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7 tendências com apelo comercial

Trata-se de uma constante os epicentros de moda ditarem as tendências absorvidas pelos players deste universo a cada estação. Para o outono-inverno 2021/2022 não será exceção, todavia, numa análise com “olhos de ver” já que, mais do que nunca, as novidades sustêm a recuperação dos negócios, agora centrados na grande questão “quais as tendências com maior apelo comercial?” Eis as sete principais.

Versace [©Instagram/@versace]

De olhos postos nas passerelles virtuais das semanas de moda de Nova Iorque, Londres, Milão e Paris, que atuam como catalisadores de tendências, sobretudo, em plena pandemia, o foco das criações está em produtos vestíveis, projetados a pensar em quem será o consumidor final. No reverso estão ainda propostas que refletem tudo menos isto, também dissecadas pela Edited, que analisou detalhes, estampados, cores e silhuetas com maior potencial na vertente comercial.

Brilho festivo

As categorias de vestuário formal e de cerimónia foram das mais afetadas pela pandemia, que adiou vários eventos e acabou mesmo por cancelar outros tantos. A queda nestes segmentos de moda ao longo últimos 12 meses foi tão acentuada que inspirou os designers a planear o tão aguardado regresso deste lado mais festivo a todo o vapor.

Versace [©Instagram/@versace]
De acordo com as conclusões da Edited, divulgadas pelo Sourcing Journal, «a moda que irradia alegria» está cada vez mais perto de voltar, motivo pelo qual as coleções da próxima estação fria fizeram desfilar cores que estão longe de passar despercebidas, como o rosa-choque, vermelho, amarelo e o azul real.

Os estampados com padrões animais acresceram brilho à festa nas propostas de LaQuan Smith e House of Sunny, enquanto nomes como Versace, Lanvin e Prada se converteram a influencias dos anos 80. Mangas volumosas, vestidos curtos e lantejoulas dos pés à cabeça fazem jus às tendências que se avizinham.

Simone Rocha [©Instagram/@simonerocha]
Ainda que o conforto tenha sido a característica mais procurada ultimamente no mundo da moda, quer seja no vestuário ou no calçado, os saltos altos vêm ditar o ponto de viragem, proporcionando, segundo a Edited, grandes ganhos para o sector de calçado. Os sapatos com acabamentos mais quadrados à frente, sandálias com tiras e as icónicas Mary Janes vão contribuir para alimentar esta indústria.

No que diz respeito aos acessórios, as minibolsas voltam a ser tendência, assim como os anéis e pulseiras imponentes.

Era da regência

A influência da regência britânica presente na série Bridgerton da Netflix foi um poço de tendências para os consumidores e, além disso, serviu como passaporte para os designers mergulharem na excentricidade desta época. Prova disso foram as criações da Erdem, Marni e Simone Rocha, que assinalaram o sucesso contínuo dos coordenados reais no mercado de massas, aponta a Edited.

Alberta Ferretti [©Instagram/@albertaferretti]
Saias rodadas e vestidos compridos a marcar a cintura estão entre influências mais escolhidas da época. Os acessórios para o cabelo, as luvas e as pérolas devem também ser uma aposta forte para as retalhistas desde que concordantes com a dinâmica da realeza.

A fugir à regra, as cores pastéis apareceram na passerelle a provocar sensações de calma depreendidas em tonalidades de branco, azul e rosa-bebé.

Aconchego

As malhas e os agasalhos são elementos comuns na estação fria, mas, para 2021/2022 a textura, além de serem essenciais, atuam como elemento diferenciador ao quebrar a monotonia nas propostas dos designers.

Versace [©Instagram/@versace]
«A textura é um elemento crucial para esta tendência, por isso inclua tecidos felpudos e peles sintéticas. Esta última aumentou 8% nas vendas entre o outono de 2019 e o outono de 2020», afirma a Edited, advertindo as retalhistas que devem apostar igualmente em formas não convencionais nas malhas e nos casacos.

O objetivo é mesmo fazer com que todos se agarrem aos agasalhos de outono sem nunca os querer tirar, uma meta espelhada pelas criações da Prada e também da Max Mara.

Elementos do passado

E se a moda está em constante evolução, o ano passado provou isso mesmo com todas as mudanças na indústria, mas as vibrações dos anos 70 continuam no topo das preferências. As calças flare e os casacos de couro que estiveram em alta na época anterior voltam a estar presentes nesta estação, porém com uma estética mais boémia, com estampados alusivos à década, franjas e tie-dye.

Philosophy di Lorenzo Serafini [©Instagram/@philosophyofficial]
«Os anos 70 destacaram-se como uma das tendências mais comerciais para se investir, estabelecendo paralelo com o protesto de mudança na política e na cultura que vemos hoje», refere a plataforma de inteligência de mercado.

As botas cowboy e os lenços na cabeça completam o glamour da época.

Preppy

Surgido nos EUA, o termo preppy está associado às universidades mais conceituadas e, por isso, traz muitas referências aos uniformes universitários que inspiraram saias plissadas, cardigans e blazers na Dior, DSquared2, Alice & Olivia e em muitos outras casas de moda. Como não podia deixar de ser, o padrão xadrez é um requisito obrigatório neste contexto.

Nensi [©Instagram/@nensidojaka]
«Complete o look ao tirar ideias de marcas como Philosophy di Lorenzo Serafini, com boinas e camisolas de basebol, ou Elisabetta Franchi, que canalizou a estética rica da rapariga com calças de equitação e botas de cano alto», sugere a Edited.

Recortes sensuais

Os recortes são uma tendência que emergiu na estação quente de 2021 e estão agora prontos para aquecer os meses mais frios com uma vertente mais ousada, à semelhança do que demonstram os vestidos de Jonathan Simkhai e os tops tricotados da MSGM.

Os tecidos transparentes, os corpetes e os recortes mais intrépidos nas coleções de David Koma, Versace e Givenchy confirmam o prolongamento da tendência.

Loungewear

Missoni [©Instagram/@missoni]
E mesmo que a vontade de usar roupas mais formais e festivas grite mais alto, a necessidade de conforto ainda não está pronta a desaparecer de um dia para o outro. «Enquanto as roupas para ocasiões especiais ocupam o centro do palco, os designers continuam a incluir toques de loungewear nas coleções, com o conforto agora incorporado nos designs e no modo de vida das pessoas», explica a Edited, sublinhando que os designers estão a ajustar a abordagem da moda descontraída e casual ao pós-pandemia.