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5 alvos do retalho – Parte 2

Novas modalidades de comércio e tendências de moda invadem o sector do retalho chinês, obrigando a uma readaptação dos serviços prestados e opções de compra disponibilizadas a um cliente que é cada vez mais sofisticado e independente.

A crescente importância do género feminino impõe uma nova dinâmica e obriga a uma readaptação do sector do retalho na China. Os bens de luxo acessíveis crescem em popularidade e com o amadurecimento do comércio digital, o serviço e conveniência prestados emergem como fatores diferenciadores da oferta. (ver 5 alvos do retalho – Parte 1)

Investimento no m-commerce
Os dispositivos móveis ocupam o primeiro lugar entre os meios privilegiados de acesso à internet na China, tendo substituído os computadores como dispositivo preferencial de navegação em julho de 2014.

Durante a primeira hora do Dia dos Solteiros, o maior evento comercial em território chinês, a quota de vendas de m-commerce mais do que duplicou em comparação com o ano passado e deverá continuar a crescer, representando mais de 50% do total de vendas de e-commerce operadas na China.

As melhorias registadas nas tecnologias de pagamento móveis têm fomentado a tendência. A maior plataforma chinesa de pagamento online, a Alipay, foi um dos aplicativos mais utilizados no sistema operativo iOS em 2014 e, até outubro, mais de metade das transações efetuadas através desta plataforma ocorreu em smartphones.

Os pagamentos realizados através de plataformas de comércio social, como o WeChat, tornam-se progressivamente mais convenientes para os compradores de m-commerce, devido às expedições automáticas.

O m-commerce tem sido especialmente dinamizado pelos consumidores que residem em cidades e regiões secundárias. As cidades principais e as grandes áreas industrializadas respondem, ainda, pela maioria das vendas desta modalidade de comércio mas os compradores residentes em cidades de menor dimensão recorrem, cada vez mais, a este mecanismo. Em Xangai, 24% dos pagamentos foram executados através de um smartphone no ano passado, em comparação com 60% do total evidenciado na província Shaanxi.

Esta tendência cria uma nova oportunidade de expansão em mercados regionais secundários, um potencial de crescimento que é reconhecido pelo Grupo Alibaba, que planeia investir 1,6 mil milhões de dólares na melhoria da logística destas regiões nos próximos cinco anos.

A agilização das transações através de dispositivos móveis é uma prioridade para os retalhistas chineses, através da alavancagem das plataformas de redes sociais com m-commerce integrado e diversificação de opções de pagamento em mobilidade.

Desporto em expansão
A pressão do quotidiano moderno de uma economia em crescimento inspira a ambição de um estilo de vida equilibrado entre a população chinesa. Entre 2011 e 2013, as preocupações com um quotidiano equilibrado aumentaram em 46% nos microblogs, articuladas em função do trabalho, finanças, escândalos da indústria alimentar e poluição.

Em paralelo à consciência ambiental crescente e preocupação com questões de âmbito social, os consumidores chineses estão a dedicar-se às disciplinas da saúde e fitness como uma forma de melhorarem a sua qualidade de vida, aumentando o consumo de artigos desportivos.

O valor do mercado do desporto na China ultrapassou os 32 mil milhões de dólares pela primeira vez em 2013, de acordo com dados do Euromonitor, existindo ainda um considerável potencial de crescimento no sector, que se fará notar em 2015.

A despesa per capita em artigos desportivos foi de 16,70 dólares em 2013 e deverá alcançar os 25,20 dólares em 2018, mantendo-se ainda longe da média americana de 258,20 dólares por indivíduo.

Em 2014, a Adidas inaugurou a sua primeira loja de referência “Original Neighbourhoods” em Xangai, enquanto a Nike testou um novo conceito de merchandising no centro de inovação da marca em território chinês.

A Lululemon abriu três showrooms na China e está envolvida com a crescente comunidade de yoga na criação de aulas. As retalhistas Old Navy e H&M expandiram, também, os espaços dedicados ao vestuário e equipamento desportivo em Xangai.

A sofisticação dos consumidores de cidades secundárias propiciará a penetração do segmento desportivo nessas regiões em 2015. De um ponto de vista experimental, as retalhistas e marcas desportivas terão de investir em formas de integrarem o quotidiano dos consumidores e construírem uma oferta de marca sólida, em paralelo ao investimento contínuo de marcas de moda, como Zara, H&M e Uniqlo, na ampliação da sua oferta para desporto.