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  1. YuniquePLM soma cliente na nuvem
  2. Vestuário anima saldos no Reino Unido
  3. Lei anti-dumping sobre o calçado é inválida
  4. Gap mantém previsões de lucro
  5. Algodão estável na Índia
  6. EUA importam mais

    1YuniquePLM soma cliente na nuvem

    A marca de lifestyle para criança Chasing Fireflies começou a usar a versão sediada na “nuvem” do YuniquePLM da Gerber Technology, numa tentativa de manter a consistência, visibilidade e eficiência no desenvolvimento de vestuário para criança. A empresa, que vende online e através de catálogo, está a usar a ferramenta para substituir as folhas de Excel que anteriormente eram enviadas para os fornecedores para fazer as amostras e a produção final. Os designers da Chasing Fireflies gerem os desenhos com o YuniquePLM Design Suite, que permite que criem, acedam e modifiquem os modelos, a paleta de cores, as imagens e outros dados diretamente no PLM sem ter de sair Adobe Illustrator. «O YuniquePLM in the Cloud dá todos os benefícios de negócio do YuniquePLM mas com os benefícios acrescidos da tecnologia na nuvem», afirma Bill Wenzel, diretor de soluções de negócio na Chasing Fireflies. «Os nossos fornecedores serão capazes de aceder ao YuniquePLM para desenvolvimento em colaboração e para toda a informação de que necessitam e as nossas equipas de merchandising, desenvolvimento e sourcing podem aceder à informação onde quer que estejam», acrescenta.

    2Vestuário anima saldos no Reino Unido

    Os consumidores britânicos aproveitaram em pleno os saldos de vestuário e calçado em janeiro, tendo contribuído para um aumento das vendas de moda, que ajudaram a impulsionar as vendas a retalho no geral. As vendas a retalho no Reino Unido subiram 3,3% no primeiro mês de 2016 – o melhor crescimento desde setembro de 2015 –, segundo o mais recente BRC-KPMG Retail/Online Sales Monitor. Em termos comparáveis, as vendas subiram 2,6% face a janeiro de 2015. O BRC afirmou que a boa reação aos saldos de vestuário, impulsionada pela vaga de frio nas duas primeiras semanas do mês, contribuiu para este resultado. As vendas de vestuário em malha e vestuário de exterior tiveram bons resultados, enquanto os vestidos e leggings tiveram uma performance menos boa. «Depois de um início lento para o outono-inverno, as vendas de vestuário e calçado subiram na primeira metade do mês, com os preços promocionais a chamarem a atenção», sublinhou David McCorquodale, diretor de retalho na KPMG. As vendas online de produtos não-alimentares subiram 14,9% em janeiro. Embora a procura online por vestuário tenha crescido acima da procura nas lojas físicas, registou um abrandamento em comparação com dezembro. Mas se as vendas pela Internet fossem excluídas, as vendas totais de vestuário teriam caído. E apesar do crescimento ter sido impulsionado pelas promoções, alguns retalhistas reportaram um forte apetite pelas novas gamas.

    3Lei anti-dumping sobre o calçado é inválida

    A Comissão Europeia revelou ao just-style.com que pode aceitar a decisão do Tribunal Europeu de Justiça que condenou as taxas “anti-dumping” impostas sobre o calçado em pele feito na China e no Vietname que é importado pela União Europeia. A decisão significa que pode agora haver pedidos de devolução de taxas pagas pelos retalhistas. As taxas anti-dumping foram impostas em 2006 devido a preocupações de que o calçado fosse vendido na UE abaixo dos preços de produção e têm sido alvo de controvérsia desde então, com vários retalhistas a considerarem que as mesmas são ilegais e a exigirem devoluções. «A Comissão vai avaliar o resultado da sentença e as suas implicações antes de aconselhar as autoridades alfandegárias sobre como a implementar», indicou o porta-voz de comércio da Comissão, Joseph Waldstein. O comentário surgiu após a sentença tornada pública no passado dia 4 de fevereiro que indica que a lei de 2006 – que impôs taxas sobre as importações baratas da China (no geral de 16,5%) e do Vietname (10%) – é parcialmente inválida. A sentença indica que a UE não teve em consideração, quando avalia o custo de produzir calçado, que certos produtores nestes países são atores independentes do mercado livre. Embora a China e o Vietname não sejam países com mercados livres, o que significa que a UE geralmente faz assunções sobre os seus custos de produção olhando para mercados de comércio livre mais ricos, as regras da Organização Mundial do Comércio afirma que as empresas nestes territórios podem provar ser atores do mercado livre. Estas empresas têm de ter avaliações especiais sobre os seus custos – e o tribunal afirma que a UE falhou, em alguns casos, nesta avaliação. A decisão abre a porta a pedidos de devolução de taxas pagas pelos retalhistas. A retalhista britânica Clarks e a alemã Puma já fizeram anteriormente pedidos de devolução que totalizam mais de 62,5 milhões de euros. Os Estados-membros estiveram em desacordo sobre esta questão desde o início, com países exportadores como Itália e Portugal a manifestarem-se a favor, enquanto países importadores como o Reino Unido, Alemanha e Holanda se opuseram.

