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2005 Melhor que 2004

Num contexto de novos desafios para o segmento das malhas e da confecção, o JT teve uma breve conversa com Inês Branco, directora de comunicação e marketing da Empresa Têxtil Nortenha, que nos fez um pequeno ponto de situação da empresa e do sector, e para quem este ano deve proporcionar melhores resultados que 2004

Jornal Têxtil (JT) – Como está a correr este ano, quais são as suas expectativas em termos de resultados e qual é a estrutura actual da empresa?

Inês Branco (IB) – O nosso segmento em particular já viveu dias mais fáceis, mas este ano está a correr um pouco melhor do que no ano passado; estimamos ter um aumento de 10 por cento no volume de negócios, relativamente ao do ano passado, que foi de 22,7 milhões de euros. Depois da reestruturação que fizemos, estamos a contar com cerca de 300 trabalhadores.

JT- Qual é a percentagem actual de exportação e que mercados destacaria?

IB – Exportamos mais de 90% da produção e trabalhamos sobretudo para private label.

O mercado mais significativo para nós tem sido o italiano, que representara cerca de 25 por cento da componente internacional. Depois temos a Alemanha com 19 por cento, seguido da Bélgica com 17 e do reino Unido com 15 por cento.

JT- O mercado alemão, com a sua significativa dimensão, mas com as suas dificuldades nos últimos anos…

IB – Sim, embora não tenha, como se sabe, indicadores económicos muito interessantes, o mercado alemão acaba por ser representativo para nós, dado termos lá um bom cliente que nos continua a fazer encomendas muito interessantes.

JT- Como é que asseguram a componente moda dos artigos para esses clientes?

IB – Através da nossa equipa própria de design, com estilistas nacionais.

JT- A Nortenha esteve na Magic, em Las Vegas…

IB – Estivemos na Magic (final de Agosto a inicio de Setembro), mas enquanto não encontrarmos outro agente, não conseguimos trabalhar aquele mercado eficientemente.

Os EUA já foram um grande mercado para nós, mas depois tornou-se menos interessante, não só pela valorização do euro face ao dólar durante um significativo período do ano passado, como por esta troca de agente.

JT- Há novos mercados em vista? As empresas portuguesas, por iniciativas das Associações e do Icep, têm estado na Europa de Leste, e na Rússia, por exemplo…

IB – Quanto a novos mercados, estamos e estudar alguns nas regiões que referiu. Quanto à Rússia, vamos aguardar, pois sabemos que é muito difícil encontrar lá um agente e que há muitas dificuldades de comunicação. Mas estamos atentos…