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12 meses de inovação

Ao longo de 2016, o Portugal Têxtil deu-lhe conta das pequenas, médias e grandes transformações sentidas na indústria têxtil e vestuário. Em tempo de balanços, é já seguro afirmar que, aquém e além-fronteiras, este ano fica marcado de forma indelével pelo choque tecnológico.

Enquanto se alinham os desejos para casar com as 12 badaladas da noite da passagem de ano, a equipa do Portugal Têxtil convida o leitor a uma revisão ao ano que agora se esgota.

Ao logo do bissexto, a inovação mereceu muitas manchetes (ver Tecnologia invade retalho). Neste âmbito, foi dado um destaque muito particular à realidade virtual e aumentada aplicada ao retalho e à moda (ver Quando a moda é aumentada), à impressão 3D – com particular foco nas propostas das marcas desportivas (ver Corrida a três dimensões) – ao hibridismo do omnicanal (ver Retalho tropeça no omnicanal), à revolução da indústria 4.0 (ver A nova revolução industrial) e às novas formas de distribuição e pagamento (ver O futuro está a chegar).

O retalho feito de experiências (ver O boom das experiências) e a customização (ver Individualismo ao quadrado) foram outros dos assuntos na ordem do dia.

Os protagonistas deste enredo digital? A Amazon, apresentada como a grande vencedora do retalho online em 2016 (ver Ano de mudança no retalho), e a Farfetch, startup de José Neves que continua a recrutar talento em território nacional (ver Farfetch na corrida ao talento nacional).

O ano que agora termina foi também orientado pela pertinência das emergentes ou reativadas gerações de consumidores – os criteriosos millennials roubaram grande parte das atenções, mas a conectada geração Z e os regressados X’s também estiveram no radar dos analistas (ver Encontro de gerações) –, bem como pelo primado do athleisure (ver Athleisure é tendência do ano), que foi até tema de capa da edição de março do Jornal Têxtil (ver Athleisure em alta).

Nos mercados, e considerando as relações das empresas nacionais com estas duas geografias, o Reino Unido e respetivo referendo que votou “sim” à saída da União Europeia e colocou os mercados em alerta (ver Na peugada do Brexit) , e os EUA, com a eleição de Donald Trump como sucessor de Barack Obama na Casa Branca e consequente sinal vermelho para o avanço da Parceria Transpacífico (TPP) (ver EUA põem TPP em causa), motivaram e deverão continuar a motivar vários títulos no Portugal Têxtil.

Mais otimistas são as notícias que chegam de Cuba e do continente africano, mercados em mutação e repletos de oportunidades. A morte de Fidel Castro poderá desencadear uma maior abertura da economia cubana (ver Cuba depois do adeus a Fidel); já o potencial económico, somado à população mais jovem do planeta, está a alimentar uma revolução cultural e social em África, impulsionada pelo desejo de contar a verdadeira história africana (ver A nova África).

No aprovisionamento, o destaque vai para a Etiópia. Na última década, na tentativa de desenvolver o país e afastar-se das atividades do sector primário, a Etiópia tem estado empenhada em assumir o papel de potência global na indústria têxtil e vestuário (ver Etiópia: a nova fábrica do mundo?).

O luxo continua em desaceleração – sobretudo no aterrorizado solo francês (ver Londres substitui Paris) – e o retalho off-price em subida (ver Os vencedores e os vencidos de 2016), mas nada parece abalar o modelo de negócios da abelha-mestra do retalho, a Zara (ver O segredo mais bem-guardado da Zara). Entretanto, a arquirrival H&M continua à procura de fechar o ciclo em prol de uma moda rápida mais sustentável (ver A pegada verde da H&M).

Dentro de portas, a capacidade inovadora e de renovação do sector motivaram também os mais impressionantes relatos – alguns já foram levantados pelo Portugal Têxtil antes das férias de verão (ver O que é nacional é bom) e todos podem ser explorados através de uma navegação pela tag empresas. Já as marcas, esforçaram-se por mostrar que o “made in Portugal” passa, cada vez mais, pelos canais digitais ou experiências omnicanal.

Neste encadeamento, a ERT convenceu o júri do Prémio PME Inovação Cotec/BPI, que recebeu das mãos do Presidente da República (ver ERT vence prémio inovação) e a Cofemel foi eleita a melhor do sector pela revista Exame (ver Cofemel é a melhor do sector).

Considerando o interesse que despertaram aos nossos leitores, os destaques dos momentos mais marcantes do sector em 2016 vão ainda para a participação de 50% da Sonae nos negócios da Salsa, em maio último (ver Sonae compra Salsa), para a cedência do Grupo Amorim da sua posição maioritária na Gierlings Velpor à Lantal Textiles AG (ver Amorim vende Gierlings Velpor), para a troca de mãos da Gerber Technology (ver Gerber Technology muda de mãos) ou para o investimento da TMG nas suas instalações em Vila Nova de Famalicão (ver TMG investe mais de 50 milhões de euros). A expansão da Villafelpos, com novos investimentos na área industrial e a diversificar ainda mais os mercados e produtos (ver Villafelpos da onda da expansão), e a constante superação de barreiras no design da Paulo de Oliveira (ver Design sem fronterias na Paulo de Oliveira) também captaram os cliques dos leitores.

Boas entradas e continue a ler-nos em 2017! Que se sigam 12 meses de bons negócios, novos mercados e mais investimentos. Para não perder o fio à meada de tudo aquilo que acontece dentro e fora de portas, assine a newsletter diária do Portugal Têxtil aqui e torne-se também assinante do Jornal Têxtil aqui.