    4Gap mantém previsões de lucro

    A Gap Inc antecipa que os lucros anuais se situem no topo mais alto das suas previsões, apesar de ter registado uma queda das vendas totais e comparáveis no quarto trimestre e durante o mês de janeiro. A retalhista de vestuário, sediada em San Francisco, que opera mais de 3.300 lojas, registou uma queda de 7% nas vendas comparáveis no último trimestre do ano fiscal, devido a um declínio de 14% na Banana Republic, 8% na Old Navy e 3% na Gap. As vendas caíram para 4,39 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros), menos 6,8% do que no trimestre anterior. Em janeiro, as vendas comparáveis voltaram a descer (-8%), representando o 10.º resultado negativo consecutivo. As vendas na Banana Republic caíram 17%, enquanto as da Gap e da Old Navy caíram 6%. No total, as vendas diminuíram 8,4%, para 813 milhões de dólares no primeiro mês do ano. Apesar destes resultados, a retalhista antecipa que os lucros anuais por ação fiquem entre 2,41 e 2,42 dólares por ação, o que se situa no topo das suas previsões originais, de um valor entre 2,38 e 2,42 dólares por ação. «Estamos satisfeitos por nos guiarmos pelo topo das nossas previsões de ganhos por ação anteriormente anunciadas», afirmou a diretora financeira da Gap Inc, Sabrina Simmons. A analista da FBR & Co, Susan Anderson, acrescenta que «todos os formatos estão agora com os produtos para a primavera e a administração está contente com as melhorias em todos os formatos, sobretudo na Gap. Um melhor merchandise para a primavera e comparações mais fáceis podem levar a uma melhor performance comparativa em fevereiro, embora continuemos a estimar vendas comparáveis negativas».

    5Algodão estável na Índia

    A India Ratings and Research (Ind-Ra) manteve uma previsão estável para o sector dos têxteis de algodão no país no ano fiscal 2016/2017 graças à expansão das margens, promovida por preços mais baixos no algodão, mas advertiu para o risco de uma potencial queda dos preços causada pelas incertezas na China. A agência de rating também sugere que o crescimento do volume de negócios vai ser mais lento, espelhando vendas menores, e espera que a maior parte do aumento do volume de negócios seja resultado direto de uma maior eficiência na produção, em vez de aumentos significativos na capacidade. O sector de têxteis de algodão, contudo, também enfrenta riscos. A diminuição do preço do algodão e fio causado pela incerteza nas compras da China e o armazenamento de stocks é um dos principais riscos e pode levar a uma revisão em baixa para os têxteis em algodão. Para os têxteis sintéticos na Índia, a Ind-Ra mantém uma previsão negativa para o ano fiscal de 2017 devido à capacidade excessiva, ao dumping da China e à queda dos preços das matérias-primas (liderada pelos preços do crude), que se podem traduzir em perdas de inventário. Já o segmento de têxteis com valor acrescentado continua a registar uma procura estável no país. A agência de rating acredita que as exportações têxteis vão manter-se inalteradas no ano fiscal de 2017 devido a um abrandamento na procura na China, ausência de acordos de comércio livre com os principais mercados, nomeadamente os EUA e a Europa, e pressões sobre os preços. A Índia deverá ainda perder competitividade face a outros produtores, nomeadamente o Vietname.

    6EUA importam mais

    O volume das importações de vestuário dos EUA subiu 2% em dezembro. No total, as importações do país subiram 5,4% em comparação com o mesmo mês do ano passado, para o equivalente a 2,02 mil milhões de metros quadrados. Em valor, as importações cresceram 4,7%, para 6,2 mil milhões de dólares. Os três maiores fornecedores de vestuário dos EUA registaram ganhos durante o mês: a China aumentou 4,6%, para o equivalente a 808 milhões de metros quadrados; o Vietname subiu 10,7%, para o equivalente a 237 milhões de metros quadrados; e o Bangladesh registou um crescimento de 18,8%, para o equivalente a 144 milhões de metros quadrados. Camboja (+13,2%), Índia (+8,6%), Paquistão (+1,6%) e Indonésia (+5,8%) também registaram aumentos. Já as Honduras (-1,45%), México (-11%) e Nicarágua (-9,4%) registaram quebras. No ano completo, as importações subiram 6,12% em comparação com 2014, para o equivalente a 27,22 mil milhões de metros quadrados, tendo aumentado 4,14% em valor, para 85,16 mil milhões de dólares.