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Acelerar a fast fashion

A nova estratégia da Mango apresenta-se como o próximo passo da fast fashion: lançamento quinzenal de novos produtos já a partir de fevereiro de 2016, o fim dos catálogos impressos e um novo compromisso com a investida digital. Quem será capaz de acompanhar a retalhista espanhola?

Apresentada pela marca como «uma grande revolução» ao renovar as suas ofertas de moda a cada duas semanas para «responder às necessidades do mercado», com esta nova estratégia a Mango aproxima-se da já conhecida abordagem fast fashion de retalhistas como a compatriota Zara e a sueca H&M, analisa o WGSN.

Associado a esta nova estratégia está também o lançamento, todos os meses, de uma nova campanha publicitária, que mostra «as últimas tendências» e é apresentada «pelo rosto que melhor as define», explica a retalhista. A cada duas semanas, a marca vai também publicar novos conteúdos no seu website para divulgar a mais recente coleção disponível em loja.

Mas a revolução da Mango não se esgota aqui. A par do novo modelo com 26 lançamentos ao ano, a retalhista espanhola vai também colocar um ponto final ao seu catálogo impresso – através do qual comunicava com 22 milhões de consumidores –, devido «à velocidade e imediatismo do universo fast fashion».

Em contraponto, o online, responsável por cerca de 10% do volume de negócios da cadeia de moda, vai assumir-se como o seu «maior comprometimento». Este terá uma investida ramificada entre a página online, RRSS e Apps com «conteúdo mais atualizado, dinâmico e inovador». «A velocidade e o imediatismo serão os fatores-chave nesta estratégia e é por isso que todas as equipas da Mango estão a focar os seus esforços em ter o produto certo na loja no momento certo», resume a Mango sobre a sua nova estratégia.

Desde que o termo fast fashion emergiu no final dos anos 1990, as perguntas em torno das duas temporadas de moda por ano começaram a ter múltiplas respostas. Atualmente, o online, as redes sociais e os “gostos” dos pares são o que realmente marca o compasso da moda e a fast fashion transformou-se num cenário no qual o consumidor está cada vez mais no controlo e, assim sendo, os retalhistas terão de “correr” para acompanhá-lo.

Com este passo, a Mango está não só a garantir entrada na nova fase da fast fashion, mas também a dizer que duas temporadas por ano não funcionam, indicando as micro-temporadas como o futuro possível do retalho.