Início Notícias Retalho

Tomar o pulso ao vestuário e calçado

A cena athleisure a assumir-se cada vez mais promocional, o retorno dos benefícios da racionalização dos espaços físicos e o tráfego em loja a dar continuidade à sua trajetória de queda à medida que os consumidores apostam cada vez mais no online estão entre as 10 previsões que deverão moldar os sectores do vestuário e do calçado dos EUA em 2016.

O que estará na calha para a para a Lululemon, a Hanesbrands e o Ascena Retail Group também constam entre as previsões dos analistas para o corrente ano.

No ano passado, o “novo normal” transformou-se num ambiente verdadeiramente competitivo/promocional, impulsionado pela quebra no tráfego nos espaços físicos, pela mudança para o online, por uma indústria de vestuário saturada e pelo afluxo de novos jogadores. E, de acordo com os analistas da FBR & Co, 2016 não deverá afastar-se desta realidade, informa o just-style.com.

Mas com as marcas focadas na gestão dos stocks, na cadeia de aprovisionamento/omnicanal e na otimização do espaço, a paisagem poderá apresentar-se mais colorida do que em 2015.

Jogos Olímpicos vão impulsionar vendas de calçado desportivo

Os Jogos Olímpicos, adianta a FBR & Co, deverão continuar a alavancar as vendas de calçado em 2016. Ainda que as vendas no segmento basquetebol tenham abrandado recentemente, os analistas acreditam que o seu apelo irá regressar com os jogos de basquetebol no evento no Rio de Janeiro no próximo mês de agosto.

Além disso, espera-se que a corrida continue a mostrar-se um segmento forte, com mais inovação, estilos e lançamentos, e que o vestuário atlético técnico também saia beneficiado.

Athleisure deverá abrandar e tornar-se promocional

Ainda que os analistas afirmem que o vestuário atlético técnico continuará a prosperar, impulsionado por estilos de vida saudáveis, estes esperam que a categoria “athleisure” comece a abrandar este ano e se torne cada vez mais promocional (isto é, alvo de descontos), algo que é suscetível de afetar marcas como a Lululemon Athletica e Athleta.

O produto athleisure começou a assumir-se mais promocional durante a quadra natalícia e o mais provável é que esta tendência continue, uma vez que a indústria começa a ficar saturada devido à apresentação contínua de novos atores, ao facto de os consumidores já terem os seus guarda-roupas abastecidos e destes continuarem orientados para produtos com valor.

A racionalização dos espaços vai começar a beneficiar os retalhistas

Um dos principais temas do ano passado foi o aumento do número de retalhistas que começou a racionalizar o seu portefólio de lojas, incluindo a Chico’s, o Ascena Retail Group e a Gap Inc. Os analistas esperam que a tendência continue em 2016, com o crescente movimento dos consumidores em relação às compras online e com anúncios sucessivos de encerramentos de lojas.

Dito isto, o movimento também deve começar a dar frutos para retalhistas que começaram mais cedo a fechar as portas dos seus espaços, caso da The Children’s Place, Aeropostale, Chico’s e Abercrombie & Fitch.

Ascena deverá somar pontos com a trajetória da Justice

Todas as empresas têm altos e baixos, mas no que à Justice, marca do Ascena Retail Group, diz respeito, os analistas preveem que o caminho seja ascendente. As vendas em loja deverão ser positivas no segundo semestre do ano e as margens devem melhorar no decorrer do ano fiscal de 2016.

Lululemon continuará a adiar

Depois de adiar diversas vezes o anúncio da melhoria da sua margem bruta (inicialmente estava previsto para 2014, depois foi empurrado para o segundo semestre de 2016 ou para o primeiro semestre de 2017), os analistas da FBR & Co anteveem um novo adiamento.

Os analistas referem que tal deverá acontecer como resultado de uma menor eficiência da cadeia de aprovisionamento, a um movimento em direção a um produto mais sazonal e orientado pelas tendências, à mudança para categorias com margens de lucro mais baixas (homem/criança/ internacionais), etc.

Hanesbrands com nova aquisição

Depois das aquisições da Maidenform, DBApparel e Knights Apparel em 2013, 2014 e 2015, a fabricante de vestuário Hanesbrands poderá revelar novo negócio este ano, que os analistas consideram poder trazer novos dividendos.

Chico’s e The Children’s Place com margens estabilizadas

Se a Lululemon terá de esperar para assistir a um incremento na sua margem, os analistas acreditam que a Chico’s e a The Children’s Place terão as suas margens brutas estabilizadas este ano. Isto será impulsionado por uma melhor gestão de stocks, gestão de despesas, encerramentos de lojas, novos sistemas, melhoria na performance, etc.

O regresso da Carter’s

Ainda que o desempenho da Carter’s em 2015 tenha sido inferior ao dos seus dividendos a dois dígitos nos últimos anos, 2016 deverá revelar-se mais positivo para a empresa de vestuário de crianças. Os ventos favoráveis (como a estabilização laboral, a racionalização de stocks, o sourcing direto e a eficiência da cadeia de aprovisionamento) deverão fazer subir as receitas, revelam os analistas.

O peso dos bens duráveis

Com taxas de juros ainda baixas, os analistas preveem que os bens duráveis ​​continuem a ter peso no consumo em 2016. No entanto, isso pode diminuir uma vez que as taxas deverão aumentar ao longo do ano, o que seria um fator positivo para categorias como o vestuário.

Tráfego nos centros comerciais continuará em declínio

A quebra no consumo nos shoppings deverá manter-se ao longo de 2016 à medida que os consumidores apostam cada vez mais alto nas compras online. Esta mudança nos hábitos de consumo deverá surtir impacto no retalho físico, todavia, a racionalização dos espaços deverá começar a mostrar resultados.