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  1. Kering recusa moda instantânea
  2. Retalho cai em Singapura
  3. Minimalismo dos 90 chega à Mango
  4. GU aterra em Taiwan
  5. Hermès supera concorrência
  6. Puma soma com mulheres

1Kering recusa moda instantânea

O gigante do luxo Kering tornou-se o primeiro grande conglomerado do luxo a rejeitar publicamente a tendência de moda “instantânea” que tem dominado a atual época de semanas de moda. Apesar dos desfiles para o outono-inverno 2016/2017 ainda estarem a decorrer, já correu muita tinta sobre a possibilidade de, para a primavera-verão 2017, as propostas da passerelle irem diretamente para as lojas. Mas o CEO do Kering, François-Henri Pinault, já afirmou à Bloomberg que a marca estrela do grupo, a Gucci, em particular, vai manter-se fiel à abordagem mais tradicional, sob a batuta do diretor criativo Alessandro Michele. Pinault considera que a abordagem “compre agora” «nega o sonho» do produto de luxo e que esperar vários meses para que os artigos cheguem às lojas «cria desejo». Em relação ao anúncio da Burberry de adotar um modelo mais próximo da estação a partir de setembro, Pinault acrescentou que «há algumas marcas para quem um desfile é um evento de comunicação… Vamos decidir o que é melhor para as nossas marcas e para a nossa visão de luxo». A decisão de não seguir a atual tendência surge após a Gucci ter registado uma melhoria nas suas vendas nos últimos meses, graças a menos promoções, com as criações de Michele a provarem ser um enorme sucesso no retalho. Pinault também afirmou que não acredita que o modelo da Burberry se torne universal, já que não é praticável por algumas marcas, incluindo aquelas onde o vestuário de homem e o vestuário de senhora têm diferentes diretores criativos.

2Retalho cai em Singapura

As vendas a retalho em Singapura subiram 2,9% em termos anuais em dezembro, mas eliminando as vendas de veículos (que aumentaram 62%), de facto caíram 3,6%, segundo o departamento de estatística do país. Os produtos de beleza registaram o segundo valor mais alto, seguido dos supermercados em 0,1%. Em termos mensais, as vendas a retalho totais caíram 2,1% e, excluindo a venda de veículos a motor, as vendas de dezembro desceram 3,6%.

3Minimalismo dos 90 chega à Mango

Liu Wen é o rosto que se segue na Mango. Depois do lançamento da tendência “Tribal Spirit”, liderada por Kendall Jenner, a gigante espanhola de moda apresenta agora Liu Wen na campanha “Soft Minimal” para a primavera-verão, que será lançada a 1 de março. Num tributo ao estilo minimalista dos anos 90, a tendência, que chegará às lojas em meados de março, junta vestuário em malha feminino em combinação com vestidos, tops em renda e peças oversized. «Vestidos-combinação monocromáticos, que dominaram a década, e combinações em seda fluida, inspirados pelas supermodelos que simbolizaram os anos 90, são refrescados para o guarda-roupa moderno», explica a Mango. Segundo Liu Wen, «todas as roupas que uso na campanha têm linhas simples e são feitas com tecidos suaves como seda, que é ideal para qualquer altura do dia».

4GU aterra em Taiwan

A cadeia de vestuário GU, da Fast Retailing, vai lançar a sua primeira loja online fora do Japão para o mercado de Taiwan em março, juntamente com a abertura de dois pontos de venda antes do verão. A loja online terá todos os produtos GU disponíveis nas lojas físicas ao mesmo preço, segundo o Nikkei Report, e irá lançar novos produtos antes de chegarem às lojas físicas. As compras serão enviadas diretamente para os consumidores a partir de um armazém em Taiwan. Uma das novas lojas, que deverá abrir o verão, ficará em Tainan e as outras permanecem sem confirmação. A GU atualmente tem cinco lojas físicas em Taiwan e entrou no mercado chinês no ano passado em parceria com o mercado online Tmall, do Alibaba. A empresa indicou que a combinação do retalho online e offline ajudara a ganhar notoriedade de marca e aumentar o tráfego nas lojas.

