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Breves

  1. CEO da Dielmar destaca-se nos negócios
  2. Uzbequistão sob fogo
  3. UE negoceia com as Filipinas
  4. New Balance aposta na impressão 3D
  5. Kering sente o peso das matérias-primas
  6. Site de John Legend leva a loja a casa

1CEO da Dielmar destaca-se nos negócios

Ana Paula Rafael, CEO da empresa de vestuário Dielmar, é uma das nomeadas para o Prémio Máxima Mulher de Negócios, uma iniciativa promovida pela revista Máxima com o apoio do Jornal de Negócios que tem como objetivo «celebrar e reconhecer as mulheres que se destacaram em funções de liderança e empreendedorismo em Portugal». No ano em que a empresa que lidera celebra 50 anos, Ana Paula Rafael, licenciada em Direito, volta a ver o seu trabalho reconhecido, depois de ter sido condecorada pelo Presidente da República com a distinção de “Comendador da Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial”. A CEO da Dielmar foi selecionada por um júri composto por diretores e editores de publicações económicas e personalidades ligadas ao mundo dos negócios, juntamente com seis outras mulheres que se distinguiram este ano. Decorre agora um processo de votação aberto ao público (aqui) até 31 de dezembro, devendo a vencedora ser conhecida no início do próximo ano.

2Uzbequistão sob fogo

Retalhistas e importadores de vestuário estão a pedir ao Banco Mundial para suspender os empréstimos ao Uzbequistão devido a preocupações com a utilização de trabalho forçado na colheita de algodão neste ano. Segundo alegam, o governo do país não cumpriu os compromissos que assumiu de impor leis que proíbam o trabalho infantil e forçado e estão a pedir que os pagamentos sejam suspensos até o governo acabar com a utilização de trabalho forçado em todas as áreas de projeto do Banco Mundial. Embora o Banco Mundial tenha solicitado a monitorização por um grupo de direitos laborais e tenha exigido a implementação de leis a proibir trabalho forçado e infantil para os projetos no Uzbequistão, «nenhuma dessas medidas foi completamente implementada», afirmam os subscritores do apelo ao Banco Mundial, que incluem a Inditex, a American Apparel and Footwear Association e a Textile, Clothing and Footwear Union da Austrália. De acordo com a Cotton Campaign, ao longo de 2015 o governo do Uzbequistão forçou os agricultores a cumprir as quotas de produção e outros cidadãos a cumprir as quotas de colheita de algodão sob a ameaça de penalidades. A monitorização dos trabalhadores durante a colheita de algodão em 2015 no Uzbequistão trouxe resultados inconclusivos – embora não tenha sido encontrada a utilização sistemática de trabalho infantil, foram levantadas «preocupações sérias» em relação a trabalho forçado.

3UE negoceia com as Filipinas

A União Europeia e as Filipinas iniciaram as conversações sobre um acordo de comércio livre, numa tentativa de impulsionar o comércio e o investimento. Os planos para negociar um acordo de comércio livre com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean na sigla original), da qual as Filipinas fazem parte, começaram em abril de 2007. Em dezembro de 2009, após a suspensão das conversações em termos regionais, foi decidido retomar as negociações com os países individuais da Asean, caso a caso. A UE está também atualmente a negociar com dois outros países da Asean – a Malásia e a Tailândia –, tendo já concluído as negociações com Singapura e o Vietname. Em 2014, as Filipinas exportaram 165,5 milhões de euros em vestuário para a UE, um aumento de 12,5% face a 2013, dos quais 92,4 milhões de euros corresponderam a vestuário em malha e 73,1 milhões de euros a vestuário em tecido. Desde o início deste ano, o país beneficia da inclusão no sistema generalizado de preferências GSP+ da UE, que permite a exportação de mais 6.274 produtos – incluindo vestuário – para a UE sem taxas aduaneiras nos próximos 10 anos.

4New Balance aposta na impressão 3D

A marca de desporto New Balance vai lançar os seus primeiros ténis de corrida com uma sola intermédia impressa em 3D que, afirma, representa uma «revolução» no equilíbrio entre flexibilidade, resistência, peso e durabilidade. A maior parte dos sapatos impressos em 3D feitos até à data são rígidos e pesados e não são apropriados à corrida. Mas a New Balance afirma que as suas solas intermédias em 3D têm propriedades que são muito semelhantes às solas intermédias tradicionais em espuma encontradas em calçado de desporto. O design é baseado em dados recolhidos da sola do pé, apresentando mais amortecimento em áreas de maior pressão média. As novas solas intermédias são o resultado de uma colaboração exclusiva com a 3D Systems e o seu pó de elastómero recentemente desenvolvido, o DuraForm Flex TPU. A produção envolve a sinterização seletiva com laser, um processo que converte matérias-primas em pó em peças sólidas, camada a camada, utilizando um laser. «Este projeto representa uma colaboração técnica sem precedentes no calçado», afirma Sean Murphy, diretor sénior de inovação e engenharia da New Balance. «Para conseguir este nível de performance com um componente impresso em 3D, juntamos especialistas em corrida e biomecânica com líderes em engenharia de polímeros, desenvolvimento de materiais e design. É este tipo de colaboração que irá impulsionar o design e produção de calçado no futuro», acrescenta. A edição limitada dos ténis de corrida será lançada em Boston, em abril de 2016 e, posteriormente, em pontos de venda selecionados da New Balance em todo o mundo. A New Balance produz mais de 4 milhões de pares de calçado de desporto por ano nos EUA e tem cinco unidades produtivas em New England, nos EUA, e uma no Reino Unido. Em 2014, a empresa registou um volume de vendas de 3,3 mil milhões de dólares (3,12 mil milhões de euros).

