócios focado no “cliente- centro”, enquanto líder decisivo do rumo do design, da produção e da comercialização, obriga a uma readaptação das empresas a esta nova realidade que poderá determinar a sua permanência no mercado.

Os 10 pontos que ocuparão a agenda da indústria da moda em 2018

Previsivelmente imprevisível

A incerta e imprevisível turbulência geopolítica é o novo “normal”. As empresas têxteis devem estar vigilantes e ser ágeis, de forma a adaptarem-se a um ambiente volátil, concentrando as atenções no que estiver realmente em seu total controlo.

Globalização reiniciada

A nova fase de globalização, caracterizada pelo crescimento exponencial da banda larga transfronteiriça, da conectividade e dos fluxos de dados digitais, irá alterar as regras do jogo e conferir a alguns players vantagens competitivas.

Asiáticos pioneiros

Os players asiáticos irão munir-se, ainda mais, de poder e liderança através de inovações vanguardistas, de investimentos à escala global e da expansão.

No plano pessoal

À medida que os valores dos consumidores florescem à volta da autenticidade e da individualidade, as marcas irão atribuir mais valor às informações que permitam a sua adaptação a estas recomendações, à envolvência dos influenciadores digitais e a experiências personalizadas.

Primeiro as plataformas

Os consumidores irão, cada vez mais, consultar as plataformas online primeiro como ponto de pesquisa, atraídos pela conveniência, relevância e quantidade de oferta.

A pergunta deixou de ser “se” para saber “como” colaborar com as grandes plataformas online.

Obsessão por telemóveis

A obsessão por telemóveis continuará em crescimento e as soluções de pagamento também. Desta forma, os consumidores esperam que as empresas correspondam eficazmente ao progressivo aumento.

Inteligência artificial torna-se real

Os lideres da inovação irão revelar soluções com recurso à inteligência artificial aplicável a toda a cadeia de valor da moda, explorando novas formas de criar valor para a indústria.

Todas as possibilidades vão para lá das funcionalidades tradicionais das máquinas envolvidas no processo de criatividade e de interação com o cliente, tornando mais ténue a linha que separa a criatividade e a tecnologia.

Sustentabilidade credível

À medida que a economia circular começa a integrar-se na cadeia de valor, um número crescente de marcas opta por adotar processos de reciclagem desde a preparação da fibra ao reforço da inovação tecnológica, que possibilitará uma maior eficiência, transparência, missão orientada e melhorias eticamente genuínas.

Preços baixos

O sector com preços baixos continua em ascensão, influenciado pela alternativa ao escoamento de stock e baixo crescimento. No entanto, o mercado americano surge com um aviso sobre a saturação e possível canibalismo das vendas.

A Europa e a Ásia têm apostado forte neste sector, mas correm o risco de esmagarem as margens de lucro se não considerarem de forma pertinente as estratégias.

Pensamento Startup

Devido à necessidade urgente e intensa de inovações tecnológicas na indústria, cada vez mais empresas de moda tentam integrar as qualidades inerentes às startups, tais como agilidade, colaboração e abertura. As novas regras do jogo obrigam a uma abertura da mente a novos tipos de talentos, novas formas de trabalhar, novos tipos de parcerias e novos modelos de investimentos.