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20 prémios para a Escola de Engenharia da UMinho

Investigadores e estudantes da maior escola da Universidade do Minho receberam, no último trimestre do ano passado, duas dezenas de prémios e louvores nacionais e internacionais. Raul Fangueiro, presidente da associação Fibrenamics, foi um dos galardoados.

Raul Fangueiro

Raul Fangueiro, que há 10 anos arrancou com a Fibrenamics, dedicada ao universo das fibras e sua aplicação nas mais diversas áreas, recebeu uma distinção na categoria Pessoas na cerimónia que celebrou uma década de trabalho da agora associação. «Foram [10 anos] muito intensos, de grande crescimento e de consolidação de uma ideia inicial que, em boa hora, foi bem acolhida pelo Programa Ciência Viva. Nessa altura, estaríamos longe de imaginar que a Fibrenamics seria, neste momento, uma interface tecnológica perfeitamente consolidada, com os resultados que todos conhecem, com os vários produtos, as várias tecnologias que vai desenvolvendo e, sobretudo, pelo reconhecimento à escala global», referiu em entrevista ao Jornal Têxtil, publicada na edição de novembro de 2021.

Raul Fangueiro, que é atualmente diretor do 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil e está também entre os 2% dos cientistas mais influentes do mundo de acordo com um estudo da Universidade de Stanford e do grupo editorial Elsevier, destacou ainda que «o 2C2T é o único centro de investigação na área têxtil em Portugal e é um centro que tem tido, ao longo dos anos, um reconhecimento muito forte pela comunidade científica internacional, mas também nas diversas avaliações que a Fundação para a Ciência e Tecnologia tem feito aos centros de investigação» e que «sendo já um centro de grande história dentro da Universidade do Minho e dentro do panorama científico português, é um centro que se vai continuar a afirmar nestes materiais e neste design de têxteis para também suportar o crescimento das empresas portuguesas, e da sociedade em geral, nesse domínio».

Além de Raul Fangueiro, e de acordo com o comunicado da Universidade do Minho, destacaram-se ainda, no último trimestre de 2021, Estela Bicho Erlhagen, que está na lista mundial “50 Mulheres em Robótica que Precisa de Conhecer”, da Robohub, André M. Carvalho, distinguido nos “40 Rising Star” da Sociedade Americana para a Qualidade, e José Teixeira e António Vicente, referidos nos “Highly Cited Researchers”, da consultora Clarivate.

Estela Bicho Erlhagen [©Universidade do Minho]
Ao nível da participação em conferências internacionais, vários investigadores receberam prémios pela apresentação de melhores artigos, nomeadamente Paulo Novais na 19.ª PAAMS (Espanha), por um sistema de negociação homem-robô de venda de artigos, Diogo Ribeiro, Luís Miguel Matos e Paulo Cortez na 21.ª ICCSA (Itália), pela deteção de anomalias no aperto de parafusos industriais, Luís Ferreira, Filipe Romano e Paulo Cortez na 22.ª IDEAL (Inglaterra), ao preverem falhas em equipamentos de manutenção, e Henrique Faria na 2.ª INNCYBER (Lisboa), pela sua tese sobre criptografia.

Distinções em diversas áreas

Já Manuel Mota foi o primeiro a receber o Prémio Carreira Júlio Maggiolly Novais, da Sociedade Portuguesa de Biotecnologia, pelo seu papel pioneiro na área, e José Meireles, Hugo Puga e Vítor Carneiro ganharam o Prémio Cruz Azevedo, da Associação Portuguesa de Análise Experimental de Tensões, pelo trabalho sobre avanços no fabrico de painéis em ligas de alumínio para ferrovia, aeronáutica e maquinaria, que foi considerado o artigo do ano da revista “Mecânica Experimental”.

Os alunos da Escola de Engenharia da Universidade do Minho estiveram igualmente em destaque. Helena Felgueiras obteve o Prémio Elsa Piana (Itália), da Associação Tessile e Salute, por criar fibras com óleos essenciais para máscaras antivirais, Ana Ramos recebeu o Prémio José Folque, da Sociedade Portuguesa de Geotecnia, ao prever o comportamento dinâmico a prazo nos sistemas ferroviários, Jorge Fernandes levou o Prémio Arquitetura, Sustentabilidade e Inovação – Dissertação, do Fundo Ambiental e da Ordem dos Arquitetos, por avaliar sistemas da arquitetura regional portuguesa e a ecologia da construção, Catarina Cubo fez a Melhor Apresentação Doutoral no 45.º Colóquio da Associação Portuguesa da Qualidade, ao medir a qualidade nos diversos níveis da organização, e Manuel Silva teve o Melhor Estágio Norte da Ordem dos Engenheiros e um diploma do Colégio de Eletrotécnica. Gilberto Cunha (tecnologias quânticas) e Mariana Carvalho (inteligência artificial médica) receberam bolsas anuais Novos Talentos da Gulbenkian e Magda Duarte, Miguel Peixoto e Gabriela Oliveira foram distinguidos com o Prémio UMinho de Iniciação na Investigação Científica, graças a teses sobre muografia de edifícios, nova física e propagação de fogos florestais.

Manuel Mota [©Universidade do Minho]
As distinções incluíram ainda Anabela Alves, Paulo Lourenço e Helena Dias, pelo seu percurso nos 46 anos da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e 28 alunos-atletas foram galardoados com o Prémio de Mérito Desportivo da Universidade do Minho, juntando a excelência académica e desportiva, sendo as campeãs Joana Cunha e Patrícia Silva igualmente reconhecidas na XX Gala do Desporto da Universidade do Minho.

«As distinções afirmam a qualidade, a inovação e a dinâmica desta academia», resume o comunicado da Universidade do Minho.