5Hermès supera concorrência

A Hermès registou um aumento de 8,1% nas vendas anuais a taxas de câmbio constantes, um dos níveis de crescimento mais elevados na indústria de artigos de luxo, embora demonstrando um claro abrandamento face a 2014. A marca francesa de luxo acrescentou que o crescimento das vendas em 2016 pode ficar abaixo do seu alvo de crescimento a médio prazo de 8%, devido às incertezas políticas e geopolíticas. A Hermès, conhecida pelos seus lenços de seda e pelas carteiras em pele Birkin, indicou que as vendas atingiram 4,84 mil milhões de euros no ano passado, em linha com as previsões, que antecipam um abrandamento do crescimento para 11,1% em 2014. O volume de negócios do quarto trimestre subiu 7,2%, menos que os 9% de crescimento registado no terceiro trimestre, mas revelando resiliência após os ataques terroristas de novembro terem afastado os turistas e compradores de Paris e das principais capitais europeias, o que levou a uma queda acentuadas das vendas entre alguns rivais. O volume de negócios dos artigos em pele aumentou 14,3% nos últimos três meses do ano, enquanto as vendas de moda e pronto-a-vestir subiram 3,7%. A Hermès indicou que as vendas de artigos em seda e têxteis desceram 7,2% no quarto trimestre. A divisão foi «afetada pelos eventos no final do ano em França e sofreu com um abrandamento na Grande China, mas continuou a desenvolver-se noutras regiões». A empresa, que publica os resultados anuais em março, acrescentou que espera que as suas margens operacionais para 2015 fiquem próximas dos 31,5% conseguidas em 2014.

6Puma soma com mulheres

A aposta em Rihanna e, mais recentemente Kylie Jenner, estão a dar corpo às tentativas da Puma de entrar no mercado de sportswear/athleisure de senhora, numa altura em que a marca registou um aumento das vendas no quarto trimestre. Para a atual campanha, a Puma contratou a cantora Rihanna como diretora criativa e espera atrair mais negócio com Kylie Jenner, uma das estrelas do reality show Keeping Up with the Kardashians, que é o rosto da sua campanha de treino de senhora para a primavera-verão, que deverá ser lançada em abril. Na confirmação desta última contratação, o diretor da Puma, Adam Petrick, afirmou que «Kylie representa uma nova e entusiasmante era para a moda e não conseguimos pensar de uma mulher mais em forma e com influência para liderar esta campanha para a Puma». A forte procura pelo calçado lançado em parceria com Rihanna ajudou a impulsionar vendas melhores do que o esperado no último trimestre, tornando a empresa alemã de sportswear otimista para 2016. A Puma, que já afirmou que acredita que «o futuro é feminino» registou um aumento de 11,5% das vendas a câmbios neutros, para 879 milhões de euros, superando as expectativas dos analistas de 839 milhões de euros. As vendas registaram um crescimento percentual de dois dígitos em todas as categorias, indicou a Puma. O lucro operacional registou um aumento de 2,6%, para 10,9 milhões de euros, ultrapassando as expectativas dos analistas de 6,5 milhões de euros. Contudo, registou um prejuízo de 4,3 milhões de euros, uma diminuição em comparação com um prejuízo de 4,6 milhões de euros no mesmo período do ano anterior, mas superior aos 2 milhões de euros que os analistas tinham previsto. «Ainda temos muito a melhorar», afirmou o CEO Bjorn Gulden, que acrescentou que a cooperação da empresa com Rihanna e uma forte oferta de produto «aumentou o interesse tanto de retalhistas como de consumidores». A Puma espera agora que as vendas cresçam igualmente este ano graças aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Campeonato Europeu de Futebol e a Copa América.