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A alfaiataria segundo a Unilopes

Tendo vindo a apurar a alfaiataria masculina como se de Vinho do Porto se tratasse, desde 1982 que a Unilopes brinda com os clientes, das marcas próprias Pietro Donati e Giovanni Galli e do negócio de private label, com a qualidade “made in Portugal” também reconhecida ao néctar.

Dentro da Unilopes, cujo efetivo ronda atualmente as 180 pessoas, 80% da produção tem como destino as marcas próprias Pietro Donati e Giovanni Galli, estando a restante destinada aos clientes de private label.

«Garantimos a linha de produção do início ao fim, dos protótipos à entrega, para cerca de 300 conjuntos, casacos e calças de homem, por dia», explica José Carlos Rodrigues, diretor-geral da Unilopes.

O mercado nacional escoa a maior parte dos produtos e, além-fronteiras, Espanha e França estão na linha da frente. Para se consolidar no mercado francês, a Unilopes tem marcado presença na Première Vision Manufacturing. «Em fevereiro assinalámos a nossa quarta presença no salão parisiense. Começámos em 2016 e depois parámos. Agora, com a nova direção da empresa e o apoio do Portugal 2020, estamos a regressar gradualmente às feiras internacionais», revela o diretor-geral ao Jornal Têxtil. «Isso ajuda-nos a ganhar visibilidade, a mostrar que nos mantemos ativos e que queremos continuar a consolidar os mercados internacionais», explica.

Ao duo dinâmico da exportação, a especialista em alfaiataria masculina fundada por oito sócios nos arredores de Leiria deseja somar a Inglaterra e a Escandinávia. «Parecem ser os mercados mais apelativos para a nossa oferta neste momento», afirma José Carlos Rodrigues.

Com vista a suportar os esforços de internacionalização, a Unilopes está a reforçar os seus pilares produtivos. «Investimos muito no último ano e, este ano, pretendemos continuar, porque o Portugal 2020 é uma ajuda importante na modernização das empresas e nós estamos justamente nesse caminho, da modernização. Comprámos 11 máquinas de prensa em novembro passado», adianta o diretor-geral. Entre 2017 e 2018, os esforços de modernização da Unilopes devem ultrapassar o meio milhão de euros. Este ano, o investimento vai incluir ainda o aumento do efetivo de trabalhadores, uma das carências apontadas por José Carlos Rodrigues. «Estamos a ficar sem costureiras especializadas, vamos ter de ser nós a dar-lhes formação internamente», sublinha.