5Kering sente o peso das matérias-primas

O grupo de bens de luxo Kering está a aumentar os esforços para colocar um valor monetário no impacto ambiental causado pelas suas operações e cadeia de aprovisionamento mundial, onde as matérias-primas têm um peso substancial. O grupo, que detém marcas como a Gucci, Saint Laurent e Stella McCartney, publicou em maio o seu primeiro relatório de lucros e perdas ambientais para 2013, tendo revelado que 93% do seu impacto ambiental se situa ao nível da cadeia de aprovisionamento. O mais recente relatório, que se debruça sobre o ano de 2014, mostra que mais de metade do impacto está associado à produção (49%) e processamento (25%) de matérias-primas. A boa notícia é que no último ano o crescimento do volume de negócios ultrapassou o aumento da pegada ambiental, que em 2014 ficaram estimados em 793 milhões de euros (+ 2,2% face aos 776 milhões de euros de 2013), enquanto o volume de negócios subiu 4,5% no mesmo período, passando de 9,66 mil milhões de euros para pouco mais de 10 mil milhões de euros. Grande parte dos esforços de sustentabilidade do grupo está centrada na redução dos impactos de materiais como couro e algodão, assim como de têxteis produzidos a partir de fibras animais e sintéticas. Apesar de ter havido algumas melhorias, o impacto das matérias-primas subiu, «sobretudo devido a um aumento no volume de produção, o que resultou na necessidade de maiores quantidades de matérias-primas», explicou a empresa. «Estamos a integrar mais os lucros e perdas ambientais nas nossas principais decisões e a monitorizar os impactos ambientais, como as alterações climáticas, nas nossas cadeias de aprovisionamento e nas matérias-primas que são estrategicamente importantes para nós no curto e longo prazo», explica o presidente do conselho de administração e CEO, François-Henri Pinault. O grupo afirma que a análise dos lucros e perdas ambientais em 2014 é uma ferramenta eficiente de tomada de decisão e que tem havido «alguns resultados positivos» na redução do impacto das matérias-primas e das técnicas de produção.

6Site de John Legend leva a loja a casa

O website de moda do cantor John Legend, o Bungalow Clothing, lançou um serviço de personal styling para mulheres. O website, que combina os talentos de uma equipa de personal stylists com tecnologia de vanguarda para criar guarda-roupas para clientes, evoluiu da versão beta e os consumidores podem agora efetivamente usar um stylist para escolher as suas roupas, a partir de uma variedade de mais de 100 marcas que incluem nomes como Halston Heritage, IRO, J Brand Chaser, David Lerner e Ramy Brook. A ideia por detrás do conceito é trazer uma experiência de boutique de luxo à casa dos consumidores. Os clientes recebem uma série de artigos selecionados em casa e depois decidem o que vão comprar. Os itens a devolver serão recolhidos em casa ou escritório, bastando apenas enviar uma mensagem de texto à empresa. «Estamos muito entusiasmados por anunciar que as mulheres adoraram a experiência do Bungalow Clothing desde o início – acesso a marcas de gama alta da forma mais conveniente possível – e que vamos tornar a experiência ainda mais rica com o nosso serviço de personal styling», afirmou John Legend. Fundado em 2013 por Rob Wright, Jonathan Snyder, Meital Bronstein e John Legend, o BungalowClothing.com tem como objetivo mudar o processo e a experiência de compras online para «consumidoras de gama alta». Fornece serviços de personal styling para mulheres que gostam da conveniência do comércio eletrónico e nem sempre têm tempo para comprar em lojas de retalho. O conceito da casa como o novo provador é uma tendência crescente na indústria da moda. No início do ano, foi lançado o website Try.com, que permite que os utilizadores encomendem artigos de marcas da high street, as experimentem em casa e as comprem ou devolvam posteriormente, enquanto sites como o Net-A-Porter.com usam regularmente stylists e personal shoppers para ajudar os clientes a escolherem as roupas.