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40 milhões: o número da escravatura moderna

De acordo com os últimos dados relevados, mais de 40 milhões de pessoas terão sido vítimas de escravatura moderna em 2016. A este número juntam-se os 152 milhões de crianças sujeitas a trabalho infantil no ano passado.

A este propósito, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) advertiu para o risco de se falharem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a menos que os esforços para travar a escravatura moderna e o trabalho infantil sejam aumentados.

A mais recente pesquisa, realizada conjuntamente pela OIT e pela Fundação Walk Free, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), revelou a «verdadeira escala» da escravatura moderna, noticia o Just-style.

Os dados, divulgados durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, mostraram que mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas de escravatura moderna no ano passado, enquanto uma estimativa complementar divulgada pela OIT confirmou que cerca de 152 milhões de crianças, com idades entre os 5 e os 17 anos, foram sujeitas a trabalho infantil.

As novas estimativas revelaram também que a mulheres e crianças estão mais vulneráveis à escravatura moderna, representando quase 29 milhões ou 71% do total. Entre os 40 milhões de vítimas da escravatura moderna, cerca de 25 milhões de pessoas estavam em trabalho forçado e 15 milhões viviam casamentos forçados.

O trabalho infantil continua concentrado nas atividades agrícolas (70,9%), enquanto quase um em cada cinco trabalhadores menores de idade trabalha no sector dos serviços (17,1%) e 11,9% na indústria.

«O mundo não estará em posição de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a menos que se aumentem drasticamente os esforços para combater estes flagelos», afirmou o diretor-geral da OIT, Guy Ryder. «Estas novas estimativas globais podem ajudar a moldar e a desenvolver linhas de ação para prevenir o trabalho forçado e o trabalho infantil», acrescentou.

As novas estimativas globais são um esforço coletivo dos membros da Aliança 8.7, uma parceria mundial para acabar com o trabalho forçado, a escravatura moderna, o tráfico humano e o trabalho infantil que congrega diferentes parcerias a fim de atingir a meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A meta 8.7 exige medidas efetivas para erradicar o trabalho forçado, a escravatura moderna e o tráfico humano, assim como o trabalho infantil.

Segundo o relatório “Global estimates of modern slavery: Forced labour and forced marriage”, em 2016, a escravatura moderna foi mais prevalente em África, seguida pela Ásia e Pacífico e depois pela Europa e a Ásia Central.

No entanto, o relatório advertiu que estes resultados devem ser interpretados com algum cuidado devido à falta de dados para algumas regiões.

O relatório mostrou que 16 milhões foram sujeitos a trabalho forçado na economia privada em 2016, com 9,2 milhões de mulheres (57,6%) e 6,8 milhões de homens (42,4%). Esta percentagem supera os 70% para adultos forçados a trabalhar na agricultura, trabalho doméstico ou